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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Primeiros Resultados Científicos da Sonda Juno !!

Foram publicados os primeiros resultados científicos da sonda Juno que se encontra na órbita de Júpiter.
Os resultados foram publicados em 2 artigos na revista Science e 44 artigos na revista Geophysical Research Letters, duas das mais importantes revistas onde os pesquisadores publicam seus trabalhos.
Além disso, a NASA realizou na quinta-feira dia 25 de Maio de 2017 uma teleconferência para divulgar esses resultados.
Sonda Juno
Esses resultados estão relacionados com a passagem que a Juno fez próxima de Júpiter no dia 27 de Agosto de 2016, quando cruzou os céus de Júpiter a cerca de 4000 km acima do topo das nuvens.
Para começarmos, a sonda Juno foi lançada em 5 de Agosto de 2011, e chegou em Júpiter no dia 4 de Julho de 2016.
A Juno foi mandada para Júpiter para tentar resolver grandes mistérios sobre o maior planeta do nosso Sistema Solar. E por que isso é importante?
Júpiter guarda os segredos de como o nosso sistema solar foi formado e para isso é preciso investigar a fundo o planeta. Para ver mais sobre a Sonda Juno click aqui !

clube caap
As imagens da JunoCam mostraram tempestades com as dimensões do planeta Terra, além disso essas imagens mostraram que o polo sul do planeta é diferente do polo norte.
Isso nós já havíamos reparados nas vezes que mostramos as imagens aqui no blog.
Por que isso acontece, como essas tempestades se formam entre outras questões ainda precisam ser melhor investigadas.
O Radiômetro de Microondas da Juno, mostrou surpresas com relação à concentração de amônia nas nuvens do planeta, nós sabemos que as nuvens são formadas na sua maioria por gelo de água e gelo de amônia, mas como essa amônia está concentrada abaixo das nuvens só agora foi revelada. 
Clube Caap
A amônia se concentra num cinturão a cerca de 350 km abaixo do topo das nuvens, e a medida que se eleva nas nuvens sua concentração vai diminuindo. Isso obviamente pode influenciar a formação das nuvens.
O magnetômetro da sonda Juno, mediu com precisão pela primeira vez o campo magnético do Gigante Gasoso, e esse campo é dez vezes mais intenso do que o campo magnético terrestre, superando o campo estimado anteriormente em 7.766 Gauss.
Esse campo pode ser gerado por um dínamo localizado logo acima da camada de hidrogênio metálico de Júpiter.
A Juno fez imagens impressionantes das auroras de Júpiter, isso era um dos principais objetivos da missão entender as auroras do planeta, e pela primeira vez imagens do polo sul completo e das auroras do planeta foram feitas.
Clube Caap
Nas auroras a Juno descobriu que as 4 luas Galileanas deixam marcas, assinaturas, pegadas e que isso altera o comportamento da aurora, lembrando que a aurora marca a interação das partículas carregadas com o campo magnético intenso do planeta.
Clube Caap
Além de tudo isso, todos destacaram o fato da comunidade estar participando de forma ativa no processamento das imagens obtidas pela JunoCam e muitas outras propriedades de Júpiter foram estudadas, para entendermos cada vez mais como é o maior planeta do sistema Solar e quais os segredos que ele ainda guarda.
A Juno continua na sua órbita de 53 dias ao redor de Júpiter e a próxima passagem próxima do planeta, chamada de Perijove acontecerá no dia 11 de Julho.
Clube Caap
Nessa passagem a sonda passará sobre uma das feições mais icônicas de Júpiter, a Grande Mancha Vermelha, a tempestade secular que está presente nos topos das nuvens do planeta. Vamos aguardar então !!!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

TRAPPIST-1 e o seu Sistema Planetário.

TRAPPIST-1 é uma estrela anã vermelha superfria que se situa a cerca de 40 anos-luz de distância, na direção da constelação de Aquário. Apesar da sua relativa proximidade, esta estrela não é visível a olho nu pois o seu brilho intrínseco é muito baixo. No dia 22 de Fevereiro de 2017 esta estrela passou a ter grande notoriedade, dado que a NASA anunciou a descoberta de 7 planetas que orbitam à sua volta. Todos esses planetas possuem dimensões aproximadas às da Terra.
Trapist 1

A estrela TRAPPIST-1 é muito pequena, sendo mesmo pouco maior que o planeta Júpiter. Apesar disso possui um sistema planetário com 7 exoplanetas descobertos. Deste sistema com 7 exoplanetas, todos eles têm possibilidade de eventualmente possuir água em estado líquido, sendo que 3 deles situam-se numa região chamada de “zona habitável” (não significa isso que contenham mesmo vida).
Cada planeta que orbita a estrela TRAPPIST-1 é designado pelo nome da estrela seguido das letras b, c, d, e, f, g, ou h. Por exemplo, o planeta mais próximo da estrela é designado por TRAPPIST-1b e o mais afastado é designado por TRAPPIST-1h.
Trapist 1
Para termos de comparação, podemos referir que as distâncias de todos estes planetas em relação à estrela TRAPPIST-1 são muito inferiores à distância entre o planeta Mercúrio e o Sol. 
O planeta Mercúrio é o mais próximo do Sol com uma distância média de 57,9 milhões de km. 
O planeta TRAPPIST-1h está a menos de 10 milhões de km da sua estrela, sendo este o mais afastado dos 7 planetas. Isso faz com que as órbitas desses planetas estejam muito próximas umas das outras, e muito próximas da estrela anã vermelha.

''Atendendo a mitos pedidos, resolvemos postar um artigo, sobre essa notícia, sabemos que não é mais novidade''

Colisão de duas estrelas no ano 2022 !

Uma equipe de astrônomos liderado por Larry Molnar prevê que no ano 2022 poderemos observar uma colisão entre duas estrelas que se situam a cerca de 1800 anos-luz de nós. Como consequência da explosão, nesse ano será visível a olho nu uma “nova” estrela na constelação do Cisne.
Colisões de Estrelas

A previsão é que irá ocorrer a fusão entre as duas estrelas do sistema KIC 9832227, provocando uma grande explosão. Se tal acontecer, a “nova” estrela poderá ser visível durante vários meses no céu noturno, dado que o brilho da KIC 9832227 (que atualmente não é visível a olho nu) aumentará muito significativamente devido à explosão resultante da colisão.
A KIC 9832227 é uma estrela binária de contato, sendo que as duas estrelas orbitam muito próximas uma da outra. A proximidade entre elas é tal que acabam por possuir uma atmosfera em comum.
Em 2013 os astrônomos descobriram que o período orbital destas estrelas, correspondente a 11 horas, era um pouco menor do que o período anteriormente descoberto pelo satélite Kepler. Observações posteriores permitiram concluir que o período orbital ainda diminuiu mais.
Colisões de Estrelas

Essa situação já aconteceu com o sistema estelar V1309 Scorpi. As duas estrelas deste sistema foram apresentando períodos orbitais cada vez menores até que em 2008 deu-se a colisão destas duas estrelas.
Colisões de Estrelas
Aguardam-se por novos estudos sobre KIC 9832227 com o intuito de ficarmos a saber se o período orbital do sistema vai continuar a diminuir com o tempo, e se então por volta do ano 2022 teremos uma colisão de estrelas e o surgimento de uma “nova” estrela no céu, na direção da constelação do Cisne.

Colisão de Galaxias By Hubble

O universo é um caldeirão borbulhante de matéria e energia que se misturaram por bilhões de anos para criar uma mistura de nascimento e de...