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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Estrela Bellatrix de Órion !


Bellatrix, uma estrela gigante azul que pode ser observada na constelação de Órion (ou Orionte). Vista a partir da Terra, esta é a terceira estrela mais brilhante da sua constelação. Bellatrix é também designada por Gamma Orionis. Sua idade é estimada em aproximadamente 20 milhões de anos.
A constelação de Órion tem diversos objetos celestes que despertam bastante interesse. É o caso das estrelas Rigel e Betelgeuse, das “Três Marias“, da nebulosa M42, entre outros. Bellatrix é mais uma estrela interessante da constelação de Órion.
Ela apresenta uma magnitude aparente de +1,64 sendo por isso bem visível a olho nu. Ela situa-se a aproximadamente 250 anos-luz de nós.
Esta é uma estrela gigante azul, e como tal trata-se de uma estrela quente. A temperatura da camada externa de Bellatrix ronda os 22.000 K. Para efeitos de comparação, a temperatura na superfície do nosso Sol ronda os 5.800K.

Comparação de tamanho entre Bellatrix (à esquerda), Beta Persei B (à direita) e o Sol (no centro).

Bellatrix é uma estrela bastante brilhante, possuindo uma luminosidade de aproximadamente 6.400 vezes superior à luminosidade do Sol.
 Esta estrela possui um raio de cerca de 6 vezes o raio do Sol, e uma massa equivalente a cerca de 8,4 vezes a massa solar.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Brasil vai lançar primeira missão à Lua em 2020 !

Em apenas quatro anos, o Brasil pode se tornar uma nação com capacidade de planejar e operar missões no espaço profundo. Mais especificamente, um nanossatélite que percorra a distância média de 384,4 mil quilômetros que separam a Terra de seu satélite natural.
É este o plano do projeto Garatéa-L, que será apresentado na noite desta terça-feira (29) na Escola de Engenharia de São Carlos da USP: enviar, pela primeira vez na história, uma sonda brasileira para sobrevoar a órbita lunar. Lá, ela deve coletar dados sobre a superfície e conduzir experimentos científicos pioneiros com micróbios, moléculas e até células humanas.


  “A ideia é nos beneficiarmos da recente revolução dos nanossatélites, mais conhecidos como cubesats, para colocar o país no mapa da exploração interplanetária”, afirma em comunicado o engenheiro espacial Lucas Fonseca, que trabalhou na Agência Espacial Europeia e colaborou com a épica missão Rosetta, aquela que em 2014 realizou um inédito pouso suave no cometa 67P.
  De volta ao Brasil em 2013, ele abriu a própria consultoria espacial, a Airvantis. Nos últimos anos, uniu esforços com pesquisadores das principais instituições brasileiras de pesquisa para desenhar o projeto batizado de Garatéa-L que, se bem sucedido, colocará o Brasil entre as poucas nações capazes de enviar missões para além da órbita terrestre.

 A primeira missão lunar brasileira está sendo desenvolvida em conjunto por cientistas dos principais institutos de pesquisa do país: do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), da USP, do LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), do Instituto Mauá de Tecnologia e da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).

Para vencer os desafios pela frente, que não são poucos, e arrecadar os necessários R$ 35 milhões, os pesquisadores já estão correndo atrás de órgãos de fomento à pesquisa e também de patrocinadores da iniciativa privada. “É um modelo novo de missão, com os olhos para o futuro, que pode trazer muitos benefícios para o país”, diz Fonseca.
O fato é que a espaçonave precisa estar pronta para voar até setembro de 2019 – ano simbólico em que o primeiro pouso do homem na Lua completa 50 anos. O nanossatélite pegará carona com um foguete indiano, o PSLV-C11, que já enviou com sucesso uma missão à Lua em 2008.
 O lançamento será em parceria com duas empresas britânicas, além das agências espaciais Europeia (ESA) e do Reino Unido. “É uma oportunidade única de trabalhar com os europeus num projeto que pode elevar as ambições do Brasil a um outro patamar”, diz Fonseca. Diversos cubesats além do brasileiro serão transportados à órbita lunar por uma nave, que transmitirá os dados coletados por pelo menos seis meses.

 A astrobiologia, área que estuda o surgimento e a evolução da vida no Universo, será um dos principais focos da missão Garatéa-L. O nanossatélite vai carregar experimentos com colônias de microrganismos vivos e moléculas de interesse como o DNA e estruturas de membranas, que serão expostas à radiação cósmica e ao vento solar ao longo dos meses.
Coordenado por Douglas Galante, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, e Fábio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, em São Paulo, o objetivo do experimento é investigar os efeitos do ambiente espacial interplanetário sobre diferentes formas de vida.
Iniciativas parecidas já foram conduzidas pelo grupo na estratosfera terrestre, através de balões meteorológicos. Ali, os raios ultravioleta do Sol são mais intensos, pois não sofrem a filtragem da camada de ozônio. Ainda assim, nem se comparam com a hostilidade do espaço profundo.
 
“A busca por vida fora da Terra necessariamente passa por entender como ela pode lidar – e eventualmente sobreviver – a ambientes de muito estresse, como é o caso da órbita lunar”, diz Galante. “O conhecimento obtido com a missão sem dúvida ajudará a compor esse difícil quebra-cabeça.” Os estudos são tão importantes na missão que renderam-lhe o próprio nome: Garatéa, em tupi-guarani, quer dizer “busca vidas”. A letra L faz referência ao destino “Lunar”.
Outro instrumento vai medir os níveis de radiação: pode gerar resultados relevantes para outros países que estão planejando enviar missões tripuladas à Lua. O experimento com amostras de células humanas, coordenado por Thais Russomanno, do Centro de Pesquisa em Microgravidade (MicroG) da PUC-RS, tem o mesmo potencial.

 
Ele vai verificar os efeitos da radioatividade extrema do espaço profundo, distante do campo magnético terrestre e de seu escudo protetor. É essencial investigar as possíveis consequências daquele ambiente no organismo de astronautas – a presença humana na Lua, em Marte ou em outros destinos do Sistema Solar depende disso.
A Garatéa-L também fará estudos da superfície lunar. A órbita polar da sonda vai permitir a coleta de imagens da região da chamada bacia Aitken, que fica no lado escuro da Lua e, portanto, é de grande interesse para os cientistas.
O diferencial da câmera é que ela abrange diversas regiões do espectro da luz, tecnologia desenvolvida pela equipe do INPE. Como frisa Fonseca, os impactos serão profundos na capacitação de nossa comunidade científica. Mas não para por aí. “Isso sem falar no impacto educacional de inspirar uma nova geração a olhar para o céu e acreditar que nada é realmente impossível, se você tem foco e dedicação.”

