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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Colisão de Galaxias By Hubble

O universo é um caldeirão borbulhante de matéria e energia que se misturaram por bilhões de anos para criar uma mistura de nascimento e destruição de bruxas.




Tempestades de nascimento de estrelas varrendo os céus. Estrelas moribundas sacodem o próprio tecido do espaço em explosões titânicas. Raios de energia semelhantes a estrelas da morte explodindo em buracos negros superalimentados quase à velocidade da luz. Galáxias grandes devorando companheiros menores, como Pac-Men cósmico. Colisões colossais entre galáxias lançando estrelas como bolas de sinuca quebrando. O Hubble já viu todos eles.



Esse caos compulsivo no espaço pode produzir formas de aparência estranha que se assemelham a criaturas assustadoras aparentemente conjuradas em histórias do paranormal. Entre eles está o objeto nesta nova imagem do Hubble.



O instantâneo revela o que parece um estranho par de olhos brilhantes olhando ameaçadoramente em nossa direção. Os penetrantes "olhos" são a característica mais importante do que se assemelha ao rosto de uma criatura de outro mundo. Este objeto assustador é realmente o resultado de uma colisão titânica frontal entre duas galáxias.



Cada "olho" é o núcleo brilhante de uma galáxia, o resultado de uma galáxia se chocando com outra. O contorno do rosto é um anel de jovens estrelas azuis. Outros aglomerados de novas estrelas formam um nariz e uma boca.



O sistema está catalogado como Arp-Madore 2026-424, do "Catálogo de Galáxias e Associações Peculiares do Sul" da Arp-Madore.



Embora colisões de galáxias sejam comuns - especialmente no universo jovem - a maioria delas não é um choque frontal, como a colisão que provavelmente criou esse sistema Arp-Madore. O encontro violento dá ao sistema uma estrutura de "anel" de retenção por apenas um curto período de tempo, cerca de 100 milhões de anos. As duas galáxias se fundirão completamente em cerca de 1 a 2 bilhões de anos, escondendo seu passado confuso.


Uranu Novos Estudos

Urano é o sétimo planeta em relação ao sol e foi descoberto acidentalmente. Embora ele seja visível a olho nu, por muito tempo o planeta foi confundido com uma estrela, por causa da obscuridade e de sua órbita lenta.
Devido à distância para com a Terra e as poucas missões exploratórias, muito sobre Urano continua sendo um mistério para nós. Mas o que já foi descoberto faz com que esse planeta seja um dos mais intrigantes já conhecidos.
Entre estações que duram 21 anos e chuvas de diamantes, veja alguns dos fatos que tornam esse planeta um dos mais fascinantes da Sistema Solar.


  •  Diâmetro Equatorial: 51,118 km;
  • Diâmetro Polar: 49,946 km;
  • Massa: 8,68 × 10 ^ 25 kg (15 Terras);
  • Luas: 27;
  • Anéis: 13;
  • Distância Órbita: 2,870,658,186 km (19,19 UA);
  • Período de órbita: 30.687 dias (84 anos);
  • Temperatura efetiva: -216 °C;
  • Data da Descoberta: 13 de março de 1781;
  • Descoberto Por: William Herschel. 

    Do mesmo modo que Vênus, a rotação de Urano gira de leste a oeste, o oposto da direção em que a Terra e a maioria dos outros planetas giram.
    Além disso, o eixo rotacional do planeta está inclinado em um ângulo quase paralelo ao seu plano orbital, fazendo com esse planeta pareça estar girando de lado. Cientistas teorizam que essa anomalia rotacional pode ser resultado de uma gigantesca colisão entre Urano e outro corpo celeste, como um asteroide.

    Devido a essa rotação estranha de Urano, as estações nesse planeta duram cerca de 21 anos! Isso causa enormes variações na quantidade de luz solar que o planeta recebe em diferentes momentos do ano uraniano.
    Pense em um planeta onde o verão dura cerca de 21 anos, recebendo luz solar a todo o tempo, enquanto o inverno possui a mesma quantidade de tempo, com o planeta em escuridão total e um frio congelante.
    Em Urano, o dia e a noite só existem durante a primavera e o outono. Essas estranhas estações passam por Urano durante o seu ano, que corresponde à 84 anos terrestres. Enquanto isso, o dia dura apenas 17 horas.


    Urano foi nomeado em homenagem ao deus grego Urano, o mais antigo dos deuses, sendo o único planeta nomeado como um deus grego em vez de um romano.
    Mas antes desse nome ser escolhido, muitos outros foram propostos, como Hypercronius, Minerva (a deusa romana da sabedoria) e Herschel, que foi seu descobridor.
    E antes disso, o próprio Herschel havia sugerido o nome Georgium Sidus, para homenagear o rei George III da Inglaterra, que patrocinava suas pesquisas. Porém, essa ideia não agradou muita gente.
    Por fim, o astrônomo alemão Johann Bode, que detalhou a órbita de Urano, deu ao planeta seu nome final. Bode argumentou que, como Saturno era o pai de Júpiter, o novo planeta deveria ser nomeado como o pai de Saturno.


