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domingo, 18 de dezembro de 2016

Nasa prevê 6 dias de escuridão completa no mundo !

- Cara, a Terra passará por um período de 6 dias de escuridão!
- Ah é? Esqueceram de pagar a conta?
- É sério, cara! A NASA confirmou! É uma tempestade solar, tem um site falando sobre isso! A tempestade vai lançar uma grande nuvem de poeira sobre a Terra, causando uma escuridão que vai durar seis dias! Não vai ser o fim do mundo, mas vai causar medo, terror e o caos! A NASA falou, pode acreditar...
Pois é, essa história está se alastrando pelas redes sociais principalmente e algumas pessoas já me procuraram para saber do que se trata. Em uma palavra: lixo!

Primeiro aos fatos.

Talvez esse boato tenha sido re-requentado por causa de uma notícia, verdadeira, a respeito do Sol. Por esses dias, foi muito comentado o surgimento de uma gigantesca mancha solar.  

As manchas solares são região ativas do Sol e podem proporcionar eventos violentos, como eventos rápidos e violentos de alta energia e CMEs, mas em nenhum dos casos há formação ou ejeção de poeira. 

 Uma região ativa como nas manchas solares, poderia causar uma tempestade magnética e tanto, tivesse ela sofrido uma erupção violenta. Mas aqui na Terra não seríamos afetados diretamente, pois, o campo magnético terrestre e a atmosfera nos blindam desses eventos, mas certamente sentiríamos os efeitos dessa explosão de modo indireto.  Nenhuma tempestade solar causa a formação e muito menos o lançamento de poeira. Existem episódios de Ejeção de Massa Coronal (CME em inglês) quando o Sol libera uma pequena nuvem de gás para o espaço, mas o gás não tem poeira, não produz poeira e mesmo que atinja a Terra, não escurece o céu. Tanto a matéria ejetada pelo Sol numa CME, quanto a radiação emitida numa explosão solar são barradas pelo campo magnético da Terra ou pela alta atmosfera, que atuam como um escudo. Nada disso vai causar qualquer efeito na superfície, ou seja, nenhuma chance de um evento desses levantar a poeira do solo para produzir a escuridão citada.
Outra coisa, para percorrer a distância entre o Sol e a Terra em 2 meses, de acordo com o alerta, a tal nuvem de poeira teria que se deslocar a uma velocidade de 28 km/s. Isso não é nada em termos do vento solar, que tem valores médios de 400 km/s. Com uma velocidade tão baixa é provável que essa nuvem nunca se desprendesse do Sol, seja ela composta de poeira, de gás ou de qualquer coisa. Para se libertar da atração gravitacional do Sol qualquer coisa precisa ter uma velocidade mínima de 618 km/s.

O tal “alerta” da NASA teria sido divulgado numa conferência ocorrida no meio de outubro. Nesse comunicado, cientistas da agência espacial americana estariam alertando para a ocorrência de uma tempestade solar violenta que lançaria uma gigantesca nuvem de poeira sobre a Terra. Com isso, entre os dias 16 e 22 de dezembro, a Terra estaria imersa em profunda escuridão.

De argumentos científicos já está bem explicado, mas se alguém tiver a curiosidade de fuçar mais um pouco e chegar no site que publicou o tal alerta vai ver coisas interessantes. Os caras se embananam na hora de converter o número de dias e as horas correspondentes que vai durar o período de escuridão. Fazendo as contas, dá 3 dias, depois dá 9 dias e o anúncio fala em 6. Perdido num cantinho tem uma nota dizendo que o site é "uma combinação de uma notícia chocante real e entretenimento satírico para manter os visitantes em estado de descrença." Sem falar no fato que esse "alerta" já foi dado em 2011, foi requentado para o fim do mundo em 2012 , 2014 e voltou agora em 2016.

Deem uma olhada neste video que explica bem esse fato !!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Nasa lança oito satélites para medir potência de furacões com precisão !

Após dois adiamentos, a Nasa lançou com sucesso nesta quinta-feira (15) uma frota de oito micro-satélites para prever e medir melhor a potência das tempestades tropicais e dos furacões, segundo as imagens ao vivo da televisão da agência espacial americana.
O foguete Pegasus de três andares, 22,6 toneladas e 17 metros de comprimento, da empresa Orbital ATK, transportou os satélites do programa CYGNSS (Cyclone Global Navigation Satellite System Mission) e foi lançado às 13h38 GMT (11h38 de Brasília) a partir do avião trijet L-1011 Stargazer, ao que estava acoplado, a 12 mil metros de altitude sobre o oceano Atlântico.
"Nossa capacidade de antecipar a potência dos furacões quando estes vão tocar a terra vai ser enormemente melhorada com os satélites CYGNSS", disse antes do lançamento Christopher Ruf, da Universidade de Michigan, responsável científico desta missão.
A ignição do motor da primeira etapa do Pegasus ocorreu cinco segundos depois de que se soltou do foguete.

