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terça-feira, 16 de agosto de 2016

O sistema Alpha Centauri.

Alfa Centauri é a estrela mais brilhante da constelação de Centauro e uma das mais brilhantes do céu noturno (visto a partir da Terra). 
Alfa Centauri é na realidade um sistema triplo de estrelas, constituído pelas estrelas Alfa Centauri A, Alfa Centauri B e Alfa Centauri C, ligadas gravitacionalmente entre si. 
Na qual Alpha Centauri A e Alpha Centauri B giram em torno de um centro comum, gastando quase 80 anos para completar uma órbita, já Alpha Centauri C, também chamada de Próxima Centauri, demora mais de um milhão de anos para completar uma órbita em torno das componentes principais e é a estrela mais próxima do Sol, a 4,2 anos-luz; enquanto que o sistema Alpha Centauri AB está um pouco mais distante, a 4,4 anos-luz.
A estrela Alpha Centauri A é uma estrela amarela, cerca de 23% maior que o Sol
Alpha Centauri B é uma estrela laranja com um raio 14% menor que o solar, com indícios de que possa abrigar um planeta, com massa parecida com a da Terra, porém fora da Zona Habitável (muito próximo de sua estrela). 
Enquanto que Proxima Centauri é uma anã vermelha com brilho muito reduzido e diâmetro de 1,5 vezes maior que o diâmetro de Júpiter, tanto que só foi descoberta em 1915 pelo astrônomo britânico-sul-africano Robert Thorburn Ayton Innes (1861-1933).
Com um pequeno telescópio astronômico é possível observar as duas maiores estrelas deste sistema estelar, a Alfa Centauri A e a Alfa Centauri B como estrelas separadas (à vista desarmada parece ser uma só estrela). Ambas as estrelas possuem dimensões próximas da dimensão do nosso Sol. 
O sistema Alpha Centauri é visível em todo hemisfério sul e situa-se a leste do Cruzeiro do Sul. 
A olho nu apresenta-se como uma estrela única de magnitude -0,29. Com telescópios de pequeno porte, como dito acima, já se podem distinguir a Alpha Centauri A e Alpha Centauri B. Já a Proxima Centauri, em virtude de sua cor alaranjada e tamanho reduzido, só pode ser observada com telescópios de maior abertura.

O nome da estrela mais brilhante da constelação de Centauro é de origem árabe. Rigel Centaurus ou Rigil Kentaurus ou Rigil Kent provem da frase em árabe Rijl Qantūris ou Rijl al-Qantūris, que significa o "Pé do Centauro". O outro nome alternativo é Toliman, que também vem do árabe al-Zulmān e significa "o avestruz"

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Empresa americana poderá fazer o primeiro pouso comercial na Lua !


