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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A vida na Estação Espacial Internacional, completou 20 anos nesta terça !

Ela funciona como moradia e laboratório para astronautas do mundo todo e é vista como um dos emblemas mais proeminentes de cooperação internacional.
clube caap

Até seis cientistas podem morar e trabalhar na estação simultaneamente – no momento, estão por lá a americana Serena Auñón-Chancellor, o europeu Alexander Gerst e o russo Sergey Prokopyev.
A cada 24 horas, a Estação orbita a Terra 16 vezes. Sem gravidade, o ambiente na estação é ideal para experimentos, mas também apresenta desafios. Ao longo dos 20 anos da Estação, os avanços científicos que ela proporcionou nos ajudaram a criar novas tecnologias, novos materiais e novas formas de pensar. A EEI está sendo expandida desde que foi lançada, em 1998Hoje é possível ver da Terra os painéis solares da estação – você só precisa olhar para cima no momento certo.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Nasa promete transmitir o pouso da InSight em Marte !

Marque na sua agenda: dia 26 de novembro é dia de acompanhar um pouso de uma sonda da NASA em Marte. Vai ser a primeira vez em seis anos que a agência espacial norte-americana vai transmitir a chegada de uma de suas naves ao solo do planeta vermelho.
clube caap

A sonda em questão é chamada InSight, e foi lançada em direção a Marte no dia 5 de maio. Ao chegar no nosso vizinho, a InSight vai estudar o "interior profundo" de Marte para coletar dados que ajudem cientistas a entender a formação de planetas rochosos - o que deve contribuir inclusive para pesquisas sobre as origens da Terra.
A última vez que a NASA transmitiu um pouso em Marte foi em 2012 quando a sonda Curiosity iniciou sua missão no planeta vermelho. A transmissão do pouso em Marte vai ser feita pelo site da NASA, assim como pelo Twitter e Facebook. A previsão é que a sonda chegue ao nosso vizinho por volta das 17h (horário de Brasília).
Caso você não consiga acompanhar esse pouso, não deve precisar esperar mais seis anos para poder assistir a outro: a NASA planeja lançar a missão ExoMars para Marte em 2020 com um objetivo muito mais importante: buscar sinais de vida no planeta.


fonte: Olhar Digital

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O Pouso da InSight em Marte !

Em 26 de novembro de 2018, a NASA tentará pousar com segurança a InSight em Marte, um lander dedicado a estudar o interior profundo do planeta – a primeira missão a fazê-lo.
Pousar em Marte é difícil 
Apenas cerca de 40% das missões já enviadas a Marte – por qualquer agência espacial – tiveram sucesso. Os EUA são a única nação cujas missões sobreviveram a um pouso em Marte. A fina atmosfera – apenas 1% da Terra – significa que há pouco atrito para desacelerar uma espaçonave. Apesar disso, a NASA tem um longo e bem sucedido histórico em Marte. Desde 1965, voou, orbitou, pousou e atravessou a superfície do Planeta Vermelho.
InSight usa tecnologia testada e comprovada
Em 2008, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena, Califórnia, aterrissou com sucesso a espaçonave Phoenix no Pólo Norte de Marte. A InSight é baseada na nave Phoenix, ambas construídas pela Lockheed Martin Space em Denver. Apesar dos ajustes no seu protetor térmico e pára-quedas, o projeto geral de aterrissagem ainda é muito parecido: depois de se separar de um estágio de cruzeiro, um aeroshell desce pela atmosfera. O pára-quedas e os retrorebates diminuem a velocidade da espaçonave e as pernas suspensas absorvem algum choque do toque.
A InSight está pousando no “maior estacionamento de Marte”
Um dos benefícios dos instrumentos científicos da InSight é que eles podem registrar dados igualmente valiosos, independentemente de onde eles estejam no planeta. Isso libera a missão de precisar de algo mais complicado do que uma superfície plana e sólida (idealmente com poucos pedregulhos e pedras). Para a equipe da missão, o local de pouso no Elysium Planitia é às vezes considerado o “maior estacionamento de Marte”.
InSight foi construído para pousar em uma tempestade de poeira.
Os engenheiros da InSight construíram uma espaçonave resistente, capaz de pousar com segurança em uma tempestade de poeira, se necessário. O protetor de calor da espaçonave é projetado para ser espesso o suficiente para suportar ser “jateado” pela poeira. Seu pára-quedas tem linhas de suspensão que foram testadas para serem mais fortes que as da Phoenix, no caso de enfrentar mais resistência do ar devido às condições atmosféricas esperadas durante uma tempestade de poeira.
A sequência de entrada, descida e pouso também tem alguma flexibilidade para lidar com mudanças climáticas. A equipe da missão receberá atualizações meteorológicas diárias do Mars Reconnaissance Orbiter da NASA nos dias que antecedem o pouso, para que possam ajustar quando o pára-quedas da InSight for lançado e quando ele usar o radar para encontrar a superfície marciana.
Após o pouso, o InSight fornecerá nova ciência sobre planetas rochosos.
O InSight nos ensinará sobre o interior de planetas como o nosso. A equipe de missão espera que, estudando o interior profundo de Marte, possamos aprender como outros mundos rochosos, incluindo a Terra e a Lua, se formam. Nosso planeta natal e Marte foram moldados a partir do mesmo material primordial há mais de 4,5 bilhões de anos, mas depois se tornaram bem diferentes. 
Quando se trata de planetas rochosos, estudamos apenas um em detalhe: a Terra. Ao comparar o interior da Terra com o de Marte, os membros da equipe da InSight esperam entender melhor o nosso sistema solar. O que eles aprenderem pode até ajudar na busca de exoplanetas semelhantes à Terra, limitando quais deles podem ser capazes de sustentar a vida. 

