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sábado, 30 de julho de 2016

Água em Marte? Ainda não !

Uma dessas feições são chamadas de Gullies, que também pode ser traduzido para Ravinas, essas feições possuem 3 características importantes na sua forma que a classificam assim: uma alcova no topo, um canal na sua maior extensão e um leque de material depositado na sua base.
As Ravinas se diferem de outra feição que normalmente é encontrada nos taludes das crateras marcianas, chamada de lineamento recorrente de talude, ou RSL. 
Esses lineamentos são feições sazonais que escurecem e se apagam dependendo da estação do ano.
Foram nessas RSLs que os pesquisadores identificaram água na forma de sal hidratado.
Um grupo de pesquisadores analisou os dados obtidos pelos instrumentos CRISM, HiRISE e CTX da sonda MRO de 100 ravinas em Marte para tentar entender a sua formação e assim tentar compreender melhor alguns processos geológicos que podem ter ocorrido em Marte.
Ao analisar os dados, os pesquisadores descobriram que não existe nenhuma evidência mineralógica para que a água em abundância tenha formada as ravinas em Marte.
Provavelmente, de acordo com os pesquisadores, é o congelamento e o descongelamento de gelo de dióxido de carbono o processo pelo qual as ravinas modernas evoluem em Marte.
Na Terra, essas ravinas são sim formadas pela água, porém em Marte, a água, se ocorrer, existe em pequena quantidade nas RSLs, e não seria a quantidade suficiente para gerar as ravinas observadas.
Embora tenha se encontrado argilas nessas ravinas, os pesquisadores concluíram que com o descongelamento do dióxido de carbono, rochas antigas, com argila são expostas e podem assim ser observadas, essas argilas não são recentes, foram formadas a bilhões de anos atrás, quando a água era bem mais comum e abundante em Marte.
Outro grupo de pesquisadores independentes construiu modelos computacionais mostrando que a sublimação sazonal do dióxido de carbono poderia sim gerar essas ravinas, e os dados observados suportam os modelos gerados.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Júpiter Orbita o Sol?

Agora mais essa, inventaram que Júpiter não orbita o Sol e tudo que você aprendeu na escola estava errado, será que é isso mesmo? Vamos tentar entender.
As notícias para serem divulgadas da maneira correta, devem ser contextualizadas, e toda essa confusão surgiu por conta disso, da falta de contextualização sobre o que foi noticiado.
A NASA no seu site NASA Space Place, um site feito até para que as crianças entendam melhor alguns conceitos de astronomia, divulgou um post mostrando como podemos encontrar um exoplaneta, ou seja, um planeta que não orbita o Sol.
Uma das maneiras de se fazer isso, além da técnica do trânsito, é por meio da oscilação da estrela, causada pela presença de um grande planeta.
E eles usaram como exemplo o Sistema Solar. No nosso Sistema Solar, se pegarmos o conjunto Sol/Júpiter e calcularmos o baricentro, ou seja, o centro de gravidade do sistema, descobriremos que esse ponto não se localiza no centro do Sol, nem na superfície do Sol, mas sim a uma certa distância da superfície da nossa estrela. Uma distância equivalente a 7% do raio do Sol.
Desse modo, o que acontece é que tanto o Sol como Júpiter orbitam esse ponto em comum.
Assim sendo, à medida que o Sol segue sua órbita ele sofre uma pequena oscilação, e essa pequena oscilação dá pistas da presença de um planeta como Júpiter, que é 2.5 vezes mais massivo do que a soma de todos os outros planetas do nosso sistema.
O post termina falando que, saber isso é muito bom, pois podemos aplicar essa técnica para encontrar exoplanetas gigantes ao redor de estrelas.
No Sistema Solar essa situação se repete com a Terra e a Lua, o baricentro não está no centro da Terra, mas próximo da superfície, e acontece também de maneira extrema entre Plutão e Caronte, aí sim, o baricentro fica localizado praticamente entre os dois objetos tanto que esse é chamado de um sistema planetário duplo.
É isso, nada de confusão a respeito disso, tudo continua numa boa com o Sistema Solar.
 
por Sérgio Sacani.

Aurora Boreal.

