Translate

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Bramon nosso orgulho !!

BRAMON, sigla para Brazilian Meteor Observation Network, ou Rede Brasileira de Observação de Meteoros é é uma instituição científica composta por astrônomos amadores e profissionais cuja missão é desenvolver, promover e disseminar ciência e tecnologia, especialmente o estudo de meteoros: suas origens, natureza e caracterização de suas órbitas.
 

É uma rede colaborativa sem fins lucrativos mantida por voluntários composta por vários operadores e com o objetivo principal de produzir e fornecer dados científicos para a comunidade acadêmica, de forma livre, além de analisar seus registros e de suas redes parceiras, que são realizados por estações de monitoramento. Como objetivos específicos, a rede propõe:

1 - Monitorar e gravar imagens e dados de meteoros;

2 - Catalogar novos radiantes de chuvas de meteoros;

3 - Realizar análises de meteoros gravados através de meios computacionais;

4- Produzir e disseminar conhecimento científico e tecnológico;

5 - Fornecer apoio às instituições de ensino primário, secundário e superior; e,

6 - Fornecer suporte para centros de pesquisa e desenvolvimento.

7- Realizar o radiomonitoramento de chuvas de meteoros.

8 - Incentivar a ciência cidadã.

Em 2013, teve início uma nova tentativa de criar uma rede de monitoramento de meteoro liderada pelos astrônomos amadores André Moutinho, Carlos Augusto di Pietro Bella, Eduardo Plácido Santiago e Renato Cássio Poltronieri. No final desse ano, Eduardo Santiago começou a dialogar com redes de monitoramento de meteoro na Europa, como UKMON (United Kingdom Meteor Observation Network) e CEMeNt (Central European Meteor Network)/ EDMOND (European viDeo Meteor Observation Network). Desta vez, as estações foram projetadas usando principalmente velhas câmeras de segurança equipadas com lentes comuns e consequentemente mais baratas. Os astrônomos amadores tiveram a ajuda de especialistas experientes, como Roman Piffl e Jakub Koukal, e iniciaram o desenvolvimento da rede que inicialmente seria conhecida como REMIM - Rede de Monitoramento Integrado de Meteoros.

As primeiras três estações da rede já estavam instaladas no início de 2014 e estavam localizadas em: São Vicente, estado de São Paulo (de propriedade de Eduardo Plácido Santiago, hoje fora da rede); Goiânia, estado de Goiás (de propriedade de Carlos Augusto di Pietro Bella) e Nhandeara, estado de São Paulo (de propriedade de Renato Cássio Poltronieri). A primeira imagem de meteoro capturada por esta rede foi adquirida pela estação de Renato Poltronieri em 9 de janeiro de 2014. Após essa experiência bem sucedida, foi criado um grupo em um site de redes sociais com o objetivo de reunir pessoas interessadas em se integrar a rede. Logo, outros antigos interessados, como Cristovão Jacques e Marcelo Domingues, declararam interesse no projeto e, juntamente com muitos outros entusiastas, começaram a construir seu próprio equipamento.

Em fevereiro de 2014, um grande bólido foi registrado no estado de São Paulo e o lançamento de vídeo nas mídias sociais ajudou a aumentar ainda mais a visibilidade da rede.

O astrônomo Julio Lobo do Observatório Municipal Jean Nicolini sugeriu a adoção de um nome que se encaixa melhor a realidade da rede: BRAMON - Rede Brasileira de Observação de Meteoros.

Em 16 de março de 2014, a BRAMON foi apresentada no hangout “Astronomia ao Vivo” onde vários operadores da rede, entre eles Renato Cássio Poltronieri, Marco Mastria (hoje fora da rede), Cristóvão Jacques, Eduardo Plácido e Carlos di Pietro se fizeram presentes para explicar como ela funcionava e em 12 de abril do mesmo ano, foi apresentada no 7º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica, em Campos dos Goytacases – RJ.

Durante o 17º ENAST (Encontro Nacional de Astronomia), ocorrido em Maceió-AL, em 2014, Renato Cássio Poltronieri apresentou oficialmente a rede e seus resultados iniciais para a comunidade amadora durante uma apresentação intitulada "BRAMON - Rede Brasileira de Observação de Meteoros", consolidando sua criação.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Nasa busca vida no 2º maior satélite do Sistema Solar

A ideia de que alguma forma de vida possa existir no satélite Titã de Saturno é sugerida por Amanda Hendrix, cientista planetária da NASA encarregada pelo programa de exploração de locais no Sistema Solar onde podem existir oceanos subterrâneos.

