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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Nasa anucia a Volta do homem à Lua !

Desde que entrou na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou sua vontade de reiniciar as viagens espaciais para a Lua. No fim de 2017, Trump assinou um documento que oficializava esse desejo, mas somente agora a NASA parece estar se preparando de verdade para colocar astronautas em solo lunar mais uma vez.

O adminstrador da NASA, Jim Bridenstine, e outros oficiais da agência entregaram um projeto que deve testar veículos lunares até 2024, com pretensão de um retorno tripulado ao satélite natural até 2028. Bridenstine já descartou a possibilidade da construção de bases para que os astronautas possam se instalar na Lua, mas vem tornando a ida uma de suas prioridades.

Um pedido formal para companhias que queiram construir os módulos que pousarão na Lua já em março deve ser aberto, com a ideia de escolher uma empresa para ajudar a corrida espacial entre maio e julho deste ano. Cada contrato deve ser fechado em valores que podem variar de US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,1 milhão) e US$ 9 milhões (aproximadamente R$ 33,6 milhões). O administrador da NASA disse que a agência está disposta a trabalhar com empresas privadas, como Boeing, SpaceX e Blue Origin, assim como com agências espaciais internacionais.

Antes de o homem voltar à Lua, a NASA planeja outra expedição ao satélite com pequenos módulos autônomos que carregarão aparatos científicos. A ideia é que 12 ferramentas sejam enviadas para estudar, entre outras coisas, a possibilidade de existência de água na superfície. Caso isso aconteça,  pode ser o início da possível colonização do satélite, algo que ainda reside no reino da ficção científica.

Washington, 23 Mai 2019 - A Nasa divulgou na quinta-feira (23) o calendário do programa "Ártemis", que levará astronautas à Lua pela primeira vez em meio século, incluindo oito lançamentos programados e uma mini-estação na órbita lunar até 2024. As missões lunares originais foram nomeadas em homenagem a Apolo; Ártemis era sua irmã gêmea na mitologia grega e a deusa da caça, do deserto e da Lua.


O administrador Jim Bridenstine confirmou que a Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020. Depois virá a Ártemis 2, que irá orbitar o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024, incluindo a primeira mulher.


As três serão lançadas ao espaço pelo maior foguete de todos os tempos, o Sistema de Lançamento Espacial (SLS), liderado pela Boeing, que está atualmente em desenvolvimento, mas sofreu vários atrasos e tem sido criticado em alguns setores como um programa de empregos insuflado.

Fixada em sua cúpula, estará a cápsula Orion, da qual a Lockheed Martin é a principal construtora.


Além dessas missões, que serão todas esforços da Nasa, haverá cinco lançamentos carregando os blocos de construção da mini-estação lunar "Gateway", que servirá como um ponto de partida para o pouso na Lua. Estes serão realizados entre 2022 e 2024 por empresas espaciais privadas, cujos serviços serão pagos pela Nasa.


A estação orbital consistirá inicialmente em um simples elemento de potência e propulsão e um pequeno módulo habitacional. Em 2024, os astronautas vão parar lá em sua rota para a Lua. Eles então descerão para a superfície em um módulo.
Uma parte do módulo permanecerá na Lua enquanto a outra parte decolará e permitirá que os astronautas retornem à sua estação, onde embarcarão na cápsula Orion e retornarão à Terra. Bridenstine disse nesta quinta-feira que a Nasa escolheu a empresa privada Maxar para construir o primeiro módulo da estação, o elemento de potência e propulsão, que dependeria de enormes painéis solares.


Nos próximos meses, a Nasa terá que decidir quem construirá o módulo de pouso. Gigantes do setor aeroespacial, como a Boeing e a Lockheed Martin, estão disputando o contrato, assim como novos atores, como a Blue Origin, de Jeff Bezos. "Nós não estamos possuindo o hardware, estamos comprando o serviço", disse Bridenstine sobre o módulo. "O objetivo aqui é a velocidade. 2024 está logo ali".


Ele acrescentou: "Nosso objetivo é, em última análise, passar para Marte e não ficar presos na superfície da Lua".

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