A Startup americana Moon Express anunciou nesta quarta-feira (03/08) que obteve aprovação regulatória para viajar além da órbita da Terra a partir de 2017. A Moon Express é a primeira empresa não governamental a receber aprovação para ir para além da órbita da Terra. Outras companhias, com planos de ir para além da órbita, como a poderosa SpaceX e Planetary Resources, ainda não atingiram o mesmo nível e autorização no processo regulatório.
Obter a aprovação que a Moon Express conseguiu é ter que enfrentar um processo que implica a autorização de sete diferentes agências federais dos Estados Unidos, segundo o CEO e cofundador Bob Richards contou à revista Forbes. Entre elas, estão a NASA, a Administração Federal de Aviação (FAA), o Departmento de Defesa e de Estado. A última, no caso, entrou há pouco tempo no processo regulatório de uso do espaço, por querer garantir que a empresa não violaria as obrigações do país dentro do Tratado Internacional do Estado.
Este tipo de solicitação é algo novo para o governo americano e foi por esta razão que o processo de aprovação levou cerca de um ano. "Nós não nos propusemos a ser os pioneiros", disse Richards. "Apenas queríamos já fazer a primeira missão no próximo ano". A aprovação é vista como um precedente para missões similares, como para Marte, por exemplo. 
O fato é que é a primeira vez que uma empresa privada poderá realizar este tipo de missão. Até hoje, apenas os governos dos Estados Unidos, da China e o da ex-União Soviética enviaram naves espaciais para a lua.
"Agora nós estamos livres para partir como exploradores para o oitavo continente da Terra, a lua, buscando novos conhecimentos e recursos para expandir a esfera econômica da Terra, para o benefício de toda a humanidade", disse Bob Richards, cofundador e presidente-executivo da Moon Express, empresa fundada em 2010 e sediada em Cabo Cañaveral, na Flórida.
A primeira tentativa da empresa de ir à Lua está agendada para o quarto trimestre de 2017. O plano é enviar uma sonda robótica no topo de um foguete que está sendo produzido pela Startup Rocketlab. Se tudo ocorrer conforme o planejado, o foguete irá levá-la além da órbita da Terra. De lá, o foguete começará sua própria combustão para levá-lo à Lua, uma viagem que demorará uma semana. Ao pousar na Lua, a ideia é que o rôver lunar ande, ao menos, 500 metros e recolha materiais. "Em quinze anos, a Lua vai ser uma parte importante da economia da Terra e, potencialmente, nossa segunda casa", afirmou Naveen Jain, cofundador da Moon Express, em nota publicada no site. 
A Moon Express ainda está trabalhando na fabricação da sua sonda lunar, batizada MX-1, que deverá decolar no final de de 2017, impulsada por um foguete produzido pela Rocket Lab, outra Startup, que ainda não lançou nenhuma missão comercial.
"O céu não é o limite para a Moon Express, é a plataforma de lançamento", acrescentou Naveen Jain, cofundador da empresa. Ele também disse que considera a aprovação do governo americano como outro "grande passo para a humanidade", usando as palavras pronunciadas pelo astronauta Neil Armstrong ao dar seus primeiros passos na lua.
O objetivo da empresa é desenvolver uma nave espacial de baixo custo e explorar os recursos do único satélite natural da Terra, disse Jain.
"Em um futuro próximo, nos vemos trazendo valiosos recursos, metais e rochas lunares para a Terra", completou.

Segundo a Forbes, a primeira missão lunar da Moon Express está estimada em US$ 50 milhões. Se completada com sucesso, ela poderá ganhar US$ 20 milhões pelo Google X Lunar Prize, concurso com o objetivo de incentivar empresas privadas a enviar sondas à Lua. Há 16 empresas na disputa atualmente.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Mars One, será mesmo possível ?

Diversas notícias têm sido publicadas recentemente sobre a viagem a Marte que será realizada entre 2022 e 2024 – inclusive, uma das principais candidatas à jornada é uma brasileira. 
O projeto Mars One pretende enviar pessoas de diferentes nacionalidades ao Planeta Vermelho para iniciar um possível processo de colonização, além de trazer o conceito de reality show.
Apesar de muitas pessoas permanecerem céticas em relação à existência real de tal projeto, o fato é que milhares de pessoas se candidataram às vagas de possíveis astronautas (mesmo que o ticket de retorno do Planeta Vermelho não seja garantido). Contudo, estudos de muitos cientistas já dizem que os voluntários podem morrer antes mesmo de chegar ao destino, como inclusive já falamos aqui também.
Só que existem muitos outros desafios para as pessoas que pretendem viajar ao inóspito local. O ambiente marciano é extremamente diferente do que encontramos na Terra, e estabelecer um habitat em que os seres humanos sejam capazes de sobreviver exigirá enormes quantidades de dinheiro e de recursos tecnológicos. Vamos ver quais são os principais obstáculos que devem ser superados para o sucesso da missão:
  A tecnologia para manter os astronautas vivos em Marte não existe hoje !