    Como todos os gigantes do Sistema Solar, Urano possui anéis. Ao todo são 13, formados por partículas que variam de tamanho entre grãos de poeira à pequenos pedregulhos.
    Esses anéis de Urano são classificados como dois conjuntos de anéis distintos, o que também é bastante incomum em nosso sistema solar. A maior distinção entre esses grupos está em sua coloração. Enquanto os dois anéis exteriores possuem cores vivas, os outros 11 interiores são mais escuros.



    As luas de Urano foram nomeadas em homenagem aos personagens das obras de William Shakespeare e Alexander Pope.
    Até hoje foram descobertas 27 luas em torno de Urano, e entre alguns dos seus nomes estão Titania e Oberon, de Sonho de uma noite de verão, e Ariel e Miranda, de A Tempestade.
    Mas além das luas já conhecidas, novas pesquisas indicam que há a possibilidade de existirem mais duas luas escondidas ao seu redor. Isso porque foram encontradas ondulações em dois anéis ao redor do planeta.
    Padrões ondulados semelhantes haviam sido encontrados anteriormente, e foram a causa do descobrimento de duas outras luas, Ophelia e Cordelia.
     Apesar de não ser o planeta mais distante do Sol, Urano ainda é o planeta mais frio do Sistema Solar, com uma temperatura atmosférica mínima de -224 °C.Uma das teorias que explica o porquê de Urano ser tão frio diz que o planeta pode ter passado por uma grande colisão, que fez com o calor do seu núcleo escapasse para o espaço.



    Assim como os outros gigantes do gelo do Sistema Solar, Urano tem uma atmosfera formada principalmente por hidrogênio e hélio, com traços de metano, amônia e água.
    Ao absorver a porção vermelha da luz solar, o gás metano da atmosfera de Urano dá ao planeta seus belos tons azul-esverdeados!

    No planeta Terra, nossa chuva ocorre na forma de água líquida. Em Titã, chove metano, enquanto em Vênus existe uma chuva ácida que evapora antes mesmo de atingir o solo. Já em Urano chove diamantes!
    Por meio de estudos com lasers ópticos de alta potência, os cientistas finalmente têm o que consideram ser uma prova sólida para essa antiga afirmação científica.
    Este trabalho, que foi publicado na Nature Astronomy em 2017, permitiu que os cientistas testemunhassem a formação de minúsculos diamantes, além de vislumbrar processos que ocorrem na atmosfera de Urano.


    Um estudo recente sugere que as nuvens na alta atmosfera de Urano são compostas principalmente de sulfeto de hidrogênio, o mesmo composto químico responsável pelo mau cheiro dos ovos podres.
    Durante muito tempo, os cientistas se interessaram pela composição dessas nuvens, imaginando que elas seriam feitas principalmente de sulfeto de hidrogênio ou amônia, como as de Saturno e Júpiter.
    Depois de muita especulação, finalmente foi detectada a assinatura de sulfeto de hidrogênio na atmosfera de Urano, o que comprova que esse planeta tem um cheiro bem desagradável.


     Diferentemente da Terra, os polos magnéticos de Urano não estão nem perto de se alinharem com seus polos geográficos. O campo magnético de Urano é inclinado em 59 graus a partir do eixo de rotação do planeta, deslocado de tal forma que não passa pelo centro do planeta.
    Para comparação, os campos magnético da Terra são inclinado em apenas 11 graus e se encontram no polo norte e no polo no sul, sendo referido como um campo dipolo.
    Já campo magnético de Urano é bem mais complexo que isso. Além do componente dipolo, ele possui outra parte com quatro polos magnéticos. Considerando todos esses polos e a grande inclinação do planeta, não é de admirar que o campo magnético varie muito em diferentes locais.
    Por exemplo, no hemisfério sul, o campo magnético de Urano tem apenas um terço da força do campo na Terra. No entanto, no hemisfério norte, o campo magnético de Urano é quase quatro vezes mais forte que o nosso.

     
    Lançada em 1977, a sonda espacial da NASA Voyager 2 tornou-se a primeira e até agora única espaçonave da NASA a realizar um sobrevoo de Urano, enviando as primeiras imagens com detalhes da grande esfera azul.
    Após isso, os astrônomos até consideraram enviar um orbital para Urano, mas existem complicações. Por um lado, Urano está incrivelmente longe, a quase 3 bilhões de quilômetros da Terra. Além disso, ele é difícil de prever.
    Nós não sabemos o que esperar das temperaturas flutuantes da atmosfera do planeta, e apesar do movimento de suas luas ser muito lento para ameaçar uma nave espacial, há razões para suspeitar que ainda não conhecemos todas as luas e detritos que orbitam o planeta.
    Enquanto isso, podemos contemplar e nos intrigar com os mistérios que o planeta Urano ainda representa para nós. E então, o que você achou das particularidades desse gigante de gelo?

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Vapor de água foi detectado em potencial planeta habitável


Pela primeira vez, astrônomos detectaram vapor de água na atmosfera de um exoplaneta rochoso. De forma intrigante, o planeta está em uma zona habitável de sua estrela, tornando-o um dos possíveis lugares na galáxia para se procurar sinais de vida extraterrestre.
Localizado a uma distância de 110 anos-luz, o planeta K2-18b foi descoberto pelo observatório espacial Kepler em 2015. Escaneamentos preliminares do exoplaneta sugeriram que ele era uma superterra — um planeta rochoso e maior que a Terra e que tinha uma atmosfera. Estas observações, mais o fato de o K2-18b estar em uma zona habitável — um lugar especial onde a água pode persistir como líquido —, fizeram os estudos sobre ele avançarem.