Aurora boreal um dos maiores espetáculos da Terra, são fenômenos que ocorrem nas regiões polares do norte do nosso planeta além de outros, como Júpiter, Saturno e Marte. A aurora boreal pode ser vista durante a noite ou no final da tarde, e são vistos, a olho nu, luzes coloridas e brilhantes, geralmente avermelhadas e esverdeadas.
A aurora boreal toma a forma de arcos homogêneos junto ao horizonte, bandas irregulares que se unem para formar as auroras móveis em forma de cortina, semelhantes a nuvens com limites pouco nítidos, raios que se separam formando leque. 
Também há formação de uma coroa boreal brilhante, formada no zênite magnético, onde parecem convergir todos os raios e luz difusa. A altura da aurora boreal oscila entre os 100-120 km, embora nas regiões ainda iluminadas pelo sol possam aparecer abaixo dos 80 km ou acima de 1000 km.

A intensidade luminosa das auroras é muito variável, irregular e pulsante. A cor é muitas vezes esverdeada porque corresponde ao espectro de oxigênio.
A aurora boreal ocorre devido ao contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta. Aurora boreal foi um nome criado pelo cientista Galileu Galilei, no ano de 1619, por causa de uma deusa romana do amanhecer, chamada de Aurora, e de seu filho, chamado Bóreas.
A aurora boreal ocorre geralmente nos meses de setembro a outubro, e de março a abril, épocas de maior atividade das manchas solares. No hemisfério sul, a aurora boreal é conhecida como aurora austral. A aurora boreal pode ser reproduzida artificialmente, por exemplo, através de explosões nucleares ou em laboratório.
No nosso planeta é possível ver esses fenômenos na Noruega, Suécia, Finlândia, Islândia, Alasca, Canadá, Groenlândia, Escócia, Rússia, Ilhas Faroé etc.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Galáxia do Sombrero.

Galáxia do Sombrero (ou Galáxia do Sombreiro) é também conhecida por M104 ou NGC 4594. Trata-se de uma galáxia espiral situada a uma distância na ordem dos 30 milhões de anos-luz de nós, podendo ser observada na constelação de Virgem.
Sua magnitude aparente é de cerca de +9,0 fazendo com que seja visível através de um telescópio amador.
A galáxia do Sombrero foi descoberta em 1781 pelo astrônomo francês Pierre Méchain. O nome desta galáxia vem da sua forma peculiar que faz lembrar um chapéu mexicano.
A galáxia do Sombrero tem um diâmetro aproximado de 50.000 anos-luz. Esta é uma galáxia relativamente brilhante (especialmente o seu núcleo), possuindo à sua volta um disco achatado de material escuro.
A M104, outro nome dado a este objeto celeste, possui em seu centro um buraco negro muito massivo. Uma outra característica da M104 é a existência de um bulbo central de grandes dimensões.
A galáxia do Sombrero é bastante rica em termos de aglomerados globulares. Estima-se que esta galáxia possua cerca de 2.000 aglomerados globulares.

Galáxia Espiral NGC 2841

NGC 2841 é uma galáxia espiral descoberta em 1788 pelo astrônomo William Herschel. Estima-se que esta galáxia se situe a aproximadamente 46 milhões de anos-luz de nós. A NGC 2841 pode ser observada na direção da constelação da Ursa Maior, no hemisfério celestial norte.
A NGC 2841 possui uma magnitude aparente de +9,3 pelo que não é visível a olho nu.
Ela é uma das galáxias mais massivas que conhecemos. 
Esta gigante galáxia espiral possui aproximadamente 150.000 anos-luz de diâmetro, sendo assim significativamente maior que a Via Láctea. Este objeto celeste possui características semelhantes a uma outra galáxia que é nossa “vizinha”, a M31, mais conhecida como Galáxia de Andrômeda.

Adeus Módulo Philae !