  O avião trijet L-1011 Stargazer, uma antiga aeronave de transporte civil modificada, tinha decolado mais cedo na quinta-feira da base da Força Aérea dos Estados Unidos em Cabo Canaveral, na Flórida.
Pouco menos de 15 minutos depois, os micro-satélites entraram na órbita terrestre a 500 km de altitude acima do Equador, onde se formam a maioria das tempestades tropicais e furacões.
Com um custo de 157 milhões de dólares, a missão CYGNSS medirá a velocidade do vento sobre os oceanos melhorando a capacidade dos cientistas em entender e prever os furacões.
Os satélites, que pesam cada um 64 kg, obterão seus dados provenientes de sinais de quatro outros satélites a partir da rede de GPS. 

 Essa informação é importante para ajudar os meteorologistas a determinar se as tempestades tropicais ganham ou perdem força, o que é difícil estimar com os instrumentos dos satélites atualmente desacoplados.
Esses últimos não podem penetrar em fortes chuvas e os aviões "caçadores de furacões" podem voar apenas sobre algumas partes específicas das tempestades, e não com frequência suficiente para perceber sua evolução.

Imagens de Júpiter Feitas Pela Sonda Juno !

Essa imagem, feita pelo imageador JunoCam, a bordo da sonda Juno da NASA, destaca a sétima das oito feições que formam um colar de pérolas em Júpiter, massivas tempestades em sentido anti-horário que aparecem com forma ovalada no hemisfério sul do gigante gasoso. Desde 1986, essas formas ovaladas brancas têm variado num número de 6 a 9. Atualmente existem 8 dessas formas visíveis.
A imagem foi feita no dia 11 de Dezembro de 2016, às 15:27, hora de Brasília, quando a sonda Juno estava realizando sua terceira passagem próxima de Júpiter. No momento em que a imagem foi feita, a sonda estava a 24600 km de Júpiter.

A JunoCam, é uma câmera colorida, que opera na luz visível e que foi desenhada para registrar impressionantes imagens dos polos de Júpiter e do topo de suas nuvens. Como olhos da Juno, ela irá fornecer uma visão de grande angular, ajudando a fornecer o contexto para os dados coletados pelos outros instrumentos da Juno. 
A JunoCam foi incluída na sonda especialmente com a proposta de engajar o público, embora suas imagens serão de grande utilidade do time científico, ela não é considerada um instrumento científico da missão Juno.


O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, na Califórnia, gerencia a missão Juno para o principal investigador da missão, Scott Bolton, do Southwest Research Institute em San Antonio. A missão Juno é parte do programa New Frontiers, gerenciado pelo Marshall Space Flight Center, em Huntsville, no Alabama, para o Science Mission Directorate. A empresa Lockheed Martin Space Ssytems, de Denver, construiu a sonda. O JPL é uma divisão do Caltech em Pasadena na Califórnia.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Nasa detecta buraco tamanho 'substancial' no Sol .

Normalmente, as ocorrências termofísicas do Sol e suas consequências são de uma magnitude que intriga e confunde cientistas. E o que está acontecendo atualmente não tem sido diferente e tem desafiado a compreensão de especialistas.

Correntes de vento solar - partículas carregadas expulsas da atmosfera solar - que podem chegar a uma velocidade de 400 km por segundo, o equivalente a 1,5 milhão de km por hora, têm ocorrido em velocidades duas vezes maiores.
Isso se deve aos chamados buracos coronais - fenômeno astronômico que ocorre na coroa (envoltório luminoso) do sol de tempos em tempos - quando os ventos passam a ser muito mais intensos: sua velocidade pode atingir 800 km por segundo.
Foi justamente um buraco coronal que o Observatório de Dinâmica Solar da Agência Espacial Americana (Nasa) detectou há alguns dias.
Foi captado graças a uma luz ultravioleta particularmente intensa que o olho humano não pode ver. É preto e, na verdade, não é um buraco.

Tamanho 'substancial'

Segundo explicação da Nasa, esse fenômeno é causado por áreas abertas do campo magnético do Sol por onde são expulsas para o espaço as correntes de vento solar que se movem em alta velocidade.
Nas áreas da coroa do sol, a densidade e temperatura são menores do que na superfície solar.
O comprimento dos buracos é variável, mudando de uma semana para outra. Neste período, a emissão de correntes de vento solar se mantém constante.
Tendem a ocorrer com maior frequência em anos subsequentes ao momento em que ocorre o máximo solar - o período de maior atividade do Sol em seu ciclo, que normalmente dura 11 anos.
A dimensão destes fenômenos é considerável. Às vezes, eles podem ocupar um quarto da superfície do Sol.
Desta vez, a Nasa descreveu o buraco que acaba de descobrir como "substancial".
No ano passado, foi detectado um dos maiores que foram vistos em décadas. Ele foi localizado perto do pólo sul e cobria aproximadamente 8% da superfície da estrela, o que representa bilhões de quilômetros quadrados.