Missão Dawn chega ao fim !!!

A sonda Dawn da NASA ficou em silêncio, terminando uma missão histórica que estudou "cápsulas do tempo" do primeiro capítulo da história do Sistema Solar.
A Dawn falhou às sessões de comunicação programadas com a DSN (Deep Space Network) da NASA na quarta-feira, dia 31 de outubro, e quinta-feira, dia 1 de novembro. Depois da equipa de voo ter eliminado outras causas possíveis para as comunicações perdidas, os gerentes da missão concluíram que a nave finalmente ficou sem hidrazina, o combustível que permitia o controlo da orientação. A Dawn já não consegue manter as suas antenas apontadas para a Terra a fim de comunicar com o controle da missão ou virar os seus painéis solares para o Sol para recarregar energia.


A sonda Dawn foi lançada há 11 anos para visitar os dois maiores objetos da cintura principal de asteroides. Atualmente, está em órbita do planeta anão Ceres, onde permanecerá durante décadas.
"Hoje, celebramos o fim da nossa missão Dawn - os seus incríveis feitos técnicos, a ciência vital que nos deu e a equipa que possibilitou com que a nave fizesse essas descobertas," afirma Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas da NASA em Washington. "As imagens e dados impressionantes que a Dawn recolheu de Vesta e de Ceres são fundamentais para entender a história e a evolução do nosso Sistema Solar."

A Dawn foi lançada em 2007 numa viagem que colocou cerca de 6,9 mil milhões de quilômetros no seu odômetro. Impulsionada a motores iônicos, a sonda alcançou muitos feitos ao longo do caminho. Em 2011, quando a Dawn chegou a Vesta, o segundo maior mundo da cintura principal de asteroides, tornou-se na primeira a orbitar um corpo na região entre Marte e Júpiter. Em 2015, quando a Dawn entrou em órbita de Ceres, um planeta anão que é também o maior corpo da cintura de asteroides, a missão tornou-se na primeira a visitar um planeta anão e a orbitar dois astros além da Terra.

"O facto de que na matrícula do meu carro está escrito, 'O meu outro veículo está na cintura principal de asteroides,' mostra o orgulho que tenho na Dawn," comenta Marc Rayman, diretor da missão e engenheiro-chefe no JPL da NASA. "As demandas que colocámos na Dawn foram tremendas, mas sempre enfrentou o desafio. É difícil dizer adeus a esta nave espacial incrível, mas está na hora."

Os dados que a Dawn transmitiu para a Terra, recolhidos pelas suas quatro experiências científicas, permitiram com que os cientistas comparassem dois mundos semelhantes a planetas que evoluíram de maneira muito diferente. Entre os seus feitos, a Dawn mostrou como a localização era importante para o modo como os objetos no início do Sistema Solar se formaram e evoluíram. A Dawn também reforçou a ideia de que os planetas anões podem ter abrigado oceanos durante uma parte significativa da sua história - e potencialmente ainda abrigam.

"De muitas maneiras, o legado da Dawn está apenas a começar," comenta Carol Raymond, investigadora principal no JPL. "Os conjuntos de dados da Dawn serão profundamente explorados por cientistas que trabalham para determinar como os planetas crescem e se diferenciam, e quando e onde a vida se pode ter formado no nosso Sistema Solar. Ceres e Vesta também são importantes para o estudo de sistemas planetários distantes, pois fornecem um vislumbre das condições que podem existir em torno de estrelas jovens."