Usando o telescópio espacial Hubble, uma equipe da UCL (Universidade College London) executou uma pesquisa espectográfica no K2-18b, resultando na detecção de uma assinatura de água distinta. Detalhes desta importante descoberta foram publicados nesta quarta-feira (10) na revista Nature.

“É a primeira detecção de vapor de água em um planeta que não é um gigante de gás”, disse o astrônomo da UCL, Angaelos Tsiaras, um dos coautores do estudo, durante uma conferência por telefone. “Esta é a primeira detecção do tipo — um planeta orbitando dentro da zona habitável — e o primeiro planeta que conhecemos fora do sistema solar a ter água nele”, disse. “É o melhor candidato para habitação que conhecemos até o momento”.




Vapor de água água já foi detectado em exoplanetas antes, mas apenas em gigantes de gás. Há uma pequena possibilidade de que o K2-18b seja um gigante de gelo, na verdade parecido com Urano ou Netuno, mas a grande probabilidade é que ele seja um superterra. Astrônomos podem apenas ver a atmosfera superior deste exoplaneta, mas ele tem duas vezes o tamanho e oito vezes a massa da Terra. É importante notar que ele tem uma densidade parecida com a de Marte, que é três vezes maior que a de um gigante de gás. Isso levou os cientistas a concluírem que o K2-18b é provavelmente terrestre em sua natureza, contendo um núcleo rochoso e sólido.


O K2-18b orbita em volta de uma estrela anã vermelha, e leva apenas 33 dias pra o planeta orbitar sua estrela hospedeira. Com tal proximidade, pode parecer que o K2-18b não faça parte da zona habitável, mas como as estrelas anãs vermelhas emitem baixos níveis de radiação, a zona habitável delas é muito mais próxima comparado com sistemas como o nosso. o K2-18b recebe um nível de radiação parecido com o da Terra, e tem temperaturas parecidas com as que temos por aqui, observaram os cientistas na conferência.


Infelizmente, exoplanetas em órbita de estrelas anãs vermelhas costumam ser péssimos candidatos para “habitabilidade”, devido à propensão desse grupo de estrelas a produzir explosões solares poderosas e frequentes. Como Tsiaras apontou na conferência, as condições no K2-18b provavelmente são “mais hostis” em comparação com a Terra.
As observações do Hubble resultaram em um sinal de água distinto, mas os pesquisadores da UCL não estavam certos sobre a quantidade de água compactada na atmosfera do K2-18b, ou se existe água líquida na superfície. Usando uma série de modelos, os cientistas mostraram que a atmosfera do K2-18b poderia conter apenas 0,01% de água ou até 50%.

Isso é obviamente uma grande discrepância.

A razão para essa faixa incomumente ampla, explicou a coautora do estudo Giovanna Tinnetti em resposta a uma pergunta do Gizmodo, é que o Hubble só conseguiu detectar o sinal espectográfico da água e que “não é fácil quantificar a quantidade de água comparado com o de outras moléculas”. Mas o sinal de água é “muito forte”, disse Tinetti na conferência de imprensa, independente da quantidade. Pesquisas futuras se concentrarão em diminuir essa grande variação, disse ela.

Uma característica interessante das superterras é que a maioria delas é muito provavelmente um mundo aquático — planetas terrestres cobertos por um oceano global profundo. Quando o Gizmodo perguntou a Tinetti sobre o potencial do K2-18b ser um mundo de água, ela disse que há uma “grande possibilidade”, considerando os resultados dos modelos, mas os dados atuais não podem confirmar nem descartar esse cenário.

Li Zeng, um cientista planetário de Harvard e que não estava envolvido no estudo, disse que os resultados não apresentaram “nenhuma surpresa”, pois se espera que muitos exoplanetas semelhantes em tamanho ao K2-18b tenham água “como um dos principais constituintes de seus interiores”, disse ele ao Caap por e-mail. 

A nova pesquisa, segundo ele, é consistente com seu próprio trabalho. No início do ano, ele e um colega apresentaram evidências de que planetas aquáticos provavelmente contarão com oceanos que têm centenas — ou até milhares — de quilômetros de profundidade.

Além da água, o Hubble também detectou traços de hidrogênio, uma observação que intrigou Tom Louden, físico da Universidade de Warwick e especialista em atmosferas exoplanetárias. Louden disse que os resultados do novo artigo “são certamente emocionantes” e “bastante significativos na determinação da história evolutiva das atmosferas de exoplanetas”. Ao mesmo tempo, no entanto, as novas descobertas podem representar um golpe no potencial do planeta de promover a vida, disse Louden, que não tem relação com esta nova pesquisa.