O que isso significa?

Se espera que, nos próximos dias, as partículas solares que se desprenderam da imensa estrela comecem a chegar à Terra.
Quando as correntes chegam ao nosso planeta, as partículas atingem a magnetosfera terrestre e interagem com ela.
A magnetosfera é uma região em torno da Terra cujo campo magnético desvia a maior parte do vento solar formando um escudo protetor contra as partículas carregadas de alta energia vinda do Sol.
Segundo a Nasa, uma das consequências deste fenômeno é que ocorram auroras polares.
A interação das partículas solares com a Terra também pode afetar o funcionamento dos satélites espaciais que orbitam nosso planeta e as atividades que eles regulam.
Isso, porém, ocorre com pouca frequência.
A magnetosfera protege nosso planeta da maioria das partículas emitidas pelo Sol. Assim, para os habitantes do planeta, não há maiores riscos.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Novas Imagens de Saturno by Cassini !

A sonda Cassini, da Nasa, enviou as primeiras imagens de sua nova órbita em torno de Saturno, na qual passou a “mergulhar” nas proximidades exteriores dos anéis principais do planeta. Obtidas cerca de dois dias antes do ponto de maior aproximação nesta que é a penúltima fase de sua missão, elas mostram o característico hexágono de nuvens no alto da atmosfera no Polo Norte do gigante gasoso.


A Cassini realizou no domingo passado o primeiro destas 20 novas órbitas que fará em Saturno, numa trajetória na qual passa sobre o Hemisfério Norte do planeta antes de cruzar a região externa do plano de seus anéis de Saturno. Nesta primeira aproximação, cujo foco foi acertar sua trajetória e fazer observações com outros instrumentos, as câmeras da sonda estavam desligadas, mas em futuras passagens elas deverão fornecer algumas das melhores imagens dos polos do planeta, seus anéis e as pequenas luas “pastoras” dos mesmos.

- Este é o começo do fim da nossa histórica exploração de Saturno – destacou Carolyn Porco, líder da equipe de imageamento da Cassini junto ao Instituto de Ciências Espaciais de Boulder, no estado americano do Colorado. - Que estas imagens, e as muitas que virão, nos lembrem que vivemos uma ambiciosa e ousada aventura em torno do planeta mais magnífico do Sistema Solar.


Cada uma das órbitas desta fase da missão dura aproximadamente uma semana. Assim, a próxima passagem pelos limites externos dos anéis está prevista para o dia 11 de dezembro. Ao todo, a Cassini deverá completar 20 destas órbitas até 22 de abril do ano que vem, quando o último sobrevoo pela lua gigante Titã alterará novamente sua trajetória. Com este encontro, a órbita da sonda vai “saltar” da região externa dos anéis para a interna.

A partir daí, a Cassini realizará mais 22 “mergulhos” pela lacuna de 2,4 mil quilômetros que separa os anéis principais de Saturno do topo da atmosfera do planeta, no que será a última fase de sua missão. 

Estas ousadas manobras continuarão até 15 de setembro de 2017, quando então a sonda fará um “mergulho” final na atmosfera do gigante gasoso, transmitindo dados sobre sua composição até a inevitável destruição.




Cassini e o primeiro ‘mergulho’ pelos anéis de Saturno.

A sonda Cassini, da Nasa, realizou neste domingo o primeiro de seus “mergulhos” pelos anéis de Saturno, no que marca o início da penúltima fase de sua missão ao sistema do planeta gigante gasoso. No fim da manhã de ontem, no horário de Brasília, a Cassini atravessou a região de um tênue e poeirento anel a cerca de 91 mil quilômetros do topo da atmosfera do planeta produzido pelas pequenas luas Janus e Epimeteu, e apenas 11 mil quilômetros do centro do anel F, o mais externo dos anéis principais de Saturno. Antes de cruzar o plano dos anéis, a sonda acionou seu motor principal por breves seis segundos para acertar sua trajetória.

- Com este pequeno ajuste no rumo da nave, estamos em excelentes condições de tirar o máximo desta nova fase da missão – disse Earl Maize, gerente de projeto da Cassini junto ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL), em Pasadena, Califórnia.
Poucas horas depois de atravessar o plano dos anéis, a Cassini começou um escaneamento completo da sua estrutura com instrumentos de rádio, o que deverá fornecer mais detalhes sobre eles.

