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quinta-feira, 14 de julho de 2016

A evolução dos Trajes Espaciais !

Desde que o ser humano começou a se aventurar pelo espaço em meados dos anos 1960 e finalmente conseguiu pisar em terra firme fora de nosso planeta quando chegou à Lua em 1969, a tecnologia aplicada nos trajes espaciais mudou bastante e, como consequência disso, seu design também acabou passando por alterações em todos esses anos.
É de se imaginar que as necessidades e objetivos da exploração espacial 47 anos após o ser humano ter pisado na Lua tenham mudado bastante. E a menina dos olhos da NASA nos últimos anos tem sido o planeta Marte, certamente o próximo lugar fora da Terra onde o homem deve pisar, mais cedo ou mais tarde. Para uma melhor adaptação dos astronautas ao ambiente hostil do Planeta Vermelho, os trajes utilizados devem atender a diversos requisitos para mantê-los em segurança e – na medida do possível – confortáveis.
Mais você sabe como é um traje espacial?

Ele funciona como uma nave pessoal quando o astronauta está fora da estação ou do ônibus espacial.
A função da roupa é emular as condições que permitem a vida humana, fornecendo oxigênio e regulando a pressão para que os líquidos do corpo não evaporem.
Além disso, camadas térmicas protegem o corpo do frio e do calor, além de bloquear a radiação solar.
Os trajes começaram a ser usados nos anos 60, nas primeiras viagens espaciais, pelos programas Vostok (da União Soviética) e Mercury (dos EUA).
Mesmo após décadas de evolução, os trajes devem passar por adaptações para cumprir as exigências de futuras explorações na Lua e em Marte.


Alta-costura espacial
Quatorze camadas que juntas não chegam a meio centímetro de espessura – protegem o astronauta das condições extremas do espaço.

Náilon e elastano: três camadas envolvem os canos e dispersam o calor gerado durante as atividades.

Borracha e poliéster: duas camadas prendem o oxigênio dentro do traje e mantêm a pressão regulada.

Ripstop: forro resistente a rasgos protege os outros tecidos e o corpo do astronauta.

Filme de poliéster: sete camadas isolantes regulam a temperatura interna ORTHOFABRIC Mix de tecidos à prova de água, de fogo e até de balas – para conter o impacto de partículas espaciais.

Visor : O visor tem três camadas: uma para situações de pouca luminosidade, outra, escura e reflexiva, para ambientes claros, e uma a terceira viseira, fosca, para bloquear a radiação em caso de tempestade solar. Câmeras e luzes são acoplados no capacete e o contato com a tripulação é feito por um microfone.

 Um lacre de metal conecta as partes superior e inferior. Abaixo da cintura, anéis e amarras prendem o traje à nave. Nas pernas, faixas coloridas ajudam a tripulação a identificar quem está lá fora. Como as atividades duram horas, sem intervalo, os astronautas vestem fraldões de alta absorção.
 Torso, mãos e pernas são modulares e de várias tamanhos para o astronauta escolher e montar o traje que mais se ajuste a suas medidas. Em casos extremos, os anéis de metal que conectam as peças podem expandir o tecido. As luvas têm aquecedores sobre as unhas para evitar o congelamento dos dedos.
 Sobre o torso rígido, de fibra de vidro, ficam os comandos que regulam os níveis de oxigênio, o volume dos comunicadores e a temperatura interna. Como o astronauta não consegue ver o próprio peito, ele olha o reflexo em um espelho no braço. Por isso, tudo está inscrito ao contrário.
 A mochila carrega itens essenciais à sobrevivência no espaço, como tanques de oxigênio – além de uma reserva emergencial, que dura 30 minutos –, bateria e um sistema para refrigerar a água que mantém a temperatura do corpo do astronauta. É capaz de sustentar uma pessoa por sete horas fora da nave.
 O SAFER ajuda o astronauta a voltar para a nave caso ele se desprenda. Por meio de um controle, ele comanda pequenos foguetes de propulsão alimentados com nitrogênio. O combustível e o impulso duram poucos segundos, por isso, a chance de agarrar a nave não pode ser perdida.
 Por baixo de tudo, fica um macacão com 91,5 m de pequenos tubos, alimentados com a água refrigerada na mochila. Eles mantêm o corpo gelado – suar pode embaçar o capacete ou causar desidratação – e são envolvidos por tecidos flexíveis, que formam as primeiras das 14 camadas do traje.
  • Para lembrar de tudo o que precisam fazer fora da nave, os astronautas carregam uma lista de tarefas colada ao pulso.
  • A cor branca ajuda a rebater o calor do Sol (que pode chegar a 120 oC) e a destacar o astronauta na escuridão do espaço.
Porém a NASA tem se empenhado bastante no que diz respeito ao traje espacial na ida ao Planeta Vermelho. E para que o ser humano possa sobreviver na atmosfera marciana, é necessário utilizar uma roupa que proteja o corpo inteiro, mais ou menos da mesma maneira que foi utilizado para caminhar na Lua. Ela deve ser flexível o suficiente para que os astronautas possam realizar suas tarefas sem maiores dificuldades e, ao mesmo tempo, segura o bastante para proteger os usuários da atmosfera hostil do planeta.

A pressão do ar em Marte é muito baixa, equivalente ao que encontraríamos em um local na Terra com 25 quilômetros de altitude. Para efeito de comparação, o local mais alto do nosso planeta, o topo do Monte Everest, está a menos de nove quilômetros do nível do mar e todos já cansaram de ouvir ou ler sobre como o ar nesses lugares é rarefeito.
Ainda assim, o ar de Marte não é nem um pouco adequado para a respiração humana por ser composto por pouquíssimo oxigênio e uma quantidade letal de dióxido de carbono. Outro grave problema é a temperatura do Planeta Vermelho: apesar das temperaturas mais altas não ultrapassarem os 30 °C, os termômetros chegam a marcar menos de -140 ° C. As sondas enviadas para lá indicaram, em média, uma amplitude de temperatura de -17 °C a -107 °C, frio demais para qualquer ser humano.

  Apesar de toda essa flexibilidade, a roupa espacial é extremamente segura, utilizando compostos materiais que a tornam leve e resistente. De 2014 para cá, o traje foi aprimorado e ganhou uma cara diferente do que podia ser visto nos primeiros rascunhos. Mesmo assim, com um protótipo real já pronto, tanto design quanto funções podem ser alterados no longo período até finalmente pisarmos em solo marciano, algo planejado para meados da década de 2030.


 Não é apenas por sua genialidade que Elon Musk é chamado popularmente de "Tony Stark da vida real". O magnata sul-africano que está envolvido com uma série de empresas de alta tecnologia, entre elas a SpaceX, quer dar uma cara de uniforme de super-herói para os trajes espaciais do futuro. A empresa que ele fundou e da qual é CEO e CTO vem realizando testes bem sucedidos com naves espaciais e pretende mandar gente para Marte assim que os avanços tecnológicos permitirem.

 Achando que estava criando um visual para alguma obra de ficção científica, Fernandez só descobriu que se tratava de um traje espacial depois de ter concluído a obra. O grande desafio de Elon Musk agora é conseguir equilibrar beleza e funcionalidade no mesmo dispositivo, algo que nem sempre é possível nesse ramo tão cheio de complexidades.

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