"Precisamos entender se esses oceanos são habitáveis e, se assim for, se existe vida neles", afirma a cientista resumindo as metas do Ocean Worlds Exploration Program (Programa de Exploração dos Mundos de Oceanos) da NASA, reporta ao Express.

O relatório destaca que os especialistas têm evidências explícitas de que este satélite de Saturno, considerado o segundo maior satélite do Sistema Solar, contém massas líquidas estáveis em sua superfície.

"Titã é um mundo oceânico único, porque tem um oceano subterrâneo e também tem lagos de hidrocarbonetos líquidos na superfície", destaca a cientista.

Embora a especialista afirme que certamente não existem "alienígenas com cabeças verdes nadando por ali", ela acredita que as condições na superfície desse satélite são apropriadas para propiciar a presença de vida. Os oceanos do satélite podem conter algumas "formas de vida simples" e, por isso, "pode haver alguma forma de vida irracional baseada em metano na superfície de Titã", sugere.
Outros lugares que também poderiam abrigar vida, segundo Hendriz, seriam o sexto maior satélite de Saturno, Encélado, e o sexto satélite de Júpiter, Europa.
A especialista informa que a NASA está atualmente decidindo entre duas possíveis missões exploratórias para estudar essas luas.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Hayabusa2 realiza pouso para coleta de amostras no asteroide Ryugu

A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) na noite desta quinta-feira (21), pousou com sucesso no asteroide Ryugu.
O processo foi atrasado por várias horas devido à necessidade de averiguar todos os sistemas. Inicialmente, o pouso estava previsto para outubro do ano passado, mas verificou-se que a superfície do asteroide era muito mais rochosa do que o esperado, podendo danificar ou até destruir a sonda no momento da aterrissagem.Dessa forma, os cientistas precisaram de mais tempo para procurar um local seguro para realizar a descida. 

Agora a sonda deve ficar em um terreno relativamente plano com um diâmetro de 6 metros. Até o final do ano, a sonda Hayabusa-2, que foi lançada em 2014, deve coletar ao menos três amostras da superfície do asteroide e depois entregá-las ao nosso planeta.Em junho do ano passado, a sonda japonesa Hayabusa-2 atingiu seu objetivo depois de uma jornada de três anos no espaço, aproximando-se a uma distância de 20 quilômetros do asteroide em questão. A missão deve ser concluída em 2020, com o retorno à Terra.
Foram retiradas amostras do corpo interestelar e o material deve ajudar a entender melhor a formação do sistema solar.

O asteroide Ryugu, que possui cerca de 900 metros de diâmetro, está a 340 milhões de quilômetros do nosso planeta. A órbita de Ryugu passa perto das órbitas da Terra e de Marte, o que dá aos cientistas a esperança de que vestígios de água e matéria orgânica possam ser encontrados em sua superfície.

Em 2010, uma missão semelhante a essa, no asteroide Itokawa, foi realizada pela sonda antecessora Hayabusa. Como estava previsto, a sonda só pousou por alguns segundos no asteroide, o tempo necessário para lançar um projétil (uma espécie de bola) e gerar uma nuvem de poeira para armazenar uma mostra. Outra operação de coleta de mostras de material diferente deve ocorrer em algumas semanas.

"Estou realmente aliviado. O tempo passou muito lentamente até o pouso. Foi tudo bem, estamos felizes", disse Makoto Yoshikawa, um dos coordenadores da missão.

A Hayabusa2 "retornou, como estava previsto, a sua posição orbital ao redor do Ryugu e enviou as primeiras indicações que mostram que ocorreu o contato com o asteroide", completou.

Como o asteroide Ryugu fica a 340 milhões de quilômetros da Terra, o que explica que se exija um pouco de tempo até que os dados cheguem ao centro de controle da missão.

Colisão de Galaxias By Hubble

O universo é um caldeirão borbulhante de matéria e energia que se misturaram por bilhões de anos para criar uma mistura de nascimento e de...