- Foram necessários anos de planejamento, mas agora que estamos finalmente aqui, toda a equipe da Cassini está animada para começar a estudar os dados que venham destas órbitas próximas dos anéis – resume Linda Spilker, cientista do projeto Cassini também no JPL. - Este é um período notável no que já tem sido uma viagem emocionante.
As câmeras da Cassini fizeram imagens de Saturno cerca de dois dias antes de atravessar o plano dos anéis, mas não nesta primeira aproximação, cujo foco foi acertar sua trajetória e fazer observações com outros instrumentos. Mas os futuros “mergulhos” pelas proximidades dos anéis deverão fornecer algumas das melhores imagens deles e suas pequenas luas “pastoras”.
Cada uma das órbitas desta fase da missão dura aproximadamente uma semana. Assim, a próxima passagem pelos limites externos dos anéis está prevista para o dia 11 de dezembro

Ao todo, a Cassini deverá completar 20 destas órbitas até 22 de abril do ano que vem, quando o último sobrevoo pela lua gigante Titã alterará novamente sua trajetória. Com este encontro, a órbita da sonda vai “saltar” da região externa dos anéis para a interna.
A partir daí, a Cassini realizará mais 22 “mergulhos” pela lacuna de 2,4 mil quilômetros que separa os anéis principais de Saturno do topo da atmosfera do planeta, no que será a última fase de sua missão. Estas ousadas manobras continuarão até 15 de setembro de 2017, quando então a sonda fará um “mergulho” final na atmosfera do gigante gasoso, transmitindo dados sobre sua composição até a inevitável destruição.

Lançada em 1997, a Cassini chegou ao sistema de Saturno em 2004, permitindo estudar em detalhes o planeta, seus anéis e muitas luas. Durante a missão, a sonda revelou, por exemplo, a existência de um imenso oceano global com evidências de atividade hidrotermal sob a superfície congelada da lua Encélado e de mares e chuvas de metano em Titã. A decisão de destruí-la num “mergulho” final na atmosfera de Saturno também visa evitar que ela contamine estes ambientes, onde teoricamente pode existir vida.



sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Vida como não a conhecemos.