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Estrela HD 164595, apenas mais um sinal ?

Afinal de contas, será que existe algum tipo de vida extraterrestre? Por enquanto, é impossível responder a essa pergunta, mas há um fato do qual pouca gente se deu conta até agora: mesmo que exista algum tipo de civilização lá fora, bem longe daqui, ela não escaparia das leis da física.

  Esse sinal foi proveniente da estrela HD164595, uma estrela que tem 0.99 da massa solar, está localizada a 94 anos-luz de distância da Terra, ou 900 trilhões de km aproximadamente, tem uma idade estimada de 6.3 bilhões de anos e possui no mínimo um exoplaneta ao seu redor, o HD 164595 b, que tem um tamanho similar a Netuno e orbita a estrela a cada 40 dias. Situa-se na constelação de Hércules. E foi detectado pelo observatório Ratan 600 da Rússia.

O que chamou a atenção de todos nesse sinal é que ele é 4.5 vezes mais intenso do que a média dos sinais registrados para essa estrela.
Se ele for um feixe isotrópico ele deve ser emitido por uma civilização Kardashev do Tipo II.
E se for um sinal restrito, focado no nosso Sistema Solar, deve ser de uma Civilização Kardashev do Tipo I.
Não tem ideia do que seja essa civilização Kardashev? Aqui vai um pequeno parênteses.
A escala Kardashev foi criada em 1964 pelo astrofísico russo Nikolai Kardashev para classificar o avanço tecnológico de possíveis civilizações no universo.
A classificação é totalmente baseada na quantidade de energia que uma civilização é capaz de explorar e utilizar.

Essas detecções e o trabalho escrito pelos pesquisadores será apresentado durante uma reunião do SETI que irá acontecer durante o 67º Congresso Internacional de Astronáutica que acontecerá no final de Setembro em Guadalajara no México.
O que o SETI diz sobre tudo isso?
Em um comunicado na página do projeto SETI, o projeto fundado por Frank Drake e Carl Sagan para buscar sinais de vidas extraterrestres no universo através de grandes radiotelescópios, é dito o seguinte:

''Muitos já sabem do sinal recebido da estrela HD 164595, que está sendo considerado um sinal do SETI.
Primeiro ponto, somente em 1 das 39 passagens pela estrela é que esse sinal foi registrado, um sinal 4.5 vezes maior do que o ruído de fundo.
E por tudo isso, é um sinal que é relativamente desinteressante para o SETI.
E ele termina dizendo.
Não é a primeira vez que passamos por isso, e nós sabemos muito bem como trabalhar nessa situação.''
O que é esse sinal? Ruído, sinal natural de alguma fonte cósmica, satélite na frente do telescópio, ou uma civilização tentando fazer contato?
Em breve certamente teremos mais notícias sobre isso, mas eu, particularmente, fico com o pessoal do SETI, não deve ser nada tão assombroso. Muito embora se não é possível comprovar a descoberta, também é até o momento, impossível desmenti-la.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Depósito de Gelo em Marte.

Quando você pensa em reservatório de água em Marte, intuitivamente deve vir à cabeça as calotas polares do Planeta Vermelho. Isso é fácil de perceber, porque é visível, está na superfície. Só lembre-se que toda essa água está congelada.
Porém, a sonda MRO mostrou que em latitudes intermediárias também existe muita água.

A sonda sobrevoou algumas vezes a região de Utopia Planitia, e usando um equipamento semelhante a um GPR, um instrumento de radar, capaz de penetrar na superfície do objeto e mostrar as camadas e as propriedades da subsuperfície, mostrou que existe um depósito com uma espessura variando de 80 a 170 metros composto de 50 a 85% de gelo de água misturado com poeira e partículas de rochas maiores.
Nessa latitude intermediária, a água não pode existir na superfície de Marte atualmente, devido à fina e seca atmosfera do planeta, ela sublima imediatamente.
O depósito de Utopia Planitia está protegido por um solo com espessura de 10 metros.
Provavelmente esse depósito se formou com o acúmulo de neve quando o eixo de Marte era mais inclinado do que hoje, nos últimos 120 mil anos, o eixo de Marte variou muito, os polos foram aquecidos, e o gelo derivou para as latitudes intermediárias.
Esse depósito de gelo é muito mais acessível que os depósitos nos polos, ele localiza-se numa área plana, onde eventualmente poderia pousar um foguete e os astronautas poderiam explorar esse gelo enterrado.
Como eu já falei, mas é bom lembrar, essa água está toda congelada, caso estivesse no estado líquido, ela poderia ser um lugar para que a vida possivelmente se desenvolvesse.
Não é por acaso que a sonda Viking 2 pousou em Utopia Planitia, não na mesma posição onde foram adquiridos os dados da MRO.
Na Terra existe um lugar parecido com esse, localizado no Ártico do Canadá, e isso é importante, pois quando temos análogos podemos avançar no nosso entendimento do que acontece em outro planeta.
Esse grande volume de gelo identificado é muito importante, pois é possível entender sobre a história marciana e identificar possíveis fontes para um uso futuro, além de podermos entender também como o clima evoluiu em Marte.

sábado, 19 de novembro de 2016

Um Oceano em Plutão !

Já foi publicada outra matéria aqui falando da provável existência de um oceano na subsuperfície de Plutão. E desde então, as evidências só veem aumentando.
A ideia dos pesquisadores analisando os dados da New Horizons, é que abaixo da Sputnik Planitia, exista um oceano, mas esse oceano não é líquido, ele é mais viscoso, lembra a consistência de um refrigerante semi congelado.
Mas aí, você se pergunta, para que exista esse material viscoso em Plutão, seria necessário um tipo de calor, e Plutão não tem força de maré como as luas congeladas de Júpiter e Saturno para manter o interior derretido, então como pode isso?
O calor de Plutão é gerado pelo decaimento radioativo na parte rochosa do interior do planeta anão.
E ainda deve existir amônia misturada com a água, onde a amônia funciona como um agente anti-congelante.

Esse oceano de Plutão seria também o responsável pelas fraturas existentes na superfície do objeto, ou seja, mais uma evidência para a presença desse oceano.
Outra evidência para a presença de um oceano abaixo da Sputnik Planitia, nasce do fato da feição estar sempre apontando para o lado oposto de Caronte.
Para que isso aconteça, provavelmente deve existir uma massa abaixo planície, e de acordo com os modelos feitos, a ideia é que essa massa extra venha do oceano.