 Apesar de estarmos próximos de desenvolver veículos capazes de levar pessoas a Marte, hoje, pelo menos por enquanto, não há tecnologia para mantê-las vivas por lá. E do que adiantaria enviar astronautas ao distante planeta se eles morreriam logo? O problema é que as tecnologias que possibilitam a vida humana em ambientes tão extremos estão longe de serem desenvolvidas por completo, são somente simulações de prováveis cenários.




O pouso não será nada simples.

Depois de passar meses viajando, finalmente os astronautas chegam à órbita de Marte. O primeiro grande desafio é pousar num planeta estranho. O ar em Marte é muito mais fino do que na Terra (aproximadamente 100 vezes menos denso), e, com a atmosfera tão pequena, é muito mais difícil pousar um objeto extremamente pesado sem danos.
Além disso, as naves pesadas adquirem muito mais velocidade durante o pouso – agravando esse empecilho. De acordo com Bret Drake, gerente de missões de exploração da NASA, as técnicas de pouso atuais só permitem que uma tonelada chegue à Marte (número insuficiente para todos os suprimentos que devem ser levados para sustentar a colônia). Testes para naves que consigam levar mais peso já estão sendo realizados.




 Enfrentando o frio extremo.


Assumindo que tudo foi bem na viagem e a nave pousou com sucesso, existe outro problema que deve ser resolvido: o frio. 
As temperaturas de Marte perto do equador giram em torno de -27 °C. Ao se afastar em direção aos polos esse número cai para -140 °C. Portanto, os astronautas precisarão estar equipados com roupas térmicas extremamente resistentes para enfrentar esse tempo.

É fato que a NASA já aprendeu bastante sobre regulagem de temperaturas variáveis e intensas com a Estação Espacial Internacional. Quando exposta ao sol, a ISS é capaz de suportar temperaturas que passam dos 100 °C. Contudo, esse tipo de tecnologia só se aplica bem ao vácuo, ambiente em que a ISS está.
Para que esses mesmos controles funcionem em Marte, outros métodos devem ser desenvolvidos. O traje espacial também deve ser totalmente reformulado, capaz de aguentar as mudanças térmicas drásticas que ocorrem na atmosfera do planeta. Resumindo: lidar com as variações térmicas de lá é muito mais complicado do que o puro vácuo do espaço.

 

E a alimentação?


 A vida em Marte será um tanto similar à dos cientistas que vivem nas estações de estudo da Antártida. Todo o alimento desses pesquisadores é enviado por outros países, já que não é possível cultivar nenhum tipo de alimento. Como Marte está muito mais distante do que o continente congelado, as cargas com recarregamento de alimentos não chegariam com tanta facilidade.
Se colônias querem sobreviver em Marte, é preciso fazer algo básico: criar um tipo de sustentabilidade no que tange à alimentação. O projeto Mars One pretende cultivar alimentos utilizando estufas e luz artificial com plantações hidropônicas (a suspeita é de que há água no planeta, podendo ser utilizada para regar as plantas), além do dióxido de carbono produzido pela tripulação.
Porém, de acordo com o MIT, o dióxido de carbono produzido só será suficiente para alimentar metade da tripulação. Quando você está cultivando alimentos necessários para alimentar quatro pessoas por tempo indeterminado, o dióxido de carbono produzido pela tripulação simplesmente não é o suficiente para manter as plantas vivas – garante Sydney Do, um engenheiro espacial.
Ao adicionar mais pessoas à viagem, também não encontraríamos a solução, já que precisaríamos de maiores quantidades de alimento. Menos plantas poderiam ser cultivadas, porém os tripulantes sofreriam com a carência de importantes recursos naturais. A possível solução é o desenvolvimento de tecnologias que introduzam quantidades extras de gás carbônico, provindos da própria atmosfera de Marte. Mas infelizmente esse tipo de inovação está nos primeiros passos de desenvolvimento e deve demorar muito a se concretizar.
 Você pode sufocar ou até explodir.