O telescópio espacial Kepler chegava ao espaço em 2009. Até então, pouco se sabia sobre os chamados planetas extrassolares – aqueles que orbitam outras estrelas. Voltando apenas duas décadas, o número de exoplanetas conhecidos se resumia a um redondo zero. Seriam eles abundantes em nosso Universo? Quantos estariam na zona habitável, onde água líquida pode existir na superfície e sustentar vida como a conhecemos?
Foi para responder perguntas como essas que a Nasa investiu US$ 550 milhões na construção do equipamento responsável por caçar planetas distantes que estão em trânsito - fenômeno observado em maio com a passagem de Mercúrio em frente ao Sol. Coincidência ou não, um dia depois do evento raro, a agência anunciou a confirmação do maior “lote” de exoplanetas até o momento, 1.284. Destes, apenas nove são rochosos e ficam na zona habitável, podendo abrigar vida como a terrestre, à base de água e carbono. Mas se biologias exóticas também fossem levadas em consideração, o número de candidatos poderia ser bem maior.
Acontece que as agências espaciais e grande parte da comunidade científica não têm muito interesse em vasculhar o cosmos à procura de vida como não a conhecemos. Não há nada de errado em tomar a Terra como exemplo na busca por vida alienígena. Afinal, até agora, é o único lugar onde se sabe que a biologia prosperou e onde ela pode ser estudada em detalhes.
“A grande questão é que, se apenas procurarmos por vida como a conhecemos, isso é tudo o que vamos encontrar”, afirma Pabulo Rampelotto, astrobiólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Em outras palavras, buscamos apenas por nós mesmos no espaço – o que não deixa de ser um gesto narcisista e geocêntrico. “Para mim, essa é uma visão extremamente limitada.” Só que conseguir achar organismos como os terrestres em outros mundos já é um imenso desafio. Como procurar, então, por algo ainda mais abstrato? 
 A área multidisciplinar que investiga o fenômeno da vida e tenta contextualizá-lo de maneira mais ampla é a astrobiologia. O objetivo não se restringe a encontrar criaturas fora da Terra, mas sim a compreender como a vida surge e evolui em situações distintas, trabalhando com nada menos que as principais perguntas existenciais que há milênios atormentam a humanidade.
Achar seres alienígenas é, com certeza, o maior sonho dos astrobiólogos, pois permitiria estudos comparativos com a vida terrestre: um único micróbio extraterrestre bastaria para “desprovincializar a biologia”, como disse o astrônomo Carl Sagan. Ou então, nas palavras de Rampelotto, seria a prova de que “a biologia é uma lei universal, como a física e a química”.
Pesquisas sobre exoplanetas como as do telescópio Kepler estão entre as mais importantes para a astrobiologia, só que nesta linha é mais complicado trabalhar com o conceito de vida como não a conhecemos. Como nossa tecnologia ainda não permite enviar sondas até outros sistemas solares, o que se pode fazer é pouco mais que determinar os gases presentes nas atmosferas destes planetas distantes, por meio da análise da luz que passa por eles e chega até nós. Alguns gases como o ozônio ou o oxigênio até indicariam alguma atividade biológica, mas também podem surgir de processos naturais.
Esta ambiguidade é apenas um dos reflexos de uma questão maior: não há consenso na comunidade científica sobre o que é a vida. Sem uma teoria geral, fica muito difícil saber como procurar por ela no espaço. O problema é que, talvez, essa compreensão mais profunda só surja a partir dos estudos comparativos entre organismos terrestres e alienígenas. Se for assim, estamos fadados a tatear no escuro.
“Em vez de procurar sinais biológicos específicos que apareceram tarde na história da Terra, as missões deveriam se concentrar em características gerais e sinais de vida independentes do material que a constitui”, diz Rampelotto. Uma destas características seria o ambiente estar fora de equilíbrio: um exemplo disso é a abundância de oxigênio em nosso planeta que, não fossem os organismos, teria sido esgotado por reações químicas.
No artigo “A química da vida como nós não conhecemos”, publicado na revista Química Nova, o astrobiólogo descreve uma série de bioquímicas alternativas que poderiam dar origem a criaturas exóticas. O carbono é extremamente versátil e gera uma grande complexidade de elementos químicos, por isso se tornou a espinha dorsal dos organismos terrestres, sendo a base do DNA e dos aminoácidos. Mas, em um ambiente livre de oxigênio e com metano em estado líquido, por exemplo, o silício poderia desempenhar o papel do carbono. Na atmosfera de Vênus, o ácido sulfúrico seria capaz de substituir a água. Outro requisito para a vida, além de moléculas complexas e um solvente, é o acesso a uma fonte de energia que, no caso da Terra, é principalmente o Sol. Em lugares mais afastados, ela pode ser obtida de vulcões ou a partir da quebra de certos elementos.
Encarar a biologia como um resultado das condições físicas e químicas de seu mundo torna as possibilidades infinitas. “Se adaptarmos estes conceitos aos métodos e instrumentos que usamos para detectar vida, estaremos aumentando significativamente as chances de reconhecer um ser vivo”, afirma o astrobiólogo. A linha que estuda essas questões é chamada de química pré-biótica, outro pilar da astrobiologia moderna. Análises com essa abordagem, mais focada na origem da vida, são conduzidas a partir de experimentos em laboratório que simulam diferentes ambientes planetários e até criam células artificiais. Mas o oásis das pesquisas, obviamente, está lá fora.
Como a tal vida  seria completamente diferente da que conhecemos e missões do gênero são muito caras, as agências espaciais não investem neste tipo de pesquisa. É muito arriscado. A falta de financiamento é um dos fatores que afastam cientistas mais conservadores de estudos da vida como não a conhecemos. Lucy Norman faz parte da minoria de pesquisadores ousados que se dedicam a entender o desconhecido e expandir nossa concepção de vida. Assim como muitos de seus colegas, ela compreende o cenário desfavorável e sabe lidar com a situação. “Entendo que vivemos em uma era movida a resultados.”
Enquanto a possibilidade de vida exótica não for levada mais à sério pela comunidade científica, talvez nunca encontremos aquilo a que os especialistas dão o nome de segundo gênesis – uma outra origem da vida. Por mais esquisito que possa parecer, formas de vida desconhecida podem existir aqui mesmo, na Terra, e a ciência seria incapaz de detectá-las. É a hipótese da biosfera oculta, descrita pela astrobióloga e filósofa Carol Cleland, da Universidade do Colorado em Boulder.
Considerando que estudamos apenas cerca de 1% das espécies de micro-organismos do planeta, é possível que alguma delas seja exótica e tenha surgido a partir de circunstâncias diferentes da nossa.
A formação em filosofia dá a Cleland um ponto de vista privilegiado, em termos intelectuais. “Filósofos fazem perguntas que um cientista, incorporado em uma tradição científica particular, pode não pensar”, diz. Talvez, a visão mais ampla dos filósofos aplicada à ciência seja o que falta para podermos responder, de uma vez por todas, a pergunta que tanto nos atormenta – estamos sós no Universo? É justamente esta abertura de ideias que o astrobiólogo Pabulo Rampelotto defende. “Para procurar vida em outros planetas, devemos estar preparados para reconhecer vida como nós não conhecemos.”
Pois, afinal, é bem provável que ela esteja lá fora agora mesmo, pronta para ser detectada, em algum planeta ou lua do Sistema Solar. Ou então, em um dos 1.284 mundos que o telescópio Kepler revelou.
 
 
 
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Estrela Bellatrix de Órion !


Bellatrix, uma estrela gigante azul que pode ser observada na constelação de Órion (ou Orionte). Vista a partir da Terra, esta é a terceira estrela mais brilhante da sua constelação. Bellatrix é também designada por Gamma Orionis. Sua idade é estimada em aproximadamente 20 milhões de anos.
A constelação de Órion tem diversos objetos celestes que despertam bastante interesse. É o caso das estrelas Rigel e Betelgeuse, das “Três Marias“, da nebulosa M42, entre outros. Bellatrix é mais uma estrela interessante da constelação de Órion.
Ela apresenta uma magnitude aparente de +1,64 sendo por isso bem visível a olho nu. Ela situa-se a aproximadamente 250 anos-luz de nós.
Esta é uma estrela gigante azul, e como tal trata-se de uma estrela quente. A temperatura da camada externa de Bellatrix ronda os 22.000 K. Para efeitos de comparação, a temperatura na superfície do nosso Sol ronda os 5.800K.