Nessa quarta-feira, dia 27 de Julho de 2016, às 6:00 da manhã, hora de Brasília, o Electrical Support System Processor Unit, ou ESS, da sonda Rosetta foi desligado.
O ESS, é a interface usada para realizar, ou pelo menos tentar as comunicações entre a sonda e o módulo Philae, que permanece em silêncio desde 9 de Julho de 2015.
Esse desligamento já é um preparativo e faz parte das ações que serão realizadas para o encerramento da missão da sonda Rosetta na órbita do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.
A sonda encontra-se a mais de 520 milhões de quilômetros de distância do Sol e já começa a enfrentar uma perda significante de potência.
Para manter a sonda ativa cientificamente pelos próximos 2 meses, é necessário iniciar o desligamento de alguns sistemas.
Em 12 de Novembro de 2014, o módulo de aterragem Philae pousou no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Esta é uma data histórica para a exploração espacial, dado que foi a primeira vez que um robot lançado da Terra pousou num cometa.
O robot Philae foi lançado para o espaço junto com a sonda espacial Rosetta no dia 2 de Março de 2004. A missão da sonda Rosetta (da Agência Espacial Europeia, ESA) consistia em colocar um orbitador ao redor do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, e lançar um módulo de aterragem até à superfície do núcleo do cometa.
No dia 6 de Agosto de 2014 (mais de 10 anos depois do lançamento), a sonda Rosetta entrou em órbita do cometa Churyumov-Gerasimenko. Esta foi também uma data histórica, dado que pela primeira vez uma sonda espacial entrou em órbita ao redor de um cometa. Desde logo a sonda espacial Rosetta obteve fotos excecionais.
No dia 12 de Novembro de 2014, o módulo de aterragem Philae deixou a sonda Rosetta, e cerca de 7 horas depois pousou com sucesso no núcleo do cometa. O Philae tem consigo 10 instrumentos científicos. Começou assim a missão do robot Philae no núcleo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.
Como o módulo Philae, não se comunica desde Julho de 2015, e já foi considerado como estando em hibernação eterna, mesmo com a sonda Rosetta passando bem perto do cometa e tentando comunicação, o ESS foi escolhido para ser desligado, encerrando assim de uma vez a missão do módulo Philae.


Água Potável congelada em Plutão, Parte II

A sonda espacial não tripulada New Horizons, da Nasa, tem transmitido informações surpreendentes sobre Plutão. As fotos mais recentes, tiradas de perto, revelaram características bizarras, inexistentes em qualquer outro planeta do nosso sistema solar, incluindo montanhas com textura de escamas de dragão, que a Agência Espacial descreve como áreas "grosseiramente escavadas" pelo gelo de nitrogênio.

Os pesquisadores da Nasa identificaram água congelada em várias regiões ao longo da superfície de Plutão.
"Nós já esperávamos que haveria água congelada lá, mas estávamos procurando sinais por décadas e não havíamos encontrado nada até agora", tuitou  Alex Parker, também do Instituto de Pesquisa SwRI.
 Desde 14 de julho, a New Horizons já rondou mais de 100 milhões de km além de Plutão. E isso a coloca a 5 bilhões de km da Terra.
Essa distância gigantesca faz com que demore mais para chegarem as informações da sonda. Demorará talvez mais um ano até que todas as informações estejam com a Nasa para serem estudadas.

Uma nova pesquisa sugere ainda que Plutão pode ocultar um oceano subterrâneo. "Graças aos dados incríveis da New Horizons, podemos observar as características tectônicas na superfície de Plutão e atualizar nosso modelo de evolução térmica com os novos dados," disse Noah Hammond, estudante de pós-graduação na Universidade de Brown.
A sonda New Horizons foi lançada em 2006 com o objetivo de estudar o planeta anão e os extremos do sistema solar. Alguns cientistas não tinham muita expectativa sobre o planeta – por ser muito pequeno, remoto e tectonicamente inativo para ter características interessantes. Os resultados apresentados pela nave, porém, foram surpreendentes.
As imagens indicam que uma das características únicas de Plutão são as gargantas que se estendem por centenas de quilômetros, formadas devido à expansão da crosta do planeta. "Um oceano no subsolo que estivesse lentamente congelando poderia ter causado esse tipo de expansão", descreveu Hammond.
Teoricamente, como o oceano continua congelando, ele irá, eventualmente, formar uma estrutura densa chamada “Ice II”. Se isso acontecer, a superfície de Plutão deve apresentar em breve sinais de fraturas por compressão. "Nós não vemos as coisas na superfície que podíamos esperar se tivesse havido uma contração global", disse Hammond.
 As bolsas de nitrogênio na superfície do planeta, por sua vez, indicam que o oceano pode ser relativamente quente, debaixo de uma camada superior de gelo. "Podemos concluir que o Ice II não se formou e, portanto, o oceano não foi completamente congelado."
Tendo em conta a distância de Plutão do Sol, a presença da água líquida é vista como altamente improvável. Mas se ela existir, sustentada pelas altas temperaturas do núcleo do planeta, oceanos líquidos podem ser muito mais comuns do que se pensava anteriormente.
"É incrível a possibilidade de podermos ter vastos ambientes de água líquida em Plutão, tão longe do sol, e que o mesmo possa ser possível em outros corpos celestes da Cintura de Kuiper [região do sistema solar próxima a Plutão] é absolutamente incrível!