“Os resultados sugerem que o planeta K2-18b manteve parte, ou talvez toda, sua ‘atmosfera primária’ de hidrogênio e hélio que o planeta [coletou] durante sua formação”, disse Louden em um e-mail ao Caap. “Isso indica que a radiação da estrela não tem sido muito feroz ou eficiente na remoção de sua atmosfera, o que pode ser uma boa notícia para muitos planetas semelhantes à Terra que esperamos existir ao redor de estrelas desse tipo, pois pode significar que suas atmosferas podem permanecer estáveis”.

Ao mesmo tempo, essas notícias são potencialmente ruins para a habitabilidade. Se a “maioria dos planetas nasce como uma grande atmosfera de hidrogênio e hélio da qual eles não conseguem se livrar, isso pode dificultar o desenvolvimento de uma vida complexa — simplesmente não sabemos o suficiente nesse estágio”, afirmou.

Durante a coletiva de imprensa, Ingo Waldmann discutiu como a presença de games primordiais no K2-18b poderia afetar a capacidade do planeta de promover a vida.

“As atmosferas de hidrogênio podem ser habitáveis”, disse ele, acrescentando que não há razão para sugerir que esse não seja o caso com base em modelos teóricos. Nossos preconceitos sobre a habitabilidade, observou, são atualmente muito “centrados na Terra”, o que é razoável, considerando que a Terra é o único planeta habitável que conhecemos. Consequentemente, Waldmann disse que pesquisas futuras podem investigar a habitabilidade no contexto de atmosferas ricas em hidrogênio.

Claramente, o K2-18b apresenta certa incerteza em termos de sua capacidade de hospedar a vida. Como a Terra, possui clima temperado, núcleo rochoso e água. Por outro lado, o K2-18b está em órbita em torno de uma anã vermelha potencialmente hostil em sua atmosfera que está cheia de gases primordiais — sem mencionar seu grande tamanho e massa em comparação com a Terra, uma variável desconhecida no que diz respeito à habitabilidade.

Este exoplaneta é um assunto fantástico e tentador para pesquisas futuras, mas uma coisa permanece bastante clara: a busca por um planeta verdadeiramente parecido com a Terra continua.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Nasa anucia a Volta do homem à Lua !

Desde que entrou na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou sua vontade de reiniciar as viagens espaciais para a Lua. No fim de 2017, Trump assinou um documento que oficializava esse desejo, mas somente agora a NASA parece estar se preparando de verdade para colocar astronautas em solo lunar mais uma vez.

O adminstrador da NASA, Jim Bridenstine, e outros oficiais da agência entregaram um projeto que deve testar veículos lunares até 2024, com pretensão de um retorno tripulado ao satélite natural até 2028. Bridenstine já descartou a possibilidade da construção de bases para que os astronautas possam se instalar na Lua, mas vem tornando a ida uma de suas prioridades.

Um pedido formal para companhias que queiram construir os módulos que pousarão na Lua já em março deve ser aberto, com a ideia de escolher uma empresa para ajudar a corrida espacial entre maio e julho deste ano. Cada contrato deve ser fechado em valores que podem variar de US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,1 milhão) e US$ 9 milhões (aproximadamente R$ 33,6 milhões). O administrador da NASA disse que a agência está disposta a trabalhar com empresas privadas, como Boeing, SpaceX e Blue Origin, assim como com agências espaciais internacionais.

Antes de o homem voltar à Lua, a NASA planeja outra expedição ao satélite com pequenos módulos autônomos que carregarão aparatos científicos. A ideia é que 12 ferramentas sejam enviadas para estudar, entre outras coisas, a possibilidade de existência de água na superfície. Caso isso aconteça,  pode ser o início da possível colonização do satélite, algo que ainda reside no reino da ficção científica.

Washington, 23 Mai 2019 - A Nasa divulgou na quinta-feira (23) o calendário do programa "Ártemis", que levará astronautas à Lua pela primeira vez em meio século, incluindo oito lançamentos programados e uma mini-estação na órbita lunar até 2024. As missões lunares originais foram nomeadas em homenagem a Apolo; Ártemis era sua irmã gêmea na mitologia grega e a deusa da caça, do deserto e da Lua.


O administrador Jim Bridenstine confirmou que a Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020. Depois virá a Ártemis 2, que irá orbitar o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024, incluindo a primeira mulher.


As três serão lançadas ao espaço pelo maior foguete de todos os tempos, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS), liderado pela Boeing, que está atualmente em desenvolvimento, mas sofreu vários atrasos e tem sido criticado em alguns setores como um programa de empregos insuflado.

Fixada em sua cúpula, estará a cápsula Orion, da qual a Lockheed Martin é a principal construtora.


Além dessas missões, que serão todas esforços da Nasa, haverá cinco lançamentos carregando os blocos de construção da mini-estação lunar "Gateway", que servirá como um ponto de partida para o pouso na Lua. Estes serão realizados entre 2022 e 2024 por empresas espaciais privadas, cujos serviços serão pagos pela Nasa.


A estação orbital consistirá inicialmente em um simples elemento de potência e propulsão e um pequeno módulo habitacional. Em 2024, os astronautas vão parar lá em sua rota para a Lua. Eles então descerão para a superfície em um módulo.
Uma parte do módulo permanecerá na Lua enquanto a outra parte decolará e permitirá que os astronautas retornem à sua estação, onde embarcarão na cápsula Orion e retornarão à Terra. Bridenstine disse nesta quinta-feira que a Nasa escolheu a empresa privada Maxar para construir o primeiro módulo da estação, o elemento de potência e propulsão, que dependeria de enormes painéis solares.