Outra evidência para que o oceano de Plutão não se congele está no fato de como já foi mostrado em outros estudos, o nitrogênio líquido não pode se congelar, pois é esse nitrogênio que vai moldando a superfície do objeto, então deve haver algum ponto de calor ali que mantenha o oceano derretido.
Os cientistas continuam a analisar os dados da sonda New Horizons, e sempre que existir algum estudo novo trarei aqui no canal para vocês.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Aldebaran, o Futuro do Nosso Sol.

Aldebaran ou Aldebarã é a estrela alfa da constelação de Touro, e a estrela mais brilhante desta constelação. 
Vista da Terra, Aldebaran é uma estrela brilhante possuindo uma magnitude aparente média de cerca de +0,86, sendo esta uma estrela ligeiramente variável, ou seja, seu brilho varia ligeiramente ao longo do tempo. Já a sua magnitude absoluta é de cerca de -0,63
O nome “Aldebaran” vem de uma palavra árabe que significa “aquele que segue”, pois no seu movimento aparente no céu noturno, parece seguir o enxame estelar aberto das Plêiades.
Aldebaran, vista da Terra, apresenta-se sobreposta ao enxame estelar aberto das Híades, porém não está relacionado com ele, sendo apenas fruto da perspetiva.
Ela é uma estrela Gigante vermelha situada a cerca de 65 anos-luz de nós, seu diâmetro é cerca de 45 vezes o diâmetro do Sol. A temperatura na superfície desta estrela é de cerca de 4.000 K, ou seja,  3.600 C° o que lhe faz  uma estrela relativamente fria em relação ao nosso sol. 
 Ao olharmos para Aldebaran, estamos vendo o futuro do nosso Sol, pois ela se encontra no estado evolutivo mais avançado, que só será alcançado pelo nosso sol, daqui a bilhões de anos. O hidrogênio no núcleo  de Aldebaran já foi todo consumido nas reações nucleares que faz uma estrela brilhar, ao acontecer isto, ela passou por uma transformação, aumentando muito o seu tamanho apesar de ter 50% mais massa que o Sol o diâmetro de Aldebaran é 40 vezes maior. O equivalente ao tamanho da órbita do Planeta Mercúrio.
Aldebaran é uma das estrelas mais bonitas no céu.
Aldebaran tem como companheira uma Anã vermelha, de difícil observação dada a sua fraca magnitude, +13. Para além da anã vermelha, poderá existir ainda um outro elemento podendo este ser um planeta, porém tal não foi confirmado e esse suposto elemento poderá não existir.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Satélites de Saturno, Prometeu.

Prometeu é um satélite natural (lua) do planeta Saturno. A descoberta do satélite Prometeu foi realizada em 1980 através da análise de fotos obtidas pela sonda espacial Voyager 1, depois desta sonda ter chegado ao planeta Saturno.
Prometeu é um corpo celeste com uma forma bastante alongada. O diâmetro deste satélite do planeta Saturno é de aproximadamente 136 km x 79 km x 59 km.
Prometeu orbita a uma distância média de aproximadamente 139.380 km de Saturno, possuindo uma excentricidade muito baixa (quase circular). Esta lua de Saturno demora 0,613 dias terrestres a completar uma volta ao redor do planeta, que corresponde ao mesmo tempo que demora a completar uma volta sobre si próprio, possuindo portanto uma rotação sincronizada.
A superfície de Prometeu é caracterizada por cumes, vales, diversas crateras algumas das quais com mais de 20 km de diâmetro.
A sonda espacial Cassini que chegou a Saturno para estudar este planeta e seus satélites, foi fundamental para o nosso conhecimento atual desta pequena lua do planeta Saturno.

Satélites de Saturno, Titã.

Titã, o maior satélite natural do planeta Saturno e o segundo maior satélite natural de todos os planetas do Sistema Solar. Titã foi descoberto em 1655 pelo astrônomo holandês Christiaan Huygens, sendo esta a primeira lua (ou satélite) de Saturno a ser descoberta. Desde essa época já aprendemos bem mais sobre esta lua, muito devido às missões espaciais que a visitaram.
Titã tem um diâmetro equatorial de 5150 km. De todos os satélites existentes no Sistema Solar, apenas Ganimedes, satélite do planeta Júpiter, é maior que Titã. Titã é mesmo maior que o planeta Mercúrio.
Titã orbita a uma distância média aproximada de 1.220.000 km do planeta Saturno e demora quase 16 dias terrestres a completar uma volta ao redor do planeta, que corresponde ao mesmo tempo que leva a completar uma volta sobre si próprio. Isto faz com que Titã tenha sempre o mesmo lado voltado para Saturno.
Este satélite de Saturno é o único satélite de todo o Sistema Solar que se sabe possuir uma atmosfera densa. A pressão atmosférica na superfície Titã é cerca de uma vez e meia a pressão atmosférica do nosso planeta Terra. A atmosfera desta lua de Saturno é constituída em mais de 90% por azoto, e em menor quantidade por hidrocarbonetos, tais como metano, etano, entre outros. Pensa-se que ocorrem chuvas de metano em Titã, num ciclo equivalente ao ciclo da água na Terra. A atmosfera de Titã possui uma neblina que impede a observação da sua superfície a partir do exterior.

Em 2004 a sonda Cassini-Huygens, uma missão espacial da ESA e da NASA e também da Agência Espacial Italiana, chegou ao sistema do planeta Saturno. Esta missão incluía a Cassini orbiter e a sonda de pouso Huygens. A sonda Huygens pousou na superfície de Titã em 14 de Janeiro de 2005, revelando alguns dos segredos deste satélite de Saturno. Para além da sonda Huygens, a Cassini orbiter, que ficou em órbita ao redor de Saturno, transmitiu-nos informações sobre a superfície de Titã utilizando vários instrumentos, como por exemplo um radar, entre outros instrumentos.

A superfície de Titã apresenta poucas crateras, indiciando que se trata de uma superfície relativamente recente. A superfície é relativamente plana, ainda que também existam montanhas que ultrapassam 1 km de altura. Porém, o mais notável na superfície de Titã é a existência de lagos de hidrocarbonetos. Antes da chegada desta missão espacial já se suspeitava da sua existência, mas era apenas uma hipótese. A missão Cassini-Huygens veio confirmar as suspeitas. Titã e o planeta Terra são atualmente os únicos objetos do Sistema Solar onde se sabe existir lagos na superfície, ainda que na Terra os lagos sejam de água e em Titã os lagos sejam de hidrocarbonetos.
A densidade desta lua de Saturno é de 1,88 g/cm3.
Para além da sonda Cassini-Huygens, várias foram as sondas que passaram por Titã, nomeadamente: Pioneer 11, Voyager 1 e Voyager 2.

Satélites de Saturno, Tétis.