 As plantas criadas em Marte não serviriam somente para alimentar os astronautas, mas também para renovar o oxigênio da colônia – uma alternativa muito mais inteligente do que mandar tanques de oxigênio daqui da Terra. Supostamente, plantas podem crescer em terreno marciano, mas não se sabe como elas se comportarão com a gravidade do planeta. Testes mais precisos precisam ser feitos para descobrir se a vegetação sobreviverá de fato.
O excesso de oxigênio não é algo positivo, já que em ambientes fechados ele pode gerar problemas sérios, como explosões involuntárias e até mesmo intoxicação por parte da tripulação. Por isso, determinadas quantidades de precisarão ser expelidas do habitat artificial. Para fazer isso, os astronautas precisarão dispor de máquinas que sejam capazes de separar o oxigênio dos outros gases. Isso já existe, porém jamais testamos o comportamento de tais mecânicas em um ambiente marciano.
Recentemente, a NASA propôs a Ecopoiesis em Marte. Esse termo traduz o processo de criação artificial de um ecossistema capaz de sustentar vida. Por exemplo, determinadas cianobactérias poderiam ser levadas da Terra a Marte, podendo se alimentar do terreno rochoso marciano para produzir oxigênio. Contudo, existem muitos pontos que precisam ser analisados em tal projeto, já que não sabemos as quantidades de dióxido de carbono que esses organismos precisariam para se reproduzir e sobreviver. 
 A gente pode nem chegar até lá !


Todos esses cenários listados só se tornam possíveis se nós realmente chegarmos ao distante Planeta Vermelho. A questão é que talvez os astronautas nem sobrevivam até chegar lá. Supondo que a nave funcione sem apresentar nenhum tipo de problema técnico que ponha os tripulantes em risco, há um quesito que simplesmente não pode ser evitado na imensidão do espaço: A radiação.

Para além da órbita da Terra que nós conhecemos, o espaço está repleto de raios radioativos que percorrem distâncias impressionantes e que são altamente energizados. Essas radiações ultrapassam as paredes da nave sem dificuldade e podem acarretar sérios problemas de saúde aos tripulantes. Por exemplo, estudos feitos com ratos que foram expostos a radiações mostram mudanças significativas no cérebro, eliminado diversas sinapses importantes que acarretavam em menos curiosidade e mais confusão com os sentidos.
Além disso, é claro, há a maior possibilidade de se desenvolver câncer (e muito mais rapidamente). Por exemplo, todos os astronautas da ISS são monitorados pela NASA durante a carreira. Eles não devem passar de 3% do risco de desenvolver risco de câncer devido à radiação espacial. Mas, como esses astronautas estão próximos do vasto campo magnético da Terra, os efeitos da radiação não são tão drásticos. Contudo, no meio do espaço não há nada para bloquear ou minimizar as radiações que chegam até você. Resultado: provavelmente todos chegariam a Marte já com certo grau de câncer !!
 Realmente é possível?


Agora que você já sabe todas as dificuldades tecnológicas, físicas e sustentáveis que devem ser enfrentadas para uma viagem interplanetária ser um sucesso, é um tanto difícil acreditar que tal missão possa um dia dar certo
A NASA sabe disso também e está estudando meios de tornar esse sonho plausível. Por exemplo, recentemente um novo concurso foi aberto pela agência espacial para receber ideias de apoio do público em geral (o Journey to Mars Challenge).
Nesse concurso, os participantes devem sugerir opções de abrigo inteligente, de alimentação sustentável, de comunicação, de exercícios em ambientes fechados, de interações sociais, entre outros quesitos que tragam conceitos inovadores e que possam ser utilizados pela NASA.
 O que sabemos é que existem dezenas de obstáculos que devem ser enfrentados e problemas resolvidos para que viagens desse porte sejam consideradas.
Se o Projeto Mars One realmente vai ocorrer, nós não sabemos dizer. Ele é ambicioso e extremamente arriscado. Contudo, é certo que, com os recursos tecnológicos de hoje, viajar a Marte com sucesso é algo quase impossível.
 Sem falar nos gastos, que envolvem bilhões e o apoio mútuo de diferentes países. Seja como for, há de chegar o dia em que os seres humanos pisem pela primeira vez em solo marciano e então comecem mais um processo de colonização. Só esperamos que esses afortunados cuidem melhor do Planeta Vermelho do que nós mesmos cuidamos da Terra.