domingo, 24 de julho de 2016

5 Desafios que a Exploração precisa Enfrentar !

Em 1969, a chegada do homem à Lua foi comemorada mundialmente. Por décadas até aquele momento, a evolução da exploração espacial seguia a passos largos e assim prosseguiu até o final da Guerra Fria — quando Estados Unidos e União Soviética já não mais precisavam mostrar suas forças frente aos outros países. Depois disso, houve um certo período de calmaria, mas hoje o espaço é novamente um destino almejado por muitos.
Já existem sondas humanas em Marte, telescópios espaciais capturando imagens em alta resolução, satélites sendo enviados para distâncias nunca antes imaginadas... E isso é só o começo da exploração humana do universo. No futuro, devemos ter acesso a tecnologias que garantam autonomia para conquistas muito maiores do que qualquer pessoa imaginava lá em 1969.
É claro que ainda existe um caminho longo — muito longo — até que seja possível levarmos os humanos para planetas mais distantes. A NASA estima que só vai conseguir colocar pessoas em Marte em 2030, e outros planetas são desafios ainda maiores. Você saberia dizer quais são os cinco maiores desafios que a exploração espacial precisa enfrentar? Vamos conhecê-los agora mesmo!
1. A Energia  

Um dos maiores desafios que os humanos precisam enfrentar se quiserem levar seus domínios para outros planetas está na energia. Quanto mais longe quisermos ir, mais combustível precisamos ter para que seja possível chegar até lá — e voltar. E quanto mais combustível, maior é o peso que o veículo espacial precisa suportar... Isso sem falar nos mantimentos que precisam ser levados para tornar a viagem viável. Ou seja: a demanda por energia traz uma necessidade ainda maior por espaço para armazenar tudo o que é levado. O problema está no fato de os propulsores de hoje não serem compatíveis com uma carga tão forte quanto a necessária. O resultado disso é o fato de que as velocidades de decolagem em grandes estruturas se tornam baixas demais para uma chegada segura ao espaço.
Além de tudo isso, também é preciso lembrar que os combustíveis são necessários para fazer com que os veículos espaciais naveguem pelo espaço, capturem as informações necessárias e então voltem para a Terra — no caso das tripuladas, principalmente. A menos que sejam criadas novas e mais eficientes formas de alimentação dos foguetes, o desafio de equilibrar combustíveis e peso será um empecilho real para a exploração.
 2. A Poluição Espacial
  Quando conseguirmos criar combustíveis mais eficientes e foguetes capazes de nos levar para além de Marte, surge o segundo desafio que poucos astronautas gostariam de enfrentar pessoalmente: a poluição espacial. De acordo com a NASA, existem mais de 170 milhões de detritos criados pelos humanos e que hoje estão voando livremente pelo espaço sideral Se formos considerar apenas os que possuem o tamanho de uma bola de baseball, o número cai para 17 mil. Ainda assim, são 17 mil objetos voando a velocidades próximas aos 280 mil km//h. Qualquer impacto desses com um foguete resultaria na destruição total dos dois elementos. E isso que estamos falando apenas do que foi deixado pelos humanos lá em cima.
Isso porque ainda existe uma série de rochas, pequenos meteoritos, meteoros, objetos errantes e várias outras ameaças que podem transformar um gigantesco e imponente foguete em migalhas. É claro que existem ferramentas de proteção nesses grandes veículos e também há rastreadores de ameaças, mas os sistemas não são perfeitos ainda.



 3. A Navegação
Você precisa sair da sua casa e ir dirigindo até Barbacena, em Minas Gerais. De qualquer lugar do Brasil, você conseguirá usar um GPS e ter as instruções exatas de como fazer para chegar até lá. Isso acontece porque o seu aparelho se conecta a satélites no espaço e consegue ter a sua localização exata, sabendo também sua velocidade e outros detalhes bem importantes.
Tudo isso acontece graças ao cruzamento das informações entre você, antenas, satélites e outros objetos que servem de referência. Porém, quando levamos isso a uma escala espacial, as coisas são bem mais complicadas. Existem complexos de antenas nos Estados Unidos, na Austrália e na Espanha — formando o Deep Space Network — e essa é a única ferramenta de navegação do Espaço atualmente.
Ele se baseia em um relógio atômico superpreciso, que calcula o tempo que o sinal leva para chegar à Terra e voltar, fazendo disso um localizador bem preciso. Tudo o que sai da Terra utiliza esse sistema para se orientar em relação ao Universo. Isso está se tornando um problema, porque o número de missões espaciais — nas mais diversas escalas — está aumentando e congestionando o sistema.
Com isso, a NASA precisa criar métodos que deixem as comunicações mais leves, e isso vai desde a distribuição das tarefas em relógios localizados até a troca de lasers atuais por outros com maior largura de banda. E os novos sistemas precisam também trazer mais confiabilidade às comunicações, pois os sistemas atuais estão se tornando obsoletos.Quanto mais longe da Terra está um veículo espacial, menos confiáveis são as informações de seu posicionamento. Se quisermos mesmo ir além dos planetas próximos, certamente teremos que criar mecanismos mais poderosos do que os que estão disponíveis nas agências espaciais atualmente.