Nos próximos meses, a Nasa terá que decidir quem construirá o módulo de pouso. Gigantes do setor aeroespacial, como a Boeing e a Lockheed Martin, estão disputando o contrato, assim como novos atores, como a Blue Origin, de Jeff Bezos. "Nós não estamos possuindo o hardware, estamos comprando o serviço", disse Bridenstine sobre o módulo. "O objetivo aqui é a velocidade. 2024 está logo ali".


Ele acrescentou: "Nosso objetivo é, em última análise, passar para Marte e não ficar presos na superfície da Lua".

quarta-feira, 10 de abril de 2019

A primeira imagem de um buraco negro já registrada !

Cientistas tiveram como alvo dois superburacos negros: o Sagitário A e o M87.
Na quarta-feira, cientistas devem revelar a primeira foto de um buraco negro, um grande feito da astrofísica na compreensão dos monstros celestiais que possuem campos gravitacionais tão intensos que nem sequer a luz consegue escapar.
buraco negro

A Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos marcou uma coletiva de imprensa em Washington para anunciar um “resultado inovador do projeto do Telescópio Event Horizon (EHT)”, uma parceria internacional formada em 2012 para tentar observar o ambiente imediato de um buraco negro.
Coletivas de imprensa simultâneas estão marcadas em Bruxelas, Santiago, Xangai, Taipé e Tóquio.

O horizonte de eventos de um buraco negro, um dos lugares mais violentos do universo, é um ponto sem retorno no qual tudo – até estrelas, planetas, gases, poeira e qualquer forma de radiação eletromagnética, incluindo a luz – é sugado irreversivelmente para dentro.
clube caap

“É um projeto visionário que toma a primeira foto de um buraco negro. Somos uma colaboração internacional de mais de 200 pessoas”, disse o astrofísico Sheperd Doeleman, diretor do Telescópio Event Horizon em março.

A pesquisa coloca em teste um pilar científico, a teoria geral da relatividade do físico Albert Einstein, de acordo com o astrofísico da universidade do Arizona, Dimitrios Psaltis. Essa teoria de 1915 tinha o objetivo de explicar as leis da gravidade e a sua relação com outras forças naturais.

Os cientistas tiveram como alvo dois superburacos negros. O primeiro, chamado Sagitário A, é situado no centro da Via Láctea, a galáxia onde está o Sistema Solar e a Terra. Ele tem 4 milhões de vezes a massa do Sol e está localizado a 26 mil anos luz do nosso planeta. Um ano luz é a distância que a luz viaja em 365 dias, ou seja, 9,5 trilhões de quilômetros.
O segundo, chamado M87, está no centro da galáxia vizinha de Virgo A e tem 3,5 bilhões de vezes a massa do Sol. Ele está localizado a 54 milhões de anos luz da Terra.

Por meio do projeto, cientistas também tentarão detectar pela primeira vez a dinâmica próxima do buraco negro, onde a matéria orbita quase na velocidade da luz antes de ser engolida.


domingo, 31 de março de 2019

Atmosfera da Terra e suas camadas !

A atmosfera da Terra é um “invólucro” de gases que envolve o nosso planeta. Esses gases, que são essenciais à vida, mantêm-se ligados à Terra devido à própria força da gravidade exercida pela Terra. A atmosfera terrestre é constituída por cerca de 78% de nitrogénio (ou azoto), 21% de oxigénio, e 1% de outros gases.

A atmosfera terrestre protege-nos da radiação ultravioleta que vem do Sol; protege-nos também de corpos sólidos que têm sua origem no espaço, nomeadamente asteróides; é fundamental para “regular” a temperatura do nosso planeta, pois sem a atmosfera, as temperaturas à superfície da Terra seriam extremas (muito baixas durante a noite e muito altas durante o dia).

A atmosfera terrestre torna-se cada vez menos densa à medida que se aumenta de altitude, sendo que três quartos da massa da atmosfera está situada nos primeiros 11 km a contar da superfície terrestre.

Podemos dividir a atmosfera da Terra em cinco camadas, cada uma delas com altitudes diferentes: Troposfera, Estratosfera, Mesosfera, Termosfera, e Exosfera.

Cada uma das camadas tem características próprias, sendo que a espessura e a altitude de cada uma delas, por vezes, é apresentada de forma um pouco diferente em fontes diferentes. Vamos neste artigo apresentar valores aproximados, não devendo estes valores serem levados de forma rígida.

Troposfera – é a camada da atmosfera que vai desde a superfície da Terra até uma altitude média de aproximadamente 12 km. É na troposfera que ocorrem praticamente todos os fenômenos meteorológicos que influem o tempo meteorológico que sentimos na nossa experiência diária. Dentro desta camada da atmosfera terrestre, a temperatura desce com a altitude. A região limite da troposfera, que a separa da estratosfera, é chamada de tropopausa.

Estratosfera – ficando logo acima da tropopausa, a estratosfera é a camada da atmosfera da Terra que vai desde uma altitude média aproximada de 12 km até cerca de 50 km. Na estratosfera, a temperatura aumenta com a altitude. Cerca de 20% de toda a massa da atmosfera terrestre encontra-se na estratosfera. A região limite da estratosfera, que a separa da mesosfera, chama-se estratopausa.