As belas e inéditas fotos de Marte enviadas pela câmera HiRISE !

A câmera HiRISE já está na órbita de Marte faz quase uma década. E enviou mais imagens em alta resolução  para o Planeta Terra.
A HiRISE se encontra dentro do "Mars Reconnaissance Orbiter" e possui uma abertura telescópica de 0,5 metro
Isso significa que ela é a câmera mais poderosa já enviada para o espaço pela humanidade. Para você ter uma noção, ela é capaz de capturar em uma resolução máxima de 0,3 metro/pixel — e isso também permitiu que a NASA checasse os "passeios" dos rovers Curiosity e Opportunity em Marte, como notou o ArsTechnica.
De acordo com a NASA, o HiRISE já capturou quase 250 mil imagens de Marte, além de entregar quase 300 terabits de dados sobre o Planeta Vermelho. Ainda, a câmera pesa 62,4 kg e está comemorando 10 anos em órbita nesse mês — por isso, a NASA está divulgando 1 mil imagens novas de Marte.

 
 

 
 


 
 
Vale lembrar que a data estipulada para a humanidade chegar até Marte está chegando. A agência pretende pisar em solo marciano por volta de 2030, daqui 14 anos, no máximo.

sábado, 6 de agosto de 2016

O Catálogo do Kepler !

Um grupo de pesquisadores resolve mergulhar nos mais de 4000 exoplanetas já descobertos pela missão Kepler e ver quais deles são os mais parecidos com a Terra.
O resultado do trabalho deles foi que 216 exoplanetas descobertos pelo Kepler localizam-se dentro da chamada zona habitável da estrela, e desses 20 são os melhores candidatos para serem possivelmente exoplanetas rochosos e habitáveis como a Terra.
Como conclusões secundárias, a pesquisa mostrou que a distribuição dos exoplanetas dentro da zona habitável é a mesma que fora dela, uma evidência, segundo os pesquisadores, de que o universo está repleto de exoplanetas e luas onde a vida poderia existir.
Os pesquisadores primeiro tentaram definir bem a zona habitável, o que já é uma tarefa complicada, e fizeram uma interpretação conservatória e uma interpretação mais otimista da zona habitável, e depois separaram os exoplanetas pelo tamanho: planetas menores, planetas rochosos e planetas gigantes gasosos.
 Os gigantes gasosos foram incluídos na pesquisa, pois podem abrigar satélites onde a vida pode se desenvolver, como acontece no Sistema Solar, com as luas congeladas de Saturno e Júpiter.
Os 20 exoplanetas na categoria mais restritiva - superfície rochosa e numa zona habitável conservadora, são os mais parecidos com a Terra.
Estudar o Catálogo do Kepler de forma detalhada, não foi fácil, foram mais de 3 anos de trabalho e envolveu os pesquisadores mais proeminentes atualmente na área de exoplanetas, pesquisadores que carregam no currículo descoberta de centenas exoplanetas e com dezenas de artigos publicados.
Além da maioria dos pesquisadores envolvidos estarem trabalhando diretamente no desenvolvimentos do TESS e do James Webb.
E falando neles, são eles que poderão num futuro não muito distante, quem sabe, estudar em detalhes essa restrita lista de 20 exoplanetas e quem sabe assim descobrir a tão sonhada Terra 2.0. !

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Atividade na Atmosfera de Io !