 4. Radiação Espacial

 Aqui na Terra, uma das maiores ameaças que o Sol nos traz é a radiação — com a Space detalhou bastante neste artigo. Felizmente, a camada de ozônio, a atmosfera e os campos magnéticos nos protegem de grande parte dos raios danosos — outros exigem que utilizemos filtros de proteção. Alguns planetas e luas possuem um sistema similar, mas há outros que não trazem nenhuma proteção, sendo que existem ainda planetas com campos magnéticos que pioram a situação.
De acordo com o Wired, a presença de radiação ainda é um dos grandes obstáculos para a colonização humana em Marte, por exemplo. Se levarmos em consideração o espaço por si só, a radiação também é um problema real e evidente. Ou seja: ainda são necessários escudos de proteção para que possamos levar pessoas a outros planetas sem causar problemas de saúde para elas.


5. Terra, só existe uma.


 Pois é, essa afirmação é muito óbvia, mas precisa ser levada em consideração. Só existe uma Terra em todo o Universo e isso significa que são mínimas as chances de encontrarmos algum planeta com características similares às encontradas aqui. Vale dizer que é esse também o motivo pelo qual é praticamente impossível encontrar alguma civilização com as características humanas — pode até haver alguém mais ou menos avançado, mas, igual, não.
Com isso dito, fica evidente que um problema humano que seja percebido fora da Terra, dificilmente será resolvido em outro local. Um astronauta doente? Falta de combustíveis? Qualquer parada de emergência? Tudo isso se torna impossível, pois não há algum lugar que ofereça as condições necessárias para que as soluções corretas sejam colocadas em prática.
Em resumo: a falta de uma estrutura humana fora da Terra faz com que os avanços espaciais sejam bastante limitados. E não é possível dizer quantos séculos vai demorar até que possamos mudar esse cenário.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Alinhamento dos Planetas !

Nós já vimos no início deste ano, e veremos agora novamente: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno ficarão alinhados por alguns dias antes de cada um deles tomar o seu caminho no céu.
A partir desta semana, e durante mais algumas, os cinco planetas poderão vistos a olho nu durante o pôr do sol - no fim de janeiro e início de fevereiro, eles podiam ser avistados apenas ao amanhecer.

Isso só será possível, segundo David Dickinson, do site de astronomia Universe Today, porque antes tínhamos todos os planetas à nossa frente.
"Agora, os vemos do nosso 'espelho retrovisor' porque Marte, Júpiter e Saturno estão na frente, enquanto Mercúrio e Vênus estão correndo para recuperar o atraso", escreveu Dickinson.
Se você estiver em um espaço aberto sem nuvens, a partir desta quarta-feira poderá ver os cinco planetas vizinhos ao sudoeste da Terra.

Para identificar os planetas, preste atenção nas sutis diferenças que você verá no céu. Vênus é o mais brilhante de todos, e Júpiter é o próximo na luminosidade. Ambos ainda são visíveis quando o sol está prestes a se esconder.
Marte, por sua vez, é avermelhado e Saturno, amarelado. Ambos brilham com intensidade semelhante.
Encontrar Mercúrio é sempre o maior desafio porque é o menor planeta e pode se esconder facilmente.
 O astrônomo Jason Kendall, professor adjunto da Universidade William Paterson, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, publicou em seu canal do YouTube um exercício prático para saber se o que você está vendo é um planeta ou uma estrela.
"Feche um dos olhos. Estique o braço e coloque o seu dedo polegar para cima. Lentamente, passe-o de um lado para o outro do planeta ou estrela que você vê no céu. Se a luz se atenuar quando o polegar passar sobre ele, é um planeta. Mas se ela piscar rapidamente é uma estrela", disse.
O truque funciona melhor com Júpiter e Vênus, afirma o astrônomo, porque eles são mais brilhantes.

