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sábado, 28 de janeiro de 2017

A verdade sobre o Asteróide 2016WF9 !

A missão NEOWISE descobriu recentemente dois novos objetos com características peculiares em órbitas próximas da órbita da Terra. O primeiro recebeu a designação provisória de 2016 WF9 e deverá aproximar-se do nosso planeta no dia 25 de fevereiro de 2017, a uma distância de 51 milhões de quilômetros

O segundo é o cometa C/2016 U1 NEOWISE, um pequeno objeto que viaja numa trajetória hiperbólica, o que sugere que poderá estar numa primeira incursão através do Sistema Solar interior.

 2016 WF9 foi descoberto a 27 de novembro de 2016 e tem aproximadamente 0,5 a 1,0 km de diâmetro. A sua órbita transporta-o através da Cintura de Asteroides, desde as proximidades da órbita de Júpiter até ao interior da órbita da Terra. A sua superfície é bastante escura, refletindo apenas uma pequena percentagem da luz solar incidente. Objetos com estas características poderão ter múltiplas origens. A maioria são antigos membros das populações de asteroides ricos em carbono que habitam as regiões mais exteriores da Cintura de Asteroides. Uma pequena fração são provavelmente antigos cometas que perderam a maioria dos compostos voláteis que originalmente se encontravam depositados junto à superfície.

  C/2016 U1 NEOWISE foi detetado a 21 de outubro de 2016 e, ao contrário de 2016 WF9, exibe uma cabeleira bem definida. Nas próximas duas semanas deverá aumentar consideravelmente o seu brilho, podendo tornar-se visível através de uns bons binóculos. Neste momento é possível observar C/2016 U1 NEOWISE pouco antes do nascer do Sol, na direção da constelação do Ofiúco. 
Nos próximos dias, o cometa irá mover-se cada vez mais para sul, alcançando o periélio da sua órbita no dia 14 de janeiro, altura em que o seu brilho deverá ultrapassar os 6,0 de magnitude.
As trajetórias dos dois objetos são já suficientemente bem conhecidas para excluir qualquer possibilidade de colisão com a Terra num futuro próximo.

Conspirado o ''Fim do Mundo'' para 16 de Fevereiro.

Sai ano, entra ano, e as previsões alarmistas e catastróficas sempre surgem nos noticiários. Desta vez, segundo matéria publicada no tabloide inglês Daily Mail, na quinta, dia 26 de janeiro, o auto-proclamado astrônomo russo Dyomin Damir Zakharovich afirma que o asteroide 2016WF9, descoberto pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) em 2016, vai se chocar contra a Terra em fevereiro deste ano, causando o "fim do mundo".
 Se você sobreviveu às previsões de que o mundo acabaria em 2012, prepare-se para daqui a 20 dias, segundo o cientista russo Dyomin Damir Zakharovich, a vida na Terra será dizimada. 
E a culpa é do ‘2016 WF9’,  de 01 quilômetro de diâmetro em rota de colisão com o planeta. A agência espacial americana confirma que o monstrengo, um bólido errante e escuro que pode ser um cometa ou um asteroide, está se aproximando da Terra e passará perto da órbita no dia 25. Zakharovich, porém, afirma que os cálculos da Nasa estão errados. “A Nasa sabe e não fala”, dispara. “Só agora estão começando a avisar, mas aos poucos”, acusa.

 Concepção artística do WF9, corpo celeste de um quilômetro de diâmetro
 que pouco reflete a luz do sol divulgação / Nasa