Dado que Ceres tem condições de interesse para os cientistas que estudam a química que leva ao desenvolvimento da vida, a NASA segue rígidos protocolos de proteção planetária para o descarte da nave espacial Dawn. A Dawn permanecerá em órbita pelo menos durante 20 anos e os engenheiros têm mais de 99% de confiança de que a órbita durará pelo menos 50 anos.

Assim, apesar do plano de missão não prever um mergulho final e ardente - como a sonda Cassini no ano passado, por exemplo - pelo menos isto é certo: a Dawn gastou todas as gotas de hidrazina a fazer observações científicas de Ceres e a transmiti-las para que pudéssemos aprender mais sobre o Sistema Solar a que chamamos casa.

domingo, 11 de novembro de 2018

Oumuamua: afinal, o que se sabe sobre ele ?

Em outubro do ano passado, astrônomos do Pan-Starrs, projeto da Universidade do Havaí com o objetivo de mapear o céu em busca de objetos que possam entrar em colisão com a Terra, avistaram um objeto estranho. Com 800 metros de comprimento, largura dez vezes menor e superfície avermelhada, ele girava rapidamente, tinha uma trajetória caótica e um brilho que mudava de forma abrupta. Os cientistas deram a ele o nome de Oumuamua, que em havaiano quer dizer “mensageiro de muito longe que chega primeiro”.


As discussões sobre ele ficaram principalmente restritas ao universo científico, até esta terça-feira (6), quando pesquisadores da Universidade Harvard publicaram um estudo com uma tese de que Oumuamua seria uma sonda operacional enviada por uma civilização de outra galáxia. Isso mesmo: eles disseram que o objeto teria sido enviado por alienígenas.
O mundo, é claro, entrou em parafuso, e de repente todo mundo queria saber mais sobre o tal Oumuamua. Só no Brasil, as buscas no Google aumentaram mais de 1.550% em 24 horas e foi um dos cinco termos mais buscados no período. Eis as respostas para algumas das perguntas que os brasileiros fizeram ao oráculo da internet (e outras que gostaríamos de saber):

O que é Oumuamua?
Oumuamua não é um cometa, mas se comporta como um. Isso porque um cometa é um corpo celeste congelado que, quando aquecido pelo sol, desenvolve uma atmosfera e uma “cauda” de uma material volátil vaporizado. À primeira vista, os cientistas acharam que ele era um cometa, mas sem encontrar a tal da cauda, eles supuseram que se tratava de um asteróide. No entanto, sempre que acelera, uma cauda pode ocorrer, embora não seja visível dos telescópios.

 
Onde está o Oumuamua?
Desde janeiro de 2018, o Oumuamua não é mais visível por telescópios, mesmo no espaço.

Que tamanho tem o Oumuamua?
Ele tem 800 metros de comprimento e largura pelo menos dez vezes menor. Embora seja impossível tirar uma foto de perto do Oumuamua, a variação drástica em seu brilho sugere que ele é alongado. Astrônomos afirmam nunca ter visto objeto tão grande no Sistema Solar antes. Estima-se que ele complete uma rotação completa a cada 7,3 horas.

Do que ele é feito?
Não se sabe ao certo. Cometas têm muita poeira, mas não é o caso do Oumuamua. Gases como monóxido de carbono e dióxido de carbono talvez estejam na composição, pois têm menos probabilidade de produzir uma cauda visível.

De onde ele veio?
Também não se sabe, embora seja certo de que ele ele não é do nosso sistema. Porque a sua velocidade é próxima da velocidade média de estrelas próximas às nossas, e porque a velocidade de estrelas mais jovens são mais estáveis que a das mais velhas, o Oumuamua pode ter vindo de um sistema jovem. Mas tudo não passa de uma suposição, e o objeto pode estar viajando pela galáxia por bilhões de anos.


E, afinal, é alienígena ou não?
No estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters, os astrônomos Shmuel Bialy e Abraham Loeb escrevem que “considerando uma origem artificial, uma possibilidade é a de que o Oumuamua seja um veleiro flutuando no espaço interestelar como um resíduo de um equipamento tecnológico avançado”. Para eles, a explicação para o excesso de aceleração do Oumuamua seria a de que ele é “empurrado” pela radiação solar, comparando-o às velas solares criadas por nossa própria civilização — como a IKAROS, primeira sonda interplanetária impulsionada por uma vela solar, lançada pelo Japão em 2010 com destino a Vênus.
A comunidade científica, porém, não está com os pesquisadores. Entre as críticas, está a de que se o objeto fosse de fato uma vela solar, seria mais fino do que de fato é. E, se fosse uma nave em funcionamento, teria trajetória mais suave.
A dúvida fica no ar, já que sem mais dados sobre Oumuamua fica difícil afirmar com certeza o que ele é (e quais eram suas intenções).

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