De qualquer forma, o que precisa ficar claro caso você decida "ir à caça" é que esses planetas são corpos celestes mais brilhantes vistos daqui da Terra - depois do Sol e da Lua, é claro.
Os cinco planetas não voltarão a se alinhar até 8 de setembro de 2040, quando estarão a 9,3 graus no céu.

Há duas maneiras diferentes de se usar o termo alinhamento quando se refere aos planetas do sistema solar.
 A primeira maneira é como se você estivesse de pé sobre o Sol, todos os planetas parecem estar alinhados em uma fileira. Isto é o que a maioria das pessoas pensam quando ouvem sobre o acontecimento do alinhamento planetário. 
 O outro tipo de alinhamento é quando todos os planetas seguem uma linha reta. Em outras palavras, é como se uma linha reta pudesse ser traçada através do centro de todos os planetas .

É impossível ter um alinhamento exato como visto a partir do Sol – onde os planetas se sobrepõem – por causa das diferenças nas inclinações axiais dos planetas. O que realmente vemos no céu é a configuração planetária onde os planetas estão no mesmo quadrante. 
É muito raro que todos os planetas se alinhem exatamente dentro do mesmo quadrante com cerca de 90 ° um do outro . Ter todos os planetas dentro de cerca de 90 ° um do outro só ocorre a cada 200 anos , o que é muito tempo para os seres humanos poderem vivenciar, embora isso não seja nada para o universo. Os planetas se alinham no entanto vagamente com mais frequência do que isso.
Em 2000, cinco dos planetas – Marte, Saturno, Júpiter , Mercúrio e Vênus estavam cerca de 50° um do outro. Você pode ter ouvido muito sobre futuros alinhamentos planetários , incluindo rumores sobre 12/21/2012, quando alguns diziam que o mundo iria acabar. Isso foi tudo um rumor, e não houve alinhamento planetário em 2012
 Uma configuração planetária bastante parecida com essa poderá ser vista novamente em outubro de 2018, sendo diferente da que deve ocorrer em 2042. “Em julho de 2042 a configuração dos planetas será diferente. De qualquer forma, em 2018 teremos uma configuração de posição planetária muito parecida com a que teremos agora em agosto”.


quarta-feira, 20 de julho de 2016

40 Anos do Pouso da Viking Em Marte!

Em 20 de Julho de 1976, 7 anos depois da Apollo 11 ter pousado na Lua, a primeira sonda pousou com sucesso no solo marciano, a Viking 1. A ambiciosa missão, para época, serviu para pavimentar o caminho da exploração do Planeta Vermelho, além de criar um grande entusiasmo sobre a exploração espacial como um todo. 

A bordo de um foguete Titan-Centaur, a nave Viking 1 foi lançada em 20 agosto de 1975 em um cruzeiro de 10 meses a Marte. O orbitador começou a enviar imagens globais de Marte aproximadamente 5 dias antes da inserção em órbita.

 O Viking 1 Orbiter foi introduzido na órbita de Marte em 19 junho 1976 e aparado a 1513 x 33.000 quilômetros, órbita da certificação do local de 24.66 h em 21 junho.  A Viking 1 pesava cerca de 883 kg ''aterrissagem'' estava prevista para 4 de julho de 1976, mas as imagens mostraram que o local era muito rochoso para uma ''aterrisagem segura''. 
A ''aterrissagem''  foi atrasada até que um local mais seguro foi encontrado. O lander separou do orbiter em 20 julho e aterrissou às 11 h 53 min 6 s UT.
 A missão preliminar do orbitador terminou no começo da junção solar em 5 de Novembro de 1976

A missão prolongada começou em 14 dezembro 1976 após a junção solar. 
As operações incluíram aproximações a Phobos em fevereiro de 1977. O perigeu foi reduzido a 300 quilômetros em 11 março 1977. Os ajustes menores da órbita foram feitos ocasionalmente sobre o curso da missão, para mudar primeiramente a taxa da caminhada - a taxa em que a longitude planetocêntrica mudou com cada órbita, e o perigeu foram elevados para 357 quilômetros em 20 de julho de 1979

Em 7 agosto 1980, o orbitador Viking 1 estava com pouco combustível no controle de altura e sua órbita foi elevada de 357 33943 quilômetros a 320 56000 quilômetros para impedir o impacto com Marte e a contaminação possível até o ano 2019. As operações foram terminadas em 17 de agosto de 1980 após 1485 órbitas.

Há 47 anos o homem pisava pela primeira vez na Lua!