Tétis é o quinto maior satélite natural (lua) do planeta Saturno. De salientar que atualmente sabemos da existência de mais de 60 satélites de Saturno. Tétis foi descoberto no ano de 1684 pelo astrônomo italiano Giovanni Cassini. Durante vários séculos pouco soubemos sobre este satélite de Saturno, porém com o surgimento da exploração espacial, várias sondas visitaram Saturno e seus satélites, sendo que isso nos permitiu recolher muitas informações sobre Tétis.
O diâmetro de Tétis ronda os 1066 km, sendo este um satélite de Saturno de tamanho médio. Este satélite orbita a uma distância média de aproximadamente 294.660 km do planeta Saturno.
Tétis demora 1,89 dias terrestres a completar uma volta ao redor do planeta Saturno, que corresponde ao mesmo tempo que Tétis leva a completar uma volta ao redor de si próprio. Este satélite de Saturno tem, portanto, uma rotação sincronizada, tal como acontece com a maior parte dos satélites dos planetas do Sistema Solar. Como consequência disso, Tétis tem sempre a mesma “face” voltada para Saturno.
Na mesma órbita de Tétis seguem também outros dois pequenos satélites de Saturno: Telesto e Calipso. Telesto está cerca de 60º à frente de Tétis, enquanto que Calipso está cerca de 60º atrás.
A densidade de Tétis é de 0,98 g/m3, uma densidade relativamente baixa, indiciando que este satélite de Saturno é essencialmente constituído por gelo de água misturada com uma pequena fração de material rochoso.
A superfície de Tétis apresenta um número significativo de crateras, a maior das quais tem por nome Odysseus. Esta cratera tem um diâmetro na ordem dos 450 km.
Esta lua de Saturno já foi visitada por várias sondas espaciais que nos enviaram muitos dados sobre este objeto celeste. As sondas que já passaram pelas proximidades de Tétis foram: Pioneer 11, Voyager 1, Voyager 2 e a Cassini.

Satélites de Saturno, Dione .

Dione é o quarto maior satélite natural (lua) do planeta Saturno. Dione foi descoberto em 1684 pelo astrônomo italiano Giovanni Cassini. Porém, só com a passagem de sondas espaciais pelo sistema do planeta Saturno é que ficamos a conhecer com mais pormenores as principais características deste satélite.
Dione tem um diâmetro aproximado de 1123 km, e orbita a uma distância média de 377.400 km do planeta Saturno.
Dione completa uma volta ao redor de Saturno (translação) em 2,73 dias terrestres, o mesmo tempo que demora a completar uma volta sobre si próprio (rotação). Trata-se portanto de uma rotação sincronizada. Assim Dione tem sempre a mesma “face” voltada para o planeta Saturno, situação que ocorre na maioria dos satélites no Sistema Solar.

No seu movimento ao redor do planeta Saturno, Dione é “acompanhado” por dois outros pequenos satélites de Saturno, nomeadamente Helene que orbita 60 graus à frente de Dione, e Polideuces que orbita 60 graus atrás de Dione.
A superfície de Dione possui características diversas, nomeadamente regiões ricas em crateras, algumas de dimensões consideráveis (até 100 km de diâmetro), outras regiões que são planícies com menos crateras. Na sua superfície existem ainda fraturas que se estendem por dezenas e até mesmo centenas de km.
Dione é um satélite constituído essencialmente por água no estado de gelo, e também por matéria rochosa. Sua densidade é de 1,48 g/cm3.
Este satélite já foi visitado por várias sondas espaciais, nomeadamente Voyager 1, Voyager 2 e Cassini. Muito daquilo que sabemos sobre esta lua de Saturno foram obtidas por intermédio destas missões espaciais.

Satélites de Saturno, Japeto.

Japeto (por vezes chamado de Iapetus) é o terceiro maior satélite natural (lua) do planeta Saturno. Este satélite foi descoberto pelo astrônomo Giovanni Cassini em 1671. Porém, só com a chegada das sondas espaciais ao sistema de Saturno é que ficamos a conhecer mais sobre esta lua. Um dos aspetos que torna Japeto conhecido tem a ver com a diferença de coloração da sua superfície, que assim possui um hemisfério muito claro que contrasta com um hemisfério muito escuro.
Japeto tem um diâmetro de aproximadamente 1470 km, e orbita a uma distância média de cerca de 3.560.000 km do planeta Saturno. Jápeto demora cerca de 79,3 dias terrestres a completar uma volta ao redor de Saturno, correspondendo ao mesmo tempo que demora a completar uma volta sobre si próprio, tratando-se assim de uma rotação sincronizada. Em consequência disso, Japeto tem sempre o mesmo lado voltado para Saturno, tal como acontece com a nossa Lua em relação à Terra. Aliás, essa situação acontece com a maior parte dos satélites que orbitam os planetas do Sistema Solar.
A curiosa diferença de coloração de Japeto foi deduzida logo por Cassini, o astrônomo que descobriu esta lua de Saturno, pois constatou que conseguia ver Jápeto quando este estava a Oeste do planeta Saturno e que não conseguia ver quando estava a Este do planeta. Cassini chegou à conclusão que a rotação de Jápeto era sincronizada e que esta lua possuía um hemisfério escuro e outro hemisfério claro. Esta dedução de Cassini estava correta, tendo sido mais tarde confirmada com telescópios de melhor qualidade.

A região escura de Japeto é chamada de Cassini Regio, enquanto que a clara é chamada de Roncevaux Terra. O motivo desta diferença de coloração ainda não está completamente explicada, mas existem vários modelos que tentam solucionar esta questão.
De salientar que a superfície de Japeto possui um grande número de crateras, tanto na região escura como na região clara.
Uma outra característica notável de Jápeto é a existência de uma espécie de “crista” próximo ao equador, tratando-se de uma cadeia montanhosa que chega a ter mais de 10 km de altura, 20 km de largura e se estende por 1.300 km na região escura de Jápeto.
ste satélite de Saturno é constituído essencialmente por gelo com algum material rochoso. A densidade de Japeto é de aproximadamente 1,08 g/com3, ligeiramente superior à densidade da água.
Japeto já foi visitado por várias sondas espaciais, nomeadamente: Voyager 1, Voyager 2 e Cassini.

Satélites de Saturno, Reia.