Comparação de tamanho entre Bellatrix (à esquerda), Beta Persei B (à direita) e o Sol (no centro).

Bellatrix é uma estrela bastante brilhante, possuindo uma luminosidade de aproximadamente 6.400 vezes superior à luminosidade do Sol.
 Esta estrela possui um raio de cerca de 6 vezes o raio do Sol, e uma massa equivalente a cerca de 8,4 vezes a massa solar.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Brasil vai lançar primeira missão à Lua em 2020 !

Em apenas quatro anos, o Brasil pode se tornar uma nação com capacidade de planejar e operar missões no espaço profundo. Mais especificamente, um nanossatélite que percorra a distância média de 384,4 mil quilômetros que separam a Terra de seu satélite natural.
É este o plano do projeto Garatéa-L, que será apresentado na noite desta terça-feira (29) na Escola de Engenharia de São Carlos da USP: enviar, pela primeira vez na história, uma sonda brasileira para sobrevoar a órbita lunar. Lá, ela deve coletar dados sobre a superfície e conduzir experimentos científicos pioneiros com micróbios, moléculas e até células humanas.


  “A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o país no mapa da exploração interplanetária”, afirma em comunicado o engenheiro espacial Lucas Fonseca, que trabalhou na Agência Espacial Europeia e colaborou com a épica missão Rosetta, aquela que em 2014 realizou um inédito pouso suave no cometa 67P.
  De volta ao Brasil em 2013, ele abriu a própria consultoria espacial, a Airvantis. Nos últimos anos, uniu esforços com pesquisadores das principais instituições brasileiras de pesquisa para desenhar o projeto batizado de Garatéa-L que, se bem sucedido, colocará o Brasil entre as poucas nações capazes de enviar missões para além da órbita terrestre.

 A primeira missão lunar brasileira está sendo desenvolvida em conjunto por cientistas dos principais institutos de pesquisa do país: do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), da USP, do LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), do Instituto Mauá de Tecnologia e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Para vencer os desafios pela frente, que não são poucos, e arrecadar os necessários R$ 35 milhões, os pesquisadores já estão correndo atrás de órgãos de fomento à pesquisa e também de patrocinadores da iniciativa privada. “É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o país”, diz Fonseca.
O fato é que a espaçonave precisa estar pronta para voar até setembro de 2019 – ano simbólico em que o primeiro pouso do homem na Lua completa 50 anos. O nanossatélite pegará carona com um foguete indiano, o PSLV-C11, que já enviou com sucesso uma missão à Lua em 2008.
 O lançamento será em parceria com duas empresas britânicas, além das agências espaciais Europeia (ESA) e do Reino Unido. “É uma oportunidade única de trabalhar com os europeus num projeto que pode elevar as ambições do Brasil a um outro patamar”, diz Fonseca. Diversos cubesats além do brasileiro serão transportados à órbita lunar por uma nave, que transmitirá os dados coletados por pelo menos seis meses.

 A astrobiologia, área que estuda o surgimento e a evolução da vida no Universo, será um dos principais focos da missão Garatéa-L. O nanossatélite vai carregar experimentos com colônias de microrganismos vivos e moléculas de interesse como o DNA e estruturas de membranas, que serão expostas à radiação cósmica e ao vento solar ao longo dos meses.
Coordenado por Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, e Fábio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, em São Paulo, o objetivo do experimento é investigar os efeitos do ambiente espacial interplanetário sobre diferentes formas de vida.
Iniciativas parecidas já foram conduzidas pelo grupo na estratosfera terrestre, através de balões meteorológicos. Ali, os raios ultravioleta do Sol são mais intensos, pois não sofrem a filtragem da camada de ozônio. Ainda assim, nem se comparam com a hostilidade do espaço profundo.
 
“A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar – e eventualmente sobreviver – a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar”, diz Galante. “O conhecimento obtido com a missão sem dúvida ajudará a compor esse difícil quebra-cabeça.” Os estudos são tão importantes na missão que renderam-lhe o próprio nome: Garatéa, em tupi-guarani, quer dizer “busca vidas”. A letra L faz referência ao destino “Lunar”.
Outro instrumento vai medir os níveis de radiação: pode gerar resultados relevantes para outros países que estão planejando enviar missões tripuladas à Lua. O experimento com amostras de células humanas, coordenado por Thais Russomanno, do Centro de Pesquisa em Microgravidade (MicroG) da PUC-RS, tem o mesmo potencial.