No dia 20 de julho de 1969, a humanidade deu, literalmente, um passo muito além de suas fronteiras terrestres quando pela primeira vez um homem homem pisava na Lua. 

 O feito do astronauta norte-americano Neil Armstrong e do seu colega Buzz Aldrin foi transmitido ao vivo para 100 milhões de pessoas. Foram, ao todo, duas horas e 45 minutos de caminhada pela Lua.


Ao pisar na superfície lunar, Armstrong disse a famosa frase: "Este é um pequeno passo para o homem e um salto gigantesco para a humanidade".
Ao todo, os dois astronautas ficaram 21 horas no satélite. 

Os dois aproveitaram sua estada na Lua para fincar a bandeira dos Estados Unidos, recolher cerca de de 22 kg de material e fazer fotos. Ambos pousaram numa região chamada Mar da Tranquilidade, a bordo do módulo lunar Eagle.

A missão de grande sucesso havia começado no dia 16 de julho, quando o foguete Saturno V foi lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, transportando a espaçonave Columbia. A tripulação era formada pelo comandante Neil Armstrong, Michael Collins (piloto do módulo de comando) e Edwin "Buzz" Aldrin (piloto do módulo lunar).
A Apollo 11 retornou à Terra no dia 24 de julho a uma velocidade de 11.031 metros por segundo e pousou no Oceano Pacífico. 

Os três astronautas ainda precisaram ficar de quarentena para evitar que trouxessem algum tipo de micróbios do espaço. 
Depois, viraram celebridades mundiais e escreveram para sempre os seus nomes na história.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Kepler Descobre 100 Novos Exoplanetas !

Uma coisa pode ter certeza, quieto ele não está, continua trabalhando firme e forte na sua nova missão, a K2, e nessa nova missão, uma equipe internacional de astrônomos acaba de divulgar a descoberta de mais de 100 exoplanetas e quase 200 candidatos.

O mais legal, é que podemos dizer que essa descoberta só foi possível graças ao problema da missão original do Kepler.
Na sua missão original ele pesquisava uma área fixa do céu, com o problema nos giroscópios, ele perdeu precisão para ficar apontado muito tempo para uma estrela, mas ganhou a liberdade de pesquisar outras áreas do céu.
Assim, o Kepler pôde observar uma fração maior de estrelas menores e mais frias, estrelas do tipo anãs-vermelhas, as estrelas mais comuns na Via Láctea.
Embora a missão tenha sido adaptada, a região do céu mudada e o tipo de estrela pesquisado alterado, a técnica continua a mesma.
O Kepler registra a curva de luz da estrela, e se um exoplaneta passar na sua frente ele é capaz de medir a queda no brilho causado pelo trânsito.
Além disso, como parte da técnica de descoberta, uma vez que o Kepler identifica um candidato, grandes telescópios na Terra são usados para confirmar ou não a descoberta.
Nessas novas descobertas foram usados os Observatórios Gmini Norte e Keck, para poder confirmar cada exoplaneta descoberto.
De todos esses novos exoplanetas um sistema particular chamou a atenção dos pesquisadores. 
Ele é formado por 4 exoplanetas que poderiam ser rochosos.
Esses exoplanetas seriam entre 20% e 50% maiores que a Terra em diâmetro, orbitam uma estrela do tipo anã M, conhecida como K2-72, localizada a 181 anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Aquário.
A estrela tem menos da metade do tamanho do Sol, e é menos brilhante.
O período orbital dos exoplanetas varia de 5 e meio até 24 dias, e dois deles experimentam níveis de radiação comparáveis com a Terra.

Apesar da órbita apertada, o autor do trabalho disse que não podemos descartar a possibilidade da vida ter se desenvolvido nesse exoplaneta.
Essa descoberta é importante por diversos fatores:

1 - São mais exoplanetas para serem carregados nos catálogos e nesse caso quanto mais melhor.

2 - Ela prova que o Kepler ainda funciona perfeitamente e pode ser usado por mais algum tempo como descobridor de exoplanetas.

3 - Prova que a missão K2, e a liberdade de explorar outras áreas do céu traz grandes surpresas na descoberta de novos exoplanetas.

4 - Começa a buscar e descobrir exoplanetas em estrelas mais brilhantes e na linha da eclíptica, o que aumentando assim a variedade de exoplanetas e preparando o caminho de forma segura para as próximas missões de busca de exoplanetas como o James Webb e o TESS.
 
 
Texto: Sérgio Sacani

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Mineração na lua !