Reia é o segundo maior satélite natural (lua) do planeta Saturno. O satélite Reia foi descoberto em 1672 pelo astrônomo italiano Giovanni Cassini. Porém muito daquilo que sabemos hoje sobre este satélite de Saturno foi obtido por intermédio das sondas espaciais Voyager 1, Voyager 2 e Cassini.
Reia possui um diâmetro de 1528 km (menos de um terço do diâmetro de Titã, maior satélite do planeta Saturno). Ele orbita a uma distância média aproximada de 527.000 km do planeta Saturno. Este satélite demora cerca de 4,52 dias terrestres a completar uma volta ao redor de Saturno, que corresponde ao mesmo tempo que leva a completar uma rotação sobre si próprio. Trata-se portanto de uma rotação sincronizada, característica comum à maioria dos satélites dos planetas do Sistema Solar. Como tal, Reia apresenta sempre o mesmo lado voltado para Saturno.
Reia possui uma atmosfera muito ténue, sendo constituída por oxigênio e dióxido de carbono. Reia é um corpo celeste gelado, composto em parte por água no estado de gelo. Esta lua de Saturno apresenta temperaturas muito baixas. A temperatura pode variar entre aproximadamente -174 ºC no lado voltado para o Sol, e -220 ºC no lado da sombra.

Satélites de Saturno, Encélado.

Encélado, o sexto maior satélite natural do planeta Saturno. Encélado foi descoberto em 1789 pelo astrônomo William Herschel. Pouco se sabia sobre esta lua do planeta Saturno até à passagem das sondas Voyager 1 e Voyager 2 na década de 1980. Mais tarde, em 2004, a sonda espacial Cassini chegou ao sistema de Saturno numa missão que deverá de durar até 2017. Essa sonda acabou por revelar mais sobre este interessante corpo celeste
Encélado tem um diâmetro aproximado de 500 km, cerca de um décimo do tamanho da maior lua de Saturno, Titã.

Encélado orbita a uma distância média aproximada de 238.000 km do centro planeta Saturno, e a cerca de 180.000 km do topos das nuvens de Saturno.
Encélado completa uma órbita ao redor do planeta Saturno em 1,37 dias terrestres, o mesmo tempo que leva a completar uma volta sobre si próprio, tratando-se assim de uma rotação sincronizada. Como consequência disso, esta lua de Saturno tem sempre a mesma “face” voltada para o planeta, situação essa que ocorre com a maioria dos satélites dos planetas no Sistema Solar.
A superfície de Encélado é constituída por diferentes tipos de terrenos, tais como crateras, fissuras, terrenos enrugados, regiões lisas sem crateras, entre outros. Porém, uma das características mais notáveis que podemos observar em Encélado é a existência de gêiseres.
Mais de 100 gêiseres foram observados em Encélado. Esses gêiseres libertam jatos de vapor de água e de gelo, denunciando a provável existência de um oceano de água no interior desta pequena lua de Saturno. Não sabemos ainda se esse suposto oceano dentro de Encelado é global ou se é regional, sendo neste último caso mais uma espécie de “lago” na região sul desta pequena lua do planeta Saturno. Uma parte da água libertada pelos gêiseres acaba por cair na superfície de Encélado em forma de “neve”, outra parte escapa-se do satélite. Acredita-se que existe uma relação entre essa água expelida pelos gêiseres e o anel de Saturno designado pela letra E.

Satélites de Saturno, Mimas.

Mimas é um satélite natural (lua) do planeta Saturno. Mimas foi descoberto em 1789 por William Herschel, o notável astrônomo que ficou mais conhecido por ter descoberto o planeta Urano.
O diâmetro médio de Mimas é cerca de 396 km.
Mimas orbita a uma distância média de aproximadamente 185.520 km do planeta Saturno e demora 22 horas e 37 minutos a completar uma volta ao redor do planeta. Este é o mesmo tempo que Mimas demora a completar uma volta sobre si próprio, tratando-se portanto de uma rotação sincronizada. Este aspecto faz com que Mimas tenha sempre a mesma face voltada para o planeta Saturno.
A superfície de Mimas é dominada por inúmeras crateras, sendo a maior delas a cratera de impacto chamada de Herschel, em homenagem ao astrônomo que descobriu este satélite de Saturno. A cratera Herschel possui um diâmetro na ordem dos 130 km.
Mimas possui uma densidade baixa, aproximadamente 1,2 g/cm3, estimando-se que esta lua de Saturno seja constituída essencialmente por água gelada com uma pequena quantidade de rocha.
Mimas já foi observado através de várias sondas espaciais, nomeadamente a Voyager 1, a Voyager 2, e mais recentemente a sonda Cassini. Antes da passagem das sondas, este satélite de Saturno era pouco mais que um ponto visto através dos maiores telescópios da época, porém depois ficamos a conhecer muito mais sobre este corpo celeste.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Telescópio James Webb.

O telescópio tem esse nome em homenagem a James Webb que foi o segundo administrador na história da NASA além de ter sido líder de muitos projetos espaciais da NASA.
O James Webb tem uma altura equivalente a um prédio de 3 andares, e é do tamanho de uma quadra de tênis, com essas dimensões ele será o maior telescópio já lançado no espaço.
Ele será 100 vezes mais poderoso que o Hubble. Embora não sejam iguais, pois o James Webb irá operar basicamente no infravermelho, ele irá complementar o trabalho do Hubble até 2021 e depois será seu sucessor.
Ele é tão grande que para ser lançado ao espaço e caber na coifa do foguete que o lançará que tem somente 5.5 metros de largura, precisará ser dobrado.
Os espelhos do James Webb são cobertos por uma fina camada de ouro que tem cerca de 1000 átomos de espessura, tudo isso para otimizar a refletividade no infravermelho.
Será lançado da Guiana Francesa, em Outubro de 2018 a bordo de um foguete Ariane da Agência Espacial Europeia. A Guiana é um lugar bom para lançar foguetes, pois está perto do equador e isso dará ao foguete um empurrão extra.

O James Webb ficará numa órbita a 1.5 milhão de quilômetros da Terra, no chamado ponto de lagrange L2, onde o telescópio irá operar a uma temperatura de -234 graus Celsius.
Ele irá observar o universo no infravermelho, com detalhes sem precedentes na história da astronomia, irá observar as primeiras galáxias do universo, estudará exoplanetas e tentará responder a questões importantes para a astronomia sobre a matéria e energia escura.
O seu escudo de calor composto por 5 camadas tem um fator de proteção solar de 1 milhão.
O James Webb é uma parceria internacional, da NASA, ESA e da Agência Espacial Canadense. Mas cientistas do mundo inteiro poderão usar a sua incrível tecnologia para desvendar os mistérios do universo.
A cada polegada extra de abertura, a cada segundo adicional de tempo de observação, a cada átomo que causa interferência atmosférica que você remove do campo de visão de seu telescópio, te torna capaz de ver o Universo melhor, mais profunda e claramente. Quando o Telescópio Espacial Hubble começou a operar em 1990, marcou o início de uma nova era na astronomia: o da astronomia observada diretamente do espaço. Já não precisamos lutar com a atmosfera; já não nos preocupamos com nuvens; a cintilação eletromagnética não é mais um problema. Tudo o que precisamos fazer é apontar nosso telescópio para o alvo, estabilizá-lo, e coletar fótons. Nos 25 anos seguintes, começamos a cobrir todo o espectro eletromagnético com nossos observatórios espaciais, obtendo nosso primeiro verdadeiro vislumbre de como o Universo realmente se parece em cada comprimento de onda da luz.