 
Ele vai verificar os efeitos da radioatividade extrema do espaço profundo, distante do campo magnético terrestre e de seu escudo protetor. É essencial investigar as possíveis consequências daquele ambiente no organismo de astronautas – a presença humana na Lua, em Marte ou em outros destinos do Sistema Solar depende disso.
A Garatéa-L também fará estudos da superfície lunar. A órbita polar da sonda vai permitir a coleta de imagens da região da chamada bacia Aitken, que fica no lado escuro da Lua e, portanto, é de grande interesse para os cientistas.
O diferencial da câmera é que ela abrange diversas regiões do espectro da luz, tecnologia desenvolvida pela equipe do INPE. Como frisa Fonseca, os impactos serão profundos na capacitação de nossa comunidade científica. Mas não para por aí. “Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação.”

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Estrela HD 164595, apenas mais um sinal ?

Afinal de contas, será que existe algum tipo de vida extraterrestre? Por enquanto, é impossível responder a essa pergunta, mas há um fato do qual pouca gente se deu conta até agora: mesmo que exista algum tipo de civilização lá fora, bem longe daqui, ela não escaparia das leis da física.

  Esse sinal foi proveniente da estrela HD164595, uma estrela que tem 0.99 da massa solar, está localizada a 94 anos-luz de distância da Terra, ou 900 trilhões de km aproximadamente, tem uma idade estimada de 6.3 bilhões de anos e possui no mínimo um exoplaneta ao seu redor, o HD 164595 b, que tem um tamanho similar a Netuno e orbita a estrela a cada 40 dias. Situa-se na constelação de Hércules. E foi detectado pelo observatório Ratan 600 da Rússia.

O que chamou a atenção de todos nesse sinal é que ele é 4.5 vezes mais intenso do que a média dos sinais registrados para essa estrela.
Se ele for um feixe isotrópico ele deve ser emitido por uma civilização Kardashev do Tipo II.
E se for um sinal restrito, focado no nosso Sistema Solar, deve ser de uma Civilização Kardashev do Tipo I.
Não tem ideia do que seja essa civilização Kardashev? Aqui vai um pequeno parênteses.
A escala Kardashev foi criada em 1964 pelo astrofísico russo Nikolai Kardashev para classificar o avanço tecnológico de possíveis civilizações no universo.
A classificação é totalmente baseada na quantidade de energia que uma civilização é capaz de explorar e utilizar.

Essas detecções e o trabalho escrito pelos pesquisadores será apresentado durante uma reunião do SETI que irá acontecer durante o 67º Congresso Internacional de Astronáutica que acontecerá no final de Setembro em Guadalajara no México.
O que o SETI diz sobre tudo isso?
Em um comunicado na página do projeto SETI, o projeto fundado por Frank Drake e Carl Sagan para buscar sinais de vidas extraterrestres no universo através de grandes radiotelescópios, é dito o seguinte:

''Muitos já sabem do sinal recebido da estrela HD 164595, que está sendo considerado um sinal do SETI.
Primeiro ponto, somente em 1 das 39 passagens pela estrela é que esse sinal foi registrado, um sinal 4.5 vezes maior do que o ruído de fundo.
E por tudo isso, é um sinal que é relativamente desinteressante para o SETI.
E ele termina dizendo.
Não é a primeira vez que passamos por isso, e nós sabemos muito bem como trabalhar nessa situação.''
O que é esse sinal? Ruído, sinal natural de alguma fonte cósmica, satélite na frente do telescópio, ou uma civilização tentando fazer contato?
Em breve certamente teremos mais notícias sobre isso, mas eu, particularmente, fico com o pessoal do SETI, não deve ser nada tão assombroso. Muito embora se não é possível comprovar a descoberta, também é até o momento, impossível desmenti-la.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Depósito de Gelo em Marte.

Quando você pensa em reservatório de água em Marte, intuitivamente deve vir à cabeça as calotas polares do Planeta Vermelho. Isso é fácil de perceber, porque é visível, está na superfície. Só lembre-se que toda essa água está congelada.
Porém, a sonda MRO mostrou que em latitudes intermediárias também existe muita água.

A sonda sobrevoou algumas vezes a região de Utopia Planitia, e usando um equipamento semelhante a um GPR, um instrumento de radar, capaz de penetrar na superfície do objeto e mostrar as camadas e as propriedades da subsuperfície, mostrou que existe um depósito com uma espessura variando de 80 a 170 metros composto de 50 a 85% de gelo de água misturado com poeira e partículas de rochas maiores.
Nessa latitude intermediária, a água não pode existir na superfície de Marte atualmente, devido à fina e seca atmosfera do planeta, ela sublima imediatamente.
O depósito de Utopia Planitia está protegido por um solo com espessura de 10 metros.
Provavelmente esse depósito se formou com o acúmulo de neve quando o eixo de Marte era mais inclinado do que hoje, nos últimos 120 mil anos, o eixo de Marte variou muito, os polos foram aquecidos, e o gelo derivou para as latitudes intermediárias.
Esse depósito de gelo é muito mais acessível que os depósitos nos polos, ele localiza-se numa área plana, onde eventualmente poderia pousar um foguete e os astronautas poderiam explorar esse gelo enterrado.
Como eu já falei, mas é bom lembrar, essa água está toda congelada, caso estivesse no estado líquido, ela poderia ser um lugar para que a vida possivelmente se desenvolvesse.
Não é por acaso que a sonda Viking 2 pousou em Utopia Planitia, não na mesma posição onde foram adquiridos os dados da MRO.
Na Terra existe um lugar parecido com esse, localizado no Ártico do Canadá, e isso é importante, pois quando temos análogos podemos avançar no nosso entendimento do que acontece em outro planeta.
Esse grande volume de gelo identificado é muito importante, pois é possível entender sobre a história marciana e identificar possíveis fontes para um uso futuro, além de podermos entender também como o clima evoluiu em Marte.