 A ideia pode soar estranha, mas alguns cientistas já muito antes diziam que minerar a lua poderia não ser uma realidade tão distante. Pois bem , a Taiwan anunciou nesta segunda-feira dia 18/07 está construindo uma sonda de 47 milhões de dólares como parte do primeiro projeto de mineração lunar do mundo.

A sonda, feita pelo Instituto Chung-shan de Ciência e Tecnologia (CSIST), vai levar um rover e pousar na superfície da lua após uma viagem de três dias a partir da Terra.
A agência espacial americana Nasa está liderando o projeto, que é chamado de Resource Prospector (prospector de recursos) e pretende ser a primeira expedição de mineração em um outro mundo. 
 A missão lunar prospectiva da Nasa, de 1999, descobriu depósitos de água congelada próximos ao polo sul do satélite, o que teoricamente poderia salvar os países dos exorbitantes custos do transporte de água para o espaço. 

Questões sobre desafios logísticos e financeiros e problemas legais de mineração não faltam, mas ao menos dois dos maiores programas espaciais do mundo acreditam que extrair os recursos lunares seria um negócio viável.
Canadá e China estavam entre os cinco países que manifestaram interesse em extrair os recursos da lua.
Em 1999 cientistas detectaram minerais valiosos como ouro e outros elementos raros, inclusive o altamente energético isótopo Hélio 3, que poderia ser extraído e utilizado para a geração de energia por fusão.

 A Agência Espacial Canadense, em parceria com a Nasa, tem desenvolvido e testado robôs lunares equipados com brocas para escavação. 
“Para ser honesto, o cronograma está pressionando”, disse à AFP Han Kuo-chang, chefe do programa de cooperação internacional do CSIST, acrescentando que os Estados Unidos vão fornecer o Rover e o sistema de propulsão de descida da sonda.

“Se o Resource Prospector provar ser bem sucedido, a lua poderia ser usada como uma base para viagens espaciais para Marte”, disse Han.
É a primeira vez que Taiwan constrói uma sonda lunar. O CSIST deverá entregar o veículo de 3,7 toneladas para a Nasa antes do final de 2018, segundo o acordo assinado entre Taiwan e a agência espacial americana.
A Nasa deve lançar a missão de mineração na lua no início da década de 2020.


sábado, 16 de julho de 2016

Como seria pousar uma espaçonave em Plutão?

A New Horizons mostrou-nos o planeta anão Plutão como nunca tínhamos visto antes, foi um marco histórico no que toca à exploração espacial. 
Na quinta-feira passada dia 14/07/16, há exatamente um ano a sonda New Horizons chegava à órbita de Plutão para desvendar seus mistérios, bem como estudar seus satélites naturais. Comemorando este feito histórico, a NASA publicou um vídeo simulando como seria a aterrissagem de uma nave na superfície de Plutão usando imagens capturadas pela sonda.
 O vídeo tem pouco mais de um minuto e meio de duração, mas foram necessárias mais de 100 imagens para que fosse devidamente produzido. As fotografias foram registradas pela New Horizons à medida que a sonda se aproximava de Plutão ao longo de seis semanas de missão. 
Veja o vídeo clicando no link:   Pouso em Plutão  
 A produção começa com uma das primeiras imagens registradas pela New Horizons, bastante distante e desfocada. “Há apenas um ano, Plutão era somente um ponto à distância”, disse Alan Stern, investigador principal da missão.
“Esse vídeo mostra como seria viajar a bordo de uma nave espacial se aproximando de Plutão, vendo o planeta crescer e se tornar um mundo, e depois ir descendo em direção a seus terrenos espetaculares enquanto estivéssemos nos aproximando de uma aterrissagem”, completou o cientista. 
 A sonda da missão New Horizons viajou pelo espaço por mais de nove anos até chegar à órbita de Plutão em 14 de julho de 2015
Depois de alguns meses de exploração do planeta e suas luas, a sonda seguiu viagem rumo ao Cinturão de Kuiper e seu próximo destino deverá ser o Objeto Transnetuniano 2014 MU69 - ao qual se tudo der certo deverá chegar em janeiro de 2019.
Porém, é importante salientar que esta nova missão da New Horizons ainda não está garantida oficialmente. A equipa da New Horizons terá de apresentar uma proposta para a extensão da missão, ficando depois o financiamento pendente de aprovação oficial por parte da NASA. Essa proposta já foi  feita e está em análise pelos especialistas independentes.

Colisão de Galaxias By Hubble

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