Mesosfera – logo acima da estratopausa fica a mesosfera. A sua altitude vai cerca de 50 km até cerca de 85 km. Nesta camada da atmosfera da Terra, a temperatura baixa com a altitude, podendo chegar a -90 ºC no seu topo. A região limite da mesosfera, que a separa da termosfera, chama-se mesopausa.

Termosfera – acima da mesopausa surge a termosfera. A altitude desta camada da atmosfera vai de aproximadamente 85 km até uma altitude entre 500 km e 1000 km. Nesta camada da atmosfera terrestre, a temperatura sobe com a altitude, podendo mesmo atingir os 2.000 ºC. Na termosfera, a densidade das moléculas é muito baixa. A região limite da termosfera, que a separa da exosfera, chama-se termopausa.

Exosfera – a exosfera é a camada mais exterior da atmosfera da Terra, que se estende desde logo acima da termopausa indo até cerca de 10.000 km de altitude. Esta camada da atmosfera terrestre é muito rarefeita.

quarta-feira, 20 de março de 2019

As cores das estrelas !

Quando olhamos para o céu numa noite limpa e sem luar, longe das luzes da cidade, facilmente constatamos que muitas estrelas têm uma cor peculiar. Sírius e Vega, por exemplo, cintilam como diamantes branco-azulados. Capella tem um brilho amarelo, como um sol distante, enquanto Arcturus é levemente alaranjada. Betelgeuse, Aldebaran e principalmente Antares exibem um tom vermelho como um rubi. 

clube caap

Ao telescópio, essas cores atingem tons de elevada pureza. O Sol aquece a Terra e os outros objetos do Sistema Solar com uma luz dourada. Por certo haverá planetas iluminados pelos raios de uma estrela azul. E o que dizer da alvorada em um planeta que resplandece sob a luz de dois sois? Que efeitos fantásticos de luzes e cores se alternam nesses mundos?

  • Cores
PARA COMEÇAR A ENTENDER ESSES FENÔMENOS, é importante recorrer a certos conceitos de Física. Sabemos que as folhas das árvores são verdes porque absorvem todas as demais radiações, exceto o verde, difundindo-o ao seu redor. Se a fonte de luz se apaga, os objetos desaparecem. Porém, a chama de uma vela tem luz própria, assim como uma barra de ferro numa fundição ou o filamento de uma lâmpada incandescente, que fica avermelhado se a energia elétrica está fraca, mas muda de cor, atingindo tons mais claros à medida que a temperatura aumenta.

cores das estrelas

Devido à incandescência, esses objetos tornam-se fontes de luz – e sua cor depende diretamente da composição da luz que irradiam. Não é difícil analisar as cores de uma luz. Basta fazê-la passar por uma fenda delgada e atravessar um prisma de vidro. Com isso obtemos o espectro da luz. O espectro das estrelas geralmente se apresenta como uma faixa luminosa e contínua, contendo todas as cores do arco-íris interrompidas por raias escuras. Essas raias são as “impressões digitais” das estrelas, revelando a composição química das camadas superficiais do astro.

Cada elemento químico tem a propriedade de mostrar raias no espectro em comprimentos de onda característicos. Comparando as raias de uma estrela com as obtidas em laboratório (com as “assinaturas” dos elementos químicos) é possível determinar a composição do astro. Estamos diante de uma das maravilhas do conhecimento científico: a espectroscopia. Ainda que não seja possível recolher uma amostra de uma estrela qualquer, somos capazes de determinar do que ela é feita – e com admirável precisão

espectro de luz
  • Nada de estrelas verdes  

A TEMPERATURA DAS CAMADAS EXTERNAS de uma estrela define como percebemos sua cor a partir da superfície terrestre. Estrelas não muito quentes (cerca de 3.000 Kelvin) nos parecem avermelhadas. Já as estrelas amarelas, como o Sol, possuem temperatura em torno dos 6.000 Kelvin; e as mais quentes são brancas ou azuis porque sua temperatura fica acima dos 10.000 Kelvin. Uma estrela emite energia em todos os comprimentos de onda, mas não com a mesma intensidade. Existe um pico de sua radiância para cada temperatura. Uma quantidade de energia que vai determinar a cor predominante da estrela. 
''É por isso que não existem estrelas verdes.'' 
Em princípio, deveriam existir estrelas em todas as cores do arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Mas, quando essa sequência de cores é obtida em função da temperatura de objetos incandescentes, a energia do branco se sobrepõe ao verde.

AS RAIAS VISÍVEIS NO ESPECTRO DE UMA ESTRELA permitem ordenar esses astros em classes de objetos similares. A classificação espectral atualmente em uso é baseada num esquema estabelecido em 1890 (Harvard Spectral Sequence). Da mais quente a mais fria, as estrelas são agrupadas em classes identificadas pelas letras do alfabeto W, O, B, A, F, G, K, M e também R, N e S. Como são muito poucas as estrelas que entram nas classes W, R, N e S, sobram apenas os sete grupos destacados, fáceis de memorizar !