Todo o sistema de Júpiter intriga os astrônomos aqui na Terra , e em todo o sistema, alguns satélites do gigante gasoso chamam mais a atenção do que outros.
O que dizer de Europa com seu provável oceano em subsuperfície onde muitos esperam encontrar vida, e o que falar de Ganimedes, o maior satélite do Sistema Solar.
Mas além desses, outro pequeno satélite chama muito a atenção de todos, Io, um mundo vulcânico, castigado por estar muito próximo de Júpiter, mas que também pode revelar surpresas.

Um novo estudo mostrou que o satélite Io de Júpiter, tem uma fina atmosfera que colapsa, quando o satélite está na sombra de Júpiter, condensando como gelo, esse estudo conclui que os eclipses diários que acontecem em Júpiter possuem efeitos congelantes em seus satélites.
Esse estudo marcou a primeira vez que esse fenômeno pôde ser observado diretamente, melhorando assim o nosso entendimento sobre um dos objetos mais geologicamente ativos do nosso Sistema Solar.
O estudo foi feito usando o telescópio de 8 metros Gemini Norte, no Havaí, através de um instrumento chamado Texas Echelon Cross Echelle Spectrograph, ou TEXES. 
Esse instrumento mede a atmosfera usando a radiação térmica e não a luz do Sol, e o Gemini tem a sensibilidade suficiente para registrar a assinatura da atmosfera de Io em colapso.
As observações foram feitas em duas noites do ano de 2013, quando o satélite Io estava a cerca de 675 milhões de quilômetros da Terra, em ambas as ocasiões pôde-se observar Io movendo-se na sombra de Júpiter por um período de cerca de 40 minutos antes e depois do início do eclipse.
A fina atmosfera de Io, consiste de dióxido de enxofre (SO2) que é emitido pelos vulcões, quando Io entra na sombra de Júpiter, a atmosfera colapsa enquanto o SO2 congela na superfície como gelo, quando o satélite sai da sombra, o gelo de SO2 é aquecido e sublima.
Assim, além de apresentar uma atividade geológica intensa, Io apresenta também uma atividade atmosférica frenética, já que ela é constantemente destruída e reparada de acordo com a dança do satélite ao redor do planeta.
 
texto: Sérgio Sacanni

Nasa vai explorar asteroide !

Nomeado como 101955 Bennu (designação provisória (101955) 1999 RQ36) é um asteroide Apollo descoberto pela LINEAR em 11 de setembro de 1999
O asteroide é o alvo planejado da missão OSIRIS-REx, que vai retornar à Terra com algumas amostras para um estudo aprofundado. Possui um grande potencial de atingir a Terra e está listado na Tabela de Risco Sentry.
Isso quer dizer que o diâmetro de aproximadamente 550 metros e é observado extensivamente com o radar planetário do Arecibo Observatory, e o Deep Space Network, Goldstone
Um recente estudo dinâmico feito por Andrea Milani e seus colaboradores localizaram uma série de oito impactos potenciais da Terra entre 2169 e 2199.
A probabilidade cumulativa de impacto depende das pouco conhecidas propriedades físicas do objeto, mas não é maior do que 0,07% para todos os oito encontros. 
Para avaliar com precisão, a probabilidade do 1999 RQ36 ter um impacto na Terra exigirá um modelo de forma pormenorizada do asteroide, além de observações adicionais (quer a partir do solo ou de naves para interceptar o objeto) para determinar a magnitude da aceleração Yarkovsky. 
   É possível que ele guarde o mistério da origem da humanidade. 
  O 1999 RQ36 foi considerado por muitas vezes como um alvo para missões com naves espaciais, incluindo o OSIRIS-REx, devido ao baixo Δv necessário para alcançar a órbita da Terra. 
A NASA anunciou em 25 de maio de 2011, que o OSIRIS-REx foi selecionado como parte do Programa Novas Fronteiras da Nasa. A nave está programada para lançamento ainda este ano, e deverá atingir o asteroide em 2019 e trazer amostras para a Terra em 2023.

Colisão de Galaxias By Hubble

O universo é um caldeirão borbulhante de matéria e energia que se misturaram por bilhões de anos para criar uma mistura de nascimento e de...