Nosso conhecimento aumentou assim como nossa compreensão sofisticada do desconhecido. Quanto mais olhamos para longe no Universo, mais para trás no tempo olhamos: a quantidade finita de tempo desde o Big Bang, juntamente com a velocidade da luz finita garante que existe um limite para o que podemos ver. Além disso, a expansão do próprio espaço atua contra nós, esticando o comprimento de onda da luz emitida pelas estrelas na medida em que ela viaja através do universo em relação aos nossos olhos. Até mesmo o telescópio espacial Hubble, que nos deu a imagem mais profunda e mais espetacular do Universo, é limitado.

O Hubble é um incrível equipamento, mas é fundamentalmente limitado de várias maneiras:

Tem apenas 2,4 metros de diâmetro, o que limita seu poder de resolução quanto mais longe olhamos no espaço.
Apesar de ser revestido de materiais refletores, ele passa todo o seu tempo na luz solar direta, que o aquece. Isto significa que o calor não permite observar comprimentos de onda de luz maiores que cerca de 1,6 micrômetros, devido aos efeitos térmicos.
E a combinação dessas limitações permite que ela veja “apenas” galáxias que têm cerca de 500 milhões de anos.

Essas galáxias são bonitas, distantes e são de quando o Universo tinha apenas cerca de 4% de sua idade atual. Mas sabemos que as estrelas e galáxias existem desde muito antes.

Se quisermos vê-las, precisamos de maior sensibilidade. E isso significa observar comprimentos de onda mais longos, a temperaturas mais baixas e com um telescópio maior do que o Hubble, tudo isso do espaço. Essa é a maneira de conseguirmos. E é por isso que estamos construindo o Telescópio Espacial James Webb.
O Telescópio Espacial James Webb (JWST) foi projetado para superar exatamente essas limitações: com um diâmetro da área de captação de luz de 6,5 metros (coletando 7 vezes mais luz que o Hubble), a capacidade de fazer espectroscopia de altíssima resolução entre 600 nanômetros e 6 mícrons (cerca de 4 vezes o comprimento de onda que o Hubble consegue detectar), a capacidade de fazer que instrumentos para infravermelho médio funcione com mais sensibilidade que nunca, e tudo isso abaixo da temperatura de Plutão para manter a temperatura do infravermelho a -266°C, o JWST deve ser capaz de fazer o que nenhum outro foi capaz.
Em especial, isto significa:
  • Observar as primeiras galáxias que surgiram;
  • Ver através do gás neutro e sondar as primeiras estrelas e a reionização do Universo;
  • Fazer análise espectroscópica das primeiras estrelas (População III) formadas após o Big Bang;
E, possivelmente, algumas surpresas incríveis, como descobrir como os primeiros buracos negros supermassivos e quasares se formaram no Universo.

A ciência que iremos aprender com o JWST é diferente de qualquer outra coisa que já aprendemos, e é por isso que ele foi escolhido como o carro-chefe das missões da NASA desta década.
Do ponto de vista técnico, o JWST é uma obra incrível de trabalho.

Planeta Mercúrio.

Planeta Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol e o mais pequeno do Sistema Solar. Um pequeno mundo com uma enorme variação de temperatura. De observação difícil a partir da Terra, este planeta começou a desvendar os seus segredos graças às sondas espaciais Mariner 10 e Messenger. Neste artigo vamos explorar o planeta Mercúrio e ver suas principais características.

O planeta Mercúrio está a uma distância média de 57,9 milhões de km do Sol, sendo portanto o planeta mais próximo do “astro-rei”. Sua distância em relação ao Sol varia entre os 46 milhões de km (periélio) e 69,8 milhões de km (afélio). Sua órbita carateriza-se por ser a mais excêntrica dos planetas do Sistema Solar. Entende-se por “excentricidade orbital” ao afastamento de uma órbita em relação a uma órbita perfeitamente circular. O valor da excentricidade pode variar entre 0 e 1, sendo que 0 trata-se de uma trajetória circular, se for superior a 0 e inferior a 1 trata-se de uma trajetória elíptica, se for 1 trata-se de uma trajetória parabólica. No caso de Mercúrio, a sua órbita assume o valor de 0,2056. Em termos de comparação, o planeta Terra tem uma excentricidade orbital de 0,0167.
Mercúrio é também o planeta mais rápido do Sistema Solar, viajando a uma velocidade média de 47,87 km/s ao redor do Sol. Quanto mais próximo está um planeta em relação à sua estrela, maior terá de ser a velocidade do planeta, pois a força da gravidade da estrela faz-se sentir de forma mais intensa.
Este é o mais pequeno dos planetas do Sistema Solar. No equador o seu diâmetro é de cerca de 4880 km. Mercúrio ganhou o título de planeta mais pequeno do Sistema Solar em 2006, quando Plutão deixou de ser considerado planeta, passando a ser classificado como planeta anão. Até então era Plutão considerado como o mais pequeno.

Mercúrio é um planeta telúrico, isto é, um planeta rochoso tal como a Terra. Sua superfície é muito semelhante à superfície lunar. A geologia de Mercúrio é constituída por crateras e planícies de lava, apesar de não ter atualmente atividade vulcânica. Em Mercúrio situa-se uma das grandes crateras encontradas no Sistema Solar: trata-se da bacia Caloris, também conhecida por Caloris Planitia com cerca de 1550 km de diâmetro.

A temperatura do planeta Mercúrio varia entre um máximo de cerca de 427 °C e um mínimo de cerca -173 °C. Esta enorme variação de temperatura é devida à quase inexistência de atmosfera e com a diferença de temperaturas entre as regiões junto ao equador em relação às regiões dos polos.
Existe uma peculiar relação entre o período de rotação de Mercúrio (o tempo que o planeta leva a dar uma volta sobre si próprio, também chamado de dia sideral) e o período de translação de Mercúrio (o tempo que o planeta demora a dar uma volta ao Sol). Mercúrio demora cerca de 58,65 dias terrestres a dar uma volta sobre si próprio (rotação), o que corresponde a dois terços do tempo que demora a dar uma volta ao Sol (translação) que é de 87,97 dias terrestres. Estes dois períodos sincronizados fazem com no planeta Mercúrio o dia solar (tempo médio que o Sol demora entre duas passagens consecutivas pelo mesmo meridiano) seja de 176 dias terrestres, que corresponde ao tempo que este planeta demora a efetuar 2 translações (voltas ao Sol).