Cada classe é dividida em dez subgrupos numerados de zero a nove. O Sol pertence à classe espectral G2, sendo muito semelhante a Capella (G0), enquanto Sírius é da classe A1 e Betelgeuse da classe M2. Estrelas de comportamento excepcional são designadas pela letra p, de peculiar, e as anãs, gigantes e supergigantes são identificadas por D, G e S, respectivamente, colocadas antes da letra principal.

Também foram introduzidas classes de luminosidades designadas pelos algarismos romanos de I a VII mais o algarismo arábico zero. 
A classe I, por sua vez, divide-se em Ia e Ib. Vários outros símbolos são utilizados nas classificações espectrais das estrelas. WC e WN, por exemplo, indicam estrelas de alta temperatura superficial (estrelas Wolf-Rayet, da ordem de 60.000 K). A letra e indica a presença de linhas de emissão, enquanto m indica a presença de metais. As duas tabelas a seguir fornecem características das classes espectrais e valores médios de temperatura, luminosidade, massa e raio de alguns tipos particulares.
CLUBE CAAP


As raras estrelas do tipo espectral R são ricas em CH e CN, enquanto as do tipo S contêm óxido de zircônio (ZrO2). Ambos os tipos apresentam raias de metais neutros em seus espectros.


clube caap


O espectro produzido quando uma luz atravessa uma fenda e depois um prisma de vidro é contínuo. Se houver gás que absorva muito a luz visível no seu caminho, a forma característica de um arco-íris será interrompida por uma série de linhas escuras. Isso acontece porque os elétrons ocupam níveis energéticos bem distintos nos átomos dos elementos químicos, mas quando o átomo absorve ou emite energia há transições entre níveis adjacentes.
 Essas transições produzem linhas de absorção ou de emissão nos espectros, como as do átomo de hidrogênio, mostradas na figura acima. 

clube astronomico amador paraibano


fonte
http://www.zenite.nu/as-cores-das-estrelas

terça-feira, 12 de março de 2019

Rover Mars 2020.

Mars 2020, é um rover planetário baseado nas configurações do rover Curiosity do Mars Science Laboratory. Está em estudo pela NASA e é previsto para ser lançado em 2020 para Marte. Supostamente investigará astrobiologia, estudará a sua geologia e história, incluindo a possibilidade do planeta ter sido habitável no passado. Foi anunciado pela agência americana em 4 de dezembro de 2012 na União de Geofísica dos Estados Unidos em São Francisco. O rover é do tamanho de um carro, com cerca de 3 metros de comprimento (sem incluir o braço), 2,7 metros de largura, 2,2 metros de altura e 1.050kg.


Mars 2020 possui uma broca capaz de perfurar o solo marciano para recolher amostras e deixá-las na superfície de Marte. Uma missão futura poderia potencialmente recolher essas amostras e trazer de volta para a Terra para serem estudadas. O lançamento está marcado para Julho/Agosto de 2020, quando a Terra e Marte estarão em boas posições em relação um ao outro para o pouso. Para manter os custos e riscos da missão mais baixos possíveis, o projeto foi baseado na missão do Mars Science Laboratory que pôs Curiosity em Marte.
A missão também oferece oportunidade de adquirir informações e desenvolvimento das tecnologias que poderão ser usadas futuramente para expedições humanas para o planeta vermelho.

Missão Marte em 2020 !

A Nasa escolheu a cratera Jezero como o local de pouso para a missão em Marte em 2020 após uma pesquisa de cinco anos, durante a qual cada detalhe disponível de mais de 60 locais candidatos no Planeta Vermelho foi examinado e debatido pela equipe da missão e pela comunidade científica planetária.

A missão está programada para ser lançada em julho de 2020 como o próximo passo na exploração do Planeta Vermelho. Ele não apenas buscará sinais de antigas condições habitáveis ​​- e da vida microbiana do passado -, mas também irá coletar amostras de rochas e solo e armazená-las em um esconderijo na superfície do planeta. A Nasa e a ESA (Agência Espacial Européia) estão estudando futuros conceitos de missão para recuperar as amostras e devolvê-las à Terra, de modo que este local de pouso prepara o terreno para a próxima década de exploração de Marte.

"O local de pouso na cratera Jezero oferece terreno geologicamente rico, com formações de terras de até 3,6 bilhões de anos, que poderiam potencialmente responder questões importantes em evolução planetária e astrobiologia", disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missões Científicas da NASA.


A cratera Jezero está localizada na borda oeste de Isidis Planitia, uma gigantesca bacia de impacto logo ao norte do equador marciano. O oeste de Isidis apresenta algumas das paisagens mais antigas e cientificamente interessantes que Marte tem para oferecer. Cientistas da missão acreditam que a cratera de 45 quilômetros de extensão, que já abrigou um antigo rio delta, poderia ter coletado e preservado antigas moléculas orgânicas e outros potenciais sinais de vida microbiana da água e sedimentos que fluíram para a cratera bilhões de anos atrás.