sábado, 19 de novembro de 2016

Um Oceano em Plutão !

Já foi publicada outra matéria aqui falando da provável existência de um oceano na subsuperfície de Plutão. E desde então, as evidências só veem aumentando.
A ideia dos pesquisadores analisando os dados da New Horizons, é que abaixo da Sputnik Planitia, exista um oceano, mas esse oceano não é líquido, ele é mais viscoso, lembra a consistência de um refrigerante semi congelado.
Mas aí, você se pergunta, para que exista esse material viscoso em Plutão, seria necessário um tipo de calor, e Plutão não tem força de maré como as luas congeladas de Júpiter e Saturno para manter o interior derretido, então como pode isso?
O calor de Plutão é gerado pelo decaimento radioativo na parte rochosa do interior do planeta anão.
E ainda deve existir amônia misturada com a água, onde a amônia funciona como um agente anti-congelante.

Esse oceano de Plutão seria também o responsável pelas fraturas existentes na superfície do objeto, ou seja, mais uma evidência para a presença desse oceano.
Outra evidência para a presença de um oceano abaixo da Sputnik Planitia, nasce do fato da feição estar sempre apontando para o lado oposto de Caronte.
Para que isso aconteça, provavelmente deve existir uma massa abaixo planície, e de acordo com os modelos feitos, a ideia é que essa massa extra venha do oceano.

Outra evidência para que o oceano de Plutão não se congele está no fato de como já foi mostrado em outros estudos, o nitrogênio líquido não pode se congelar, pois é esse nitrogênio que vai moldando a superfície do objeto, então deve haver algum ponto de calor ali que mantenha o oceano derretido.
Os cientistas continuam a analisar os dados da sonda New Horizons, e sempre que existir algum estudo novo trarei aqui no canal para vocês.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Aldebaran, o Futuro do Nosso Sol.

Aldebaran ou Aldebarã é a estrela alfa da constelação de Touro, e a estrela mais brilhante desta constelação. 
Vista da Terra, Aldebaran é uma estrela brilhante possuindo uma magnitude aparente média de cerca de +0,86, sendo esta uma estrela ligeiramente variável, ou seja, seu brilho varia ligeiramente ao longo do tempo. Já a sua magnitude absoluta é de cerca de -0,63
O nome “Aldebaran” vem de uma palavra árabe que significa “aquele que segue”, pois no seu movimento aparente no céu noturno, parece seguir o enxame estelar aberto das Plêiades.
Aldebaran, vista da Terra, apresenta-se sobreposta ao enxame estelar aberto das Híades, porém não está relacionado com ele, sendo apenas fruto da perspetiva.
Ela é uma estrela Gigante vermelha situada a cerca de 65 anos-luz de nós, seu diâmetro é cerca de 45 vezes o diâmetro do Sol. A temperatura na superfície desta estrela é de cerca de 4.000 K, ou seja,  3.600 C° o que lhe faz  uma estrela relativamente fria em relação ao nosso sol. 
 Ao olharmos para Aldebaran, estamos vendo o futuro do nosso Sol, pois ela se encontra no estado evolutivo mais avançado, que só será alcançado pelo nosso sol, daqui a bilhões de anos. O hidrogênio no núcleo  de Aldebaran já foi todo consumido nas reações nucleares que faz uma estrela brilhar, ao acontecer isto, ela passou por uma transformação, aumentando muito o seu tamanho apesar de ter 50% mais massa que o Sol o diâmetro de Aldebaran é 40 vezes maior. O equivalente ao tamanho da órbita do Planeta Mercúrio.
Aldebaran é uma das estrelas mais bonitas no céu.
Aldebaran tem como companheira uma Anã vermelha, de difícil observação dada a sua fraca magnitude, +13. Para além da anã vermelha, poderá existir ainda um outro elemento podendo este ser um planeta, porém tal não foi confirmado e esse suposto elemento poderá não existir.

Colisão de Galaxias By Hubble

O universo é um caldeirão borbulhante de matéria e energia que se misturaram por bilhões de anos para criar uma mistura de nascimento e de...