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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Sonda New Horizons e o plano de como sobrevoar o 2014 MU69

A missão da sonda New Horizons já tem a distância com a qual sobrevoará o Objeto do Cinturão de Kuiper, 2014 MU69 no primeiro dia do ano de 2019 definida, e essa distância é cerca de 3 vezes mais próxima do objeto do que a sonda passou por Plutão.
Esse encontro marcará o encontro mais distante já feito com um objeto do nosso Sistema Solar, algo em torno de 1.5 bilhão de quilômetros além de Plutão e mais de 6.5 bilhões de quilômetros da Terra. Se tudo correr como planejado, a sonda New Horizons passará a cerca de 3500 km do MU69, no momento da sua maior aproximação, espiando o objeto a partir do norte celeste do objeto. O plano alternativo, que pode ser usado em caso de contingência, como por exemplo, a descoberta de detritos perto do MU69, levará a New Horizons a cerca de 10 mil km do objeto, ainda assim mais perto dele do que ela passou de Plutão, que no momento da maior aproximação, estava a cerca de 12500 km do planeta anão.
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“Eu não poderia estar mais animado sobre essa performance da New Horizons”, disse Jim Green diretor de Ciência Planetária da NASA na sede da agência em Washington. “Essa missão continua levando ao limite o que é possível de ser feito com uma sonda espacial, e eu já fico imaginando aqui como serão os dados e as imagens do objeto mais distante que uma sonda já visitou na história”.
Se a distância durante a maior aproximação for a menor possível, a câmera de alta resolução da New Horizons conseguirá imagens com detalhes de 70 metros, só para comparação, em Plutão foi de 183 metros.
“Nós estamos planejando voar mais perto do MU69 do que voamos de Plutão e conseguir dados melhores e imagens de mais alta resolução”, disse o principal investigador da New Horizons, Alan Stern do Southwest Research Institute (SwRI), de Boulder, Colorado. “A ciência será espetacular”.
 A equipe está considerando inúmeros fatores para fazer a escolha correta, disse John Spencer, membro da equipe científica e do planejamento de sobrevoo. “As considerações incluem o que sabemos sobre o MU69, seu tamanho, sua forma, e os perigos à sua volta, os desafios de se navegar perto do MU69 enquanto se obtém imagens nítidas e bem expostas e outras capacidades e recursos da nave”, disse Spencer.
Usando todos os sete instrumentos científicos a bordo, a New Horizons irá obter extensos dados geológicos, geofísicos, de composição e outras informações sobre o MU69, ela também irá buscar por satélites e por uma atmosfera no objeto”.
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“Alcançar o 2014 MU69 e ver ele como um mundo verdadeiro, será outra realização histórica de exploração”, disse Helene Winters, gerente de projeto da New Horizons no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland. “Nós estamos realmente indo onde ninguém foi antes. Toda nossa equipe está animada sobre os desafios e as oportunidades da viagem até essa fronteira distante”.

Nasa detecta a maior erupção solar da década !!

Duas poderosas erupções solares ocorreram na última quarta-feira, sendo que a segunda delas é a mais intensa registrada desde o início desse ciclo de atividade solar em dezembro de 2008, segundo informou a NASA em um comunicado.
As rajadas de radiação desprendidas dessas erupções foram detectadas pelo satélite Solar Dynamics Observatory da agência especial estadunidense às 9h10 GMT e 12h02 GMT (2h10 e 5h02 de Brasília), respectivamente.
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De acordo com o Centro de Previsão de Meteorologia Espacial (SWPC, na sigla em inglês), essas erupções, chamadas de “categoria X”, perturbaram as comunicações de rádio de alta frequência durante uma hora no lado da Terra situado em frente ao Sol e também as comunicações de baixa frequência utilizadas na navegação. Além disso, podem alterar o funcionamento dos satélites de comunicação e o GPS, assim como as redes de distribuição elétrica ao chegarem à atmosfera superior da Terra. As duas erupções ocorreram em uma região ativa do Sol onde já havia ocorrido uma erupção de intensidade média em 4 de setembro.
Além disso, esses fenômenos também podem afetar as naves que viajam pelo espaço, já que poderiam apresentar mais resistência ao entrarem na órbita da Terra e terem problemas de orientação e de aumento de carga. Como curiosidade, a aurora boreal poderá ser vista mais baixa da Pensilvânia ao Oregon.
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O ciclo atual do Sol se iniciou em dezembro de 2008 e tem um promédio de 11 anos. Durante esse tempo, a intensidade da atividade solar diminuiu bruscamente, abrindo caminho ao “mínimo solar”. No final da fase ativa, essas erupções se tornam cada vez mais raras, o que não significa que não sejam potentes.
As tempestades solares são o resultado de uma acumulação de energia magnética em alguns lugares. Essas rajadas de matéria ionizada se projetam a grande velocidade na Coroa Solar e além, até centenas de milhares de quilômetros de altitude.

Colisão de Galaxias By Hubble

O universo é um caldeirão borbulhante de matéria e energia que se misturaram por bilhões de anos para criar uma mistura de nascimento e de...