O antigo sistema lago-delta da cratera oferece muitos alvos promissores de amostragem de pelo menos cinco tipos diferentes de rochas, incluindo argilas e carbonatos que têm alto potencial para preservar assinaturas de vidas passadas. Além disso, o material transportado para o delta a partir de uma grande bacia pode conter uma grande variedade de minerais dentro e fora da cratera.
A diversidade geológica que torna Jezero tão atraente para os cientistas também torna um desafio para os engenheiros de entrada, descida e pouso (EDL) da equipe. Junto com o enorme delta do rio próximo e pequenos impactos de crateras, o local contém numerosos pedregulhos e pedras a leste, falésias a oeste e depressões cheias de formas de leito eólicas (ondulações derivadas do vento na areia que poderiam prender o veículo de exploração) em vários locais.


"A missão tem cobiçado o valor científico de locais como a cratera Jazero, e uma missão anterior contemplava ir até lá, mas os desafios com pouso seguro foram considerados proibitivos", disse Ken Farley, cientista do projeto Marte 2020 no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. "Mas o que antes estava fora de alcance agora é concebível, graças à equipe de engenharia e aos avanços nas tecnologias de entrada, descida e pouso da missão."


Quando a busca do local de pouso começou, os engenheiros da missão já haviam aperfeiçoado o sistema de pouso de modo a reduzir a área de pouso de Marte 2020 para uma área 50% menor do que a aterrissagem do curiosity da Nasa na cratera Gale em 2012. Isso permitiu a comunidade científica a considerar locais de pouso mais desafiadores. Os locais de maior interesse científico levaram a Nasa a adicionar um novo recurso chamado Terrain Relative Navigation (TRN), algo como Navegação Terrena Relativa em tradução livre. A TRN permitirá o estágio de descida “sky crane”, um sistema movido a foguete que transporta o veículo de expploração até a superfície, para evitar áreas perigosas.

A seleção do local depende de extensas análises e testes de verificação do recurso da TRN. Um relatório final será apresentado a um conselho de revisão independente e à sede da Nasa em 2019.

"Nada foi mais difícil na exploração planetária robótica do que aterrissar em Marte", disse Zurbuchen. “A equipe de engenharia da Marte 2020 fez uma tremenda quantidade de trabalho para nos preparar para essa decisão. A equipe continuará seu trabalho para entender verdadeiramente o sistema da TRN e os riscos envolvidos, e analisaremos as descobertas de forma independente para assegurar que maximizamos nossas chances de sucesso. ”
A seleção antecipada de um local de pouso permite que os pilotos e a equipe de operações científicas otimizem seus planos para explorar a cratera Jezero quando o jipe de exploração ​​estiver em segurança no solo. Usando dados da frota da Nasa de orbitadores de Marte, eles mapearão o terreno com mais detalhes e identificarão regiões de interesse - locais com as características geológicas mais interessantes, por exemplo - onde a Marte 2020 poderia coletar as melhores amostras científicas.

sábado, 9 de março de 2019

Nasa capta água em movimento na Lua !

Até a década passada, cientistas pensavam que a Lua era um grande deserto congelado. Eles estimavam que qualquer acumulado de água que existisse por lá, a maioria como bolsões de gelo, estaria em crateras permanentemente sombreadas, perto dos pólos. 
Mais recentemente, cientistas identificaram grupos de moléculas de água espalhados sobre a camada mais superficial do solo lunar, chamado de regolito. Essa semana, a Nasa anunciou que a quantidade e os locais onde há acúmulo de água na superfície da Lua variam de acordo com a hora do dia. Os acúmulos moleculares são mais comuns em latitudes mais altas e tendem a se movem em saltos conforme a superfície esquenta.

Cientistas da Nasa usaram um instrumento a bordo da espaçonave robótica Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) e observaram moléculas de água se movendo ao redor do lado diurno da Lua. Um artigo publicado na revista científica Geophysical Research Letters descreve como o instrumento “Projeto de Mapeamento Lyman Alpha” (LAMP, na sigla em inglês) consegue obter as medidas da camada de moléculas temporariamente coladas à superfície lunar. Relatório também conta como a técnica ajudou a caracterizar as mudanças no ciclo hídrico na Lua ao longo de um dia.


'' Este é um novo resultado importante sobre a água lunar, um tema importante no momento em que o programa espacial da nossa nação volta a focar na exploração lunar.'' 

 Disse o cientista americano Kurt Retherford, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, em San Antonio, Texas. Ele é o principal pesquisador do projeto LAMP. - Recentemente convertemos o modo de coleta de luz do LAMP para medir detalhadamente os sinais refletidos no lado iluminado da Lua. Isso nos permitiu rastrear com mais precisão onde a água está e a quantidade presente.

As moléculas de água permanecem firmemente ligadas à superfície da Lua até que as temperaturas atinjam o pico, o que acontece por volta do meio-dia no horário lunar. 

Nesse momento, absorvendo a energia pelo calor, as moléculas se agitam termicamente e podem se balançar a ponto de saltar para a atmosfera lunar (camada de gases que envolve o satélite) ou mudam para um local próximo no solo, que seja mais frio. Ao chegarem em pontos de temperatura mais baixa, as moléculas que saltaram para a atmosfera perdem energia novamente e voltam ao solo.

Colisão de Galaxias By Hubble

O universo é um caldeirão borbulhante de matéria e energia que se misturaram por bilhões de anos para criar uma mistura de nascimento e de...