Segundo o russo, o WF9 tem viajado em direção à Terra há cinco anos. Passou por baixo do Cinturão de Asteroides e pela órbita de Marte. E vai bater no planeta dia 16 — só não tem como precisar onde. Caso atinja um continente, o choque, o deslocamento de ar e as explosões acabarão com tudo em volta. Se bater no mar, surgirá um tsunami devastador.
A Nasa garante que não há motivos para pânico. “Estudamos a fundo a trajetória do WF9.
 O corpo celeste não representa ameaça no futuro próximo”, afirma a agência, em nota. “Vai passar a 51 milhões de quilômetros da Terra”, detalha.
Não faria nem cócegas, segundo a Nasa. Para efeito de comparação, o 2016 RB1, asteroide do tamanho de um ônibus descoberto por acaso, ‘tirou um fino’ da Terra em setembro, passando a 40 mil quilômetros — ou um décimo da distância até a Lua.
 Como se o asteroide não fosse suficiente, teóricos da conspiração ainda acreditam que o planeta imaginário Nibiru também está em rota de colisão. O suposto astro (que também é chamado de Planeta X) teria sido direcionado para a órbita terrestre por uma força gravitacional e deverá nos acertar em outubro deste ano. 
Não existe qualquer comprovação científica da existência de Nibiru.

50 Anos da Apollo 1 !!!

Há 50 anos, a NASA e o mundo entrava em choque. Triviais testes de rotina da tripulação da missão Apollo 1 dentro da cápsula que os levaria para o espaço menos de um mês mais tarde, em fevereiro de 1967, resultaram na primeira grande tragédia do programa espacial americano.

O mais inacreditável é que o incêndio mortal que tirou a vida do comandante da missão, Gus Grissom, e dos astronautas Ed White e Roger Chaffee, não aconteceu no espaço, muito menos durante uma arriscada reentrada atmosférica. As chamas surgiram bem debaixo dos narizes da NASA, no complexo de lançamento 34 da Base de Lançamentos da Força Aérea de Cabo Canaveral.
Simulando uma situação de lançamento, a bordo da cápsula e no topo do foguete Saturn IB, os três passaram cinco horas e meia testando os sistemas na maior tranquilidade. 
 Mas, em questão de segundos, uma falha elétrica resultou em um incêndio mortal, que se alastrou rapidamente pela cabine levando ao triste desastre que criou três mártires e mudou os rumos da exploração espacial.

 Em 25 segundos, o sonho de chegar à Lua foi para o espaço. Pelo menos foi o que qualquer um na Nasa pensou há 50 anos, em 27 de janeiro de 1967. Há semanas do primeiro lançamento do programa Apollo, que ia dar uma voltinha na órbita terrestre antes de se aventurar na missão lunar, um teste simples, bobo até, foi interrompido por um incêndio que, em menos de meio minuto, atingiu 537º C e matou três dos mais bem preparados astronautas da época.
O acidente que agora faz aniversário chocou a agência espacial e adiou em mais de um ano a partida definitiva para a Lua. A NASA precisou rever procedimentos de segurança, materiais, equipamento elétrico e até composição do ar. Apollo 1 serviu, ao menos, para tornar a viagem espacial mais segura – mas não muito.
Um estudo da Universidade do Texas analisou a taxa de mortalidade dos astronautas desde os anos 80 e concluiu que um astronauta da Nasa tem 6 vezes mais chance de morrer em um acidente do que a população americana em geral. Já foi pior: a chance chegou a ser 10,2 vezes maior no período de 1980 a 1989, época do acidente com o Challenger, que matou 7 pessoas.

Se hoje em dia ainda é perigoso se aventurar planeta afora, imagine quando sua equipe não sabe exatamente o que está fazendo. Em plena corrida espacial, o presidente americano Jack Kennedy prometeu a chegada à Lua em tempo recorde – e a Nasa teve que cumprir o prometido na base da gambiarra. O resultado foi uma espaçonave cheia de pequenos erros.
Se o legado foi positivo para os astronautas do futuro, não foi tanto para a família dos membros do Apollo 1. Isso porque o acidente foi abafado ao máximo para evitar que o pânico geral impedisse a continuidade das missões à Lua. Anos depois, outros acidentes como o Challenger e o Columbia (de 2003) receberam homenagens solenes no Cabo Canaveral, enquanto o Apollo 1 foi relegado ao silêncio. Mas isso também parece estar mudando: a primeira exposição em memória dos pilotos foi lançada para o aniversário de 50 anos do acidente no Centro Espacial Kennedy, mostrando o que restou do acidente que mudou o design de espaçonaves para sempre.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

James Webb, Do Lançamento a Órbita

 A bela simulação apresentada nesse vídeo mostra como será a viagem do Telescópio Espacial James Webb até o espaço.
Tudo começa com o seu lançamento desde a base de Kourou na Guiana Francesa, a bordo de um foguete Ariane 5, lançamento esse que está previsto para Outubro de 2018.

Depois de chegar no espaço, o James Webb passará por uma série de atividades, sendo que as mais críticas serão, a abertura do seu escudo de calor que tem o tamanho de uma quadra de tênis, o resfriamento de seus equipamentos a temperaturas criogênicas e o desdobramento de seu espelho.
Depois disso, ele irá se estabelecer numa órbita no Ponto de Lagrange L2 onde, depois de aproximadamente 30 dias do seu lançamento começará a revolucionar a astronomia.


fonte: https://www.youtube.com/channel/UC_Fk7hHbl7vv_7K8tYqJd5A

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Betelgeuse, uma supernova espetacular !

Por mais que você se esforce,um telescópio sempre lhe mostrará as estrelas como pontos de luz. Chega e ser decepcionante. Nenhum detalhe da superfície, nenhuma mancha será vista. É praticamente o mesmo ponto de luz que você vê no céu noturno a olho nu. A menos que você esteja olhando para Betelgeuse. Ela é uma das maiores estrelas conhecidas e foi a primeira, além do Sol, a se conseguir uma foto “de corpo inteiro”.




A menos que você esteja olhando para Betelgeuse. Ela é uma das maiores estrelas conhecidas e foi a primeira, além do Sol, a se conseguir uma foto “de corpo inteiro”.

Ela é a (Alfa) da famosa constelação de Órion, onde está o não menos popular asterismo das “Três Marias”. Você pode localizá-la no céu noturno hoje mesmo. Ela é visível de quase todos os lugares do mundo. Literalmente uma celebridade celestial. Betelgeuse é uma estrela variável, com mudanças tanto de brilho quanto de tamanho. E que tamanho! Se estivesse no lugar do Sol, ocuparia todo o espaço até a órbita de Saturno em seu diâmetro máximo, e seria do tamanho da órbita de Júpiter em seu mínimo. O mesmo que de 550 a 920 vezes o diâmetro do Sol.

Ela brilha por 60 mil sóis e só ocupa a décima posição no ranking das estrelas mais brilhantes porque está a 425 anos-luz de distancia. Ela seria muito mais brilhante se você enxergasse em infravermelho, já que apenas 13% de sua energia é emitida na forma de luz visível. 

A luminosidade de Betelgeuse varia num longo período. A razão ainda é um mistério. Tudo indica que suas camadas mais externas se expandem durante vários anos, para em seguida se retrair. Fazendo isso, a temperatura da estrela aumenta e diminui alternadamente, assim como seu brilho. Essa pulsação é comum em supergigantes, como se Betelgeuse tivesse também um supercoração. Na verdade, sua atmosfera não é lá muito estável. Quando se contrai, absorve mais energia e se aquece e expande. Mas ao aumentar de tamanho, se torna menos densa e a energia escapa mais facilmente, esfriando-a. Com isso a estrela diminui novamente e o ciclo recomeça. Porém, esse “coração” de Betelgeuse pulsa em arritmia. Ela é uma estrela vermelha, que já transformou a maior parte de seu Hidrogênio em Hélio, e agora começa a fundir o próprio Hélio no seu núcleo quente. Betelgeuse está morrendo.


Explosão de luz mas como para toda celebridade que se preze, sua morte também será um grande acontecimento. Betelgeuse explodirá num evento formidável chamado supernova. Ninguém sabe quando, mas todos concordam que será uma supernova espetacular.

Distante de nós, essa explosão não representará risco algum. Mesmo assim, a estrela poderá ser vista no céu pelo menos 10 mil vezes mais brilhante que hoje. Talvez tão brilhante quanto uma lua crescente. 
Durante meses Betelgeuse ficará visível inclusive à luz do dia. Depois, ela se apagará lentamente até sumir. Dela não restará nada senão uma nebulosa, visível somente com telescópios. Seu espetáculo terá terminado e ficaremos apenas recordando os melhores momentos, até que os olhos de todos os seus admiradores tenham se fechado também. Afinal, tudo passa no Universo

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estranho objeto não identificado pela Nasa se aproxima da Terra !

Um objeto misterioso voará pela Terra entre janeiro e fevereiro deste ano. Entretanto, suas características são tão incomuns que mesmo os cérebros mais brilhantes da Nasa não conseguiram descobrir o que é exatamente.

O objeto, chamado 2016 WF9, foi descoberto pelo projeto NEOWISE de asteróide e cometa da NASA em 27 de novembro de 2016. Os cientistas da NEOWISE acreditam que ele pode ter até 1 quilômetro de largura.
Espera-se, ainda, que sua aproximação mais próxima à órbita da Terra seja em 25 de fevereiro a uma distância de 51 milhões de quilômetros.

O objeto está causando confusão entre os cientistas da NASA, pois eles não conseguiram dizer se é um cometa ou um asteróide. Como regra geral, os asteroides tendem a ser rochosos ou mais metálicos, enquanto os cometas são mais gelados.
Já este objeto parece ser escuro e irrefletido, que é tipicamente uma indicação de que é um cometa. Apesar disso, ele não tem a característica nuvem de poeira e gás que define um cometa. Esta falta de clareza também significa que o objeto tem uma origem desconhecida.

“2016 WF9 poderia ter origens cometárias”, disse o investigador principal, James Bauer, no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. “Este objeto ilustra que a fronteira entre asteroides e cometas é incerta“.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A terra e sua orbita elíptica !

Como você reagiria se fosse convidado a participar de uma viagem espacial, em torno do Sol, a uma velocidade de 107.000 quilômetros por hora? E se, além disso, o agente de viagens garantisse que, para haver mais emoção, você iria rodopiando a uma velocidade de cerca de 1.700 quilômetros por hora? Gostou da idéia? Nem será preciso sair de seu lugar, pois você já está participando dela. Aliás, todos nós estamos. E nossa nave espacial é o planeta Terra.
Essas velocidades correspondem, respectivamente, às velocidades de translação e de rotação da Terra. Na verdade, a velocidade de rotação citada só vale se você estiver próximo à linha do Equador, na cidade de Belém, por exemplo. Em outros pontos da Terra ela é menor, diminuindo em direção aos pólos.
Viajamos em torno do Sol junto com os outros planetas do Sistema Solar e, ao mesmo tempo, todo o sistema solar, ou seja, o Sol e todos os planetas e satélites, também viaja pelo espaço sideral com a Via Láctea.
Durante o movimento de translação, a Terra não está sempre à mesma distância do Sol. Ela descreve uma trajetória, chamada órbita, na qual a distância maior entre a Terra e o Sol é de 152 milhões de quilômetros (ponto da órbita chamado de afélio) e a menor é de 147 milhões de quilômetros (ponto da órbita chamado de periélio). Essas distâncias, por serem tão grandes, são chamadas distâncias astronômicas. Como se vê, a órbita da Terra não corresponde a uma circunferência, ela tem a forma de uma elipse, na qual o Sol ocupa um dos focos.
A Terra está em uma órbita elíptica, então sabemos obviamente que há um ponto mais próximo e outro mais distante do sol, periélio e afélio, respectivamente.
Hoje 04/01/17 , a Terra alcança o periélio, maior proximidade do Sol em sua órbita anual. De acordo com a segunda lei de Kepler, essa velocidade varia, aumentando de um promédio de 107.280 quilômetro por hora para uma velocidade no periélio de 110.700 quilômetro por hora. Isso produz a máxima velocidade orbital, acelerando 3.420 quilômetros por hora a mais sobre o promédio.

 A Terra viaja ao redor do Sol, percorrendo uma órbita elíptica de aproximadamente 938 milhões de quilômetros. Recorrendo a distância em 365 dias e quase 6 horas, e a cada 4 anos conta um bissiexto (4 x 6 = 24), ou seja, um dia a mais.

Colisão de Galaxias By Hubble

O universo é um caldeirão borbulhante de matéria e energia que se misturaram por bilhões de anos para criar uma mistura de nascimento e de...