Este planeta sempre foi de observação difícil a partir da Terra. Apesar de ser um dos cinco planetas visíveis à vista desarmada, Mercúrio está muito próximo do Sol, sendo que apenas pode ser visto durante pouco tempo depois do Sol se pôr ou então pouco tempo antes do Sol nascer. Mesmo com os telescópios profissionais, Mercúrio não revela muito de suas características. Devido à proximidade de Mercúrio em relação ao Sol, o telescópio espacial Hubble não pode ser apontado a este planeta.
Muito daquilo que conhecemos sobre Mercúrio deve-se à sonda Mariner 10 e à sonda Messenger. A sonda Mariner 10 aproximou-se de Mercúrio em 3 ocasiões diferentes entre Março de 1974 e Março de 1975, tirando fotos deste planeta que cobriram cerca de 45% da sua superfície. Mais recentemente, em 2008, chegou a Mercúrio a sonda espacial Messenger lançada pela NASA em 3 de Agosto de 2004.

O planeta Mercúrio não possui nenhum satélite natural conhecido. Para além de Mercúrio, existe apenas mais um planeta que não possui satélites. Trata-se do planeta Vénus.

Planeta Saturno.

Planeta Saturno, o sexto planeta a contar do Sol e o segundo maior planeta do Sistema Solar. É um planeta gigante gasoso com um grande número de satélites, atualmente são conhecidos 62. Este planeta caracteriza-se pelos seus vistosos anéis que o faz ser considerado por muitos como o mais belo planeta do Sistema Solar. Neste artigo vamos conhecer as principais características do planeta Saturno.
O planeta Saturno está a uma distância média do Sol de cerca 1.430 milhões de km. Sua distância em relação ao Sol varia de aproximadamente 1.350 milhões de km (periélio) até aproximadamente 1.500 milhões de km (afélio).
O planeta Saturno orbita em volta do Sol a uma velocidade média de 9,6 km/s.
O planeta Saturno tem cerca de 120.000 km de diâmetro no equador, sendo este um planeta gigante. Em termos de tamanho, o planeta Saturno só é suplantado pelo planeta Júpiter. Saturno é um planeta gasoso, com uma atmosfera constituída essencialmente por hidrogênio e também algum hélio, possuindo também um núcleo sólido.
A sua rotação é a segunda mais rápida do Sistema Solar. Saturno leva um pouco mais de 10 horas a completar uma volta sobre si próprio. Já em termos de translação, Saturno demora cerca de 29,5 anos a completar uma volta ao redor do Sol.
Uma curiosidade sobre o planeta Saturno é que este é o planeta menos denso do Sistema Solar. Sua densidade é de cerca 0,7 g/cm³, sendo portanto menos denso que a água. Como tal, se existisse um oceano suficientemente grande, o planeta Saturno flutuaria nele.

Uma das características mais marcantes do planeta Saturno é a existência de anéis à sua volta, anéis esses que são visíveis da Terra com o auxílio de um pequeno telescópio amador. Os anéis de Saturno são constituídos por pequenos pedaços de gelo, poeiras e material rochoso, e se estendem por algumas centenas de milhares de km, porém em termos de espessura são muito “finos” não ultrapassando 1,5 km.
As sondas espaciais enviadas a Saturno foram muito importantes na medida que nos permitiu ficar a conhecer mais sobre este planeta bem como sobre os seus satélites. Em 1979 chegou pela primeira vez uma sonda ao planeta Saturno, a Pioneer 11; em 1980 foi a vez da sonda Voyager 1 chegar a Saturno; no ano seguinte foi a vez da Voyager 2. Mais tarde, em 2004, chegou a Saturno a sonda Cassini, que incluía uma outra sonda, a sonda Huygens cuja missão era de cruzar a atmosfera do satélite de Saturno, Titã, e pousar em sua superfície. Sua missão foi cumprida com sucesso no início de 2005.
Atualmente, o planeta Saturno possui 62 satélites naturais conhecidos. O que mais se destaca é Titã, o maior satélite de Saturno e o segundo maior do Sistema Solar, com 5.150 km de diâmetro no equador. Titã é o único satélite conhecido que possui uma atmosfera densa, mais densa que a própria atmosfera terrestre.

Planeta Marte.

Planeta Marte, o quarto planeta a contar do Sol. Marte é um planeta telúrico (rochoso) e tem pouco mais de metade do diâmetro da Terra. Devido à sua ténue atmosfera, a temperatura em Marte varia bastante. Marte é talvez o planeta que mais curiosidade tem despertado junto do público em geral e também junto dos astrônomos, a avaliar pelas muitas missões espaciais que lhe são dirigidas. Vamos então conhecer as características principais deste planeta.
Marte está a uma distância média do Sol de 227,9 milhões de km, situando-se entre o planeta Terra e a cintura de asteroides. A distância do planeta Marte em relação ao Sol varia de 249,2 milhões de km (afélio) e 206,6 milhões de km (periélio). O planeta Marte orbita em volta do Sol com uma velocidade média de 24,08 km/s.
Ainda em termos de distância, o planeta Marte é o segundo planeta que mais se aproxima da Terra (o que mais se aproxima é o planeta Vénus).
O diâmetro do planeta Marte é cerca de 6.794 km, sendo este um planeta rochoso (tal como os planetas Mercúrio, Vênus e Terra).

O período de rotação do planeta Marte é um pouco superior ao da Terra, pois corresponde a cerca de 24 horas e 37 minutos. Já em termos de translação, Marte demora cerca de 687 dias terrestres a completar uma volta ao redor do Sol.
O planeta Marte tem uma atmosfera muito pouco densa, constituída essencialmente por dióxido de carbono. Como resultado da sua atmosfera rarefeita, a temperatura em Marte varia bastante. Já foram registadas temperaturas entre os cerca de – 140 °C e os 20 °C. Apesar disso, a atmosfera deste planeta é suficientemente densa para causar ventos fortes e tempestades de poeiras, que em certas ocasiões chegam mesmo a cobrir o planeta durante meses.
O planeta Marte apresenta uma cor avermelhada devido à existência de óxido de ferro na sua superfície. Esta característica faz com que seja conhecido também como o planeta vermelho.
A superfície de Marte tem semelhanças com os desertos rochosos da Terra e também características semelhantes aos da superfície da Lua.
A superfície do planeta vermelho apresenta formações geológicas notáveis, como é o caso do Olympus Mons, a maior montanha conhecida no Sistema Solar, tratando-se de um vulcão extinto com aproximadamente 25 km de altura; um outro exemplo é a Hellas Planitia, uma cratera de impacto com cerca de 2.300 km de diâmetro situada no hemisfério sul de Marte. Este planeta possui ainda 2 calotas polares permanentes, constituídas essencialmente por água e dióxido de carbono gelados.
Muito do que sabemos sobre o planeta Marte foi obtido por intermédio das diversas missões espaciais não tripuladas enviadas em direção ao planeta. Desde a década de 1960 até aos nossos dias, Marte tem sido o alvo de sondas espaciais, algumas delas aterraram na própria superfície marciana aumentando o nosso conhecimento sobre este fascinante planeta. Dentro das missões podemos destacar, a título de exemplo, a Viking 1 e Viking 2 que chegaram a Marte em 1976; a Mars Pathfinder que chegou a Marte em 1997 com o seu robot Sojouner que andou pela superfície marciana; em 2004 dois veículos pousaram com sucesso na superfície de Marte, os veículos Spirit e Opportunity, que são parte da Mars Exploration Rovers (que teve a missão A no caso do Spirit e a missão B no caso da Opportunity). Em 2012 pousou na superfície do planeta Marte o rover Curiosity, um veículo enviado pela sonda espacial Mars Science Laboratory.

Ele tem dois pequenos satélites naturais conhecidos: Fobos e Deimos.

Fobos é o satélite maior e aquele que está mais próximo do planeta Marte. Tem cerca de 26,8 km de diâmetro máximo e tem a particularidade de ser o satélite que mais próximo está do seu planeta em todo o Sistema Solar. Fobos orbita a cerca de 9.400 km do centro de Marte, o que significa menos de 6.000 km da superfície de Marte. Pensa-se que daqui a cerca de 50 milhões de anos este satélite chocará com o planeta Marte, ou então o satélite será destruído devido às forças gravitacionais, podendo criar um anel à volta do planeta. Fobos é possivelmente um asteróide capturado pelo campo gravítico de Marte.

Deimos é menor e está mais longe do planeta Marte. Sua forma é bastante irregular podendo tratar-se (tal como Fobos) de um asteróide capturado pelo campo gravítico do planeta vermelho. Deimos tem cerca de 15 km de diâmetro máximo e orbita a uma distância cerca de 23.460 km de Marte.

O Planeta Vênus.

Planeta Vênus, o segundo planeta do Sistema Solar a contar do Sol. Este planeta tem quase o mesmo tamanho que o nosso planeta Terra. Também é o planeta que mais se pode aproximar da Terra, em certos momentos chega a estar a pouco mais de 40 milhões de km de distância. Apesar de algumas semelhanças este planeta é mesmo muito diferente da Terra, com uma atmosfera muito densa e com temperaturas extremas. Neste artigo vamos explorar o planeta Vênus e conhecer suas principais características.
Ele está a uma distância média de 108,2 milhões de km do Sol. Sua distância em relação ao Sol varia entre os 107,5 milhões de km (periélio) e os 108,9 milhões de km (afélio). Em relação à ordem de distância ao Sol, Vénus está entre o planeta Mercúrio (o mais próximo do Sol) e o planeta Terra. O planeta Vénus tem um diâmetro de cerca de 12.104 km no equador, muito próximo do diâmetro da Terra no equador (12.756 km). Este é, tal como a Terra, um planeta rochoso (também chamado de planeta telúrico).
A velocidade média do planeta Vénus ao redor do Sol é de 35,02 km/s.

Visto da Terra o planeta Vênus é o terceiro corpo celeste mais brilhante, apenas superado pelo Sol e pela Lua. Quando Vénus atinge o seu brilho máximo, chega a ter uma magnitude aparente de -4,6.
Dado que este planeta tem a sua órbita mais próxima do Sol do que o planeta Terra, só é possível observar Vénus algumas horas depois do anoitecer ou algumas horas antes de amanhecer, tal como acontece com o planeta Mercúrio. Por isso o planeta Vénus é popularmente conhecido com a estrela da manhã ou a estrela da tarde.
Sua rotação é feita no sentido horário (de Este para Oeste), característica pouco usual nos planetas do Sistema Solar. Apenas Vénus e o planeta Urano possuem uma órbita com esse sentido. Para além disso, a rotação do planeta Vénus é bastante lenta, pois demora cerca de 243 dias terrestres a completar uma volta sobre si próprio. O período de translação (tempo que demora a dar uma volta ao Sol) é de 224,7 dias terrestres. Curiosamente, o período de rotação do planeta Vênus é maior que o período de translação, ou seja, Vénus demora mais tempo a completar uma volta sobre si próprio que a dar uma volta ao Sol.
Apesar do planeta Vênus se aproximar bastante, a sua superfície não é observável a partir da Terra. Isto acontece devido à presença de densas camadas de nuvens constituídas de ácido sulfúrico, numa atmosfera também muito densa constituída por dióxido carbono. A pressão atmosférica de Vênus à superfície é cerca de 90 vezes superior à pressão da atmosfera terrestre ao nível do mar.

O efeito de estufa em Vênus é muito grande, o que contribui para que este planeta possua uma temperatura média à superfície na ordem dos 460 ºC.

Quando sondas espaciais norte-americanas e soviéticas foram enviadas em direção ao planeta Vênus, este planeta começou a desvendar mais dos seus segredos. Essas sondas espaciais começaram a ser enviadas logo no início da exploração espacial, na década de 1960, tendo continuado desde então até aos nossos dias. Foram várias as sondas que foram lançadas, não tendo todas elas sido bem-sucedidas. Várias dessas sondas tiveram problemas e não atingiram o seu objetivo. Porém outras sondas foram bem-sucedidas e permitiu-nos saber mais sobre este planeta. Entre outras coisas, permitiu-nos conhecer um pouco mais sobre a sua superfície, até então totalmente oculta pelas densas nuvens que existem na sua atmosfera.
Grande parte da sua superfície é constituída por planícies vulcânicas, mas também possui cadeias montanhosas, vulcões (possivelmente alguns em atividade) e crateras de impacto. Podemos destacar a existência de duas regiões elevadas em Vénus: “Terra de Ishtar”, no hemisfério norte e “Terra de Afrodite” no hemisfério sul. No caso da Terra de Ishtar, existe um grande planalto chamado “Lakshmi Planum” que está rodeado pelas maiores montanhas do planeta Vénus, incluindo os Montes Maxwell com cerca de 11 km de altura.

O planeta Vênus não possui qualquer satélite